Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 29 de março de 2012

16.000

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“Coriolano”, adaptado ao cinema por Ralph Finnes

«A coragem e o mérito do general Caius Martius "Coriolano" (Ralph Finnes) são tidos como lendários e o seu nome respeitado por todos os cidadãos de Roma. Porém, durante a sua candidatura a cônsul, algumas pessoas empenhadas na sua derrota, desacreditam-no perante o eleitorado. E assim, contra todas as previsões, ele acaba derrotado. Enfurecido, desmente e denigre o próprio senado, acabando por perder a cidadania romana e ser exilado. Agora, tornado apátrida, procura vingança. Com um plano em mente, segue o seu caminho até Antium, território dos Volscian, onde faz uma proposta a Tullus Aufidius (Gerard Butler), o maior inimigo de Roma: juntar estratégias e arrasar definitivamente com a nação que o viu nascer.
Primeira experiência na realização do actor Ralph Finnes (que, em 2010, interpretou a personagem em Londres), o filme adapta ao contexto do século XXI a tragédia de William Shakespeare que, por sua vez, se inspira na história do general Coriolanus, que terá vivido durante o séc. V a.C.» 
Público
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Em Belém vivem pavões…

O presidente ainda mal iniciou o 2.º mandato e já se fala, à desgarrada, de quem serão os próximos candidatos a substituí-lo. Inconsistência sistémica…é o que é!
Questionamo-nos: Que motivo levaria o cidadão comum (como eu) a querer chegar ao topo da hierarquia, à Presidência? Trabalhar para outros/Serviço público?! Isso, qualquer um pode fazer sem ambicionar chegar a esse posto, existem muitas formas de trabalhar para os outros. Mandar?! Essa é uma função estrita do Governo. O que será então…? Nunca se questionaram sobre isso…? Sei que nos jardins de Belém vivem pavões… 


O cidadão incomum, pois ele é objectivamente assim, o Rei, é o moderador universal, aquele que nasce para se sujeitar a um regime preparativo para, assim, durante toda a vida, representar os seus concidadãos. Não há mais incomum e maior fardo! Ele é o símbolo vivo do País. Não nasce para ser qualquer coisa…é eleito pela História para representar o seu País. Ele é a própria coisa pública…a res pública personificada.

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Grande nota do João Amorim...

...aqui!
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O que fomos e o que somos

Quando uma grande maioria dos portugueses nem sabe que fomos uma Monarquia durante 767 anos, que os países mais evoluídos seguem esse modelo e que ainda hoje confundem um sistema com um partido…as coisas não se afiguram fáceis.
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Da semiótica...

Portugal é alguém no mundo do futebol, pois todos os portugueses estão agarrados a símbolos e sentem-nos. 
No resto que interessa, se não temos símbolos para nos agarrarmos e, por isso, não sentimos nada…de pouco valemos num mundo em que já fomos alguém.
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A agonia do semipresidencialismo

No passado Público de 16-3-2012 li um artigo, de duas páginas completas (a 14 e a 15), que tinha o seguinte título: “Belém O império das sondagens.” Confesso que, naquele texto, o que mais me interessou foi a seguinte observação no ensaio de Pedro Lomba: «A polémica recente sobre as relações entre Cavaco e Sócrates obriga a repensar o semipresidencialismo. Desde 1976, inúmeros governos acabaram devido a disputas entre presidentes e primeiros-ministros. Soares e Cavaco, Sampaio e Santana e agora Cavaco e Sócrates são exemplos dessa história agitada que percorre o regime». Antes de passar ao próximo parágrafo, acrescentava apenas, e só na III república ainda, Eanes e Soares.

Segundo aquele mesmo ensaio, extrai-se o seguinte de Jorge Miranda: «Teremos um Presidente não correspondente nem ao parlamentarismo puro, nem ao presidencialismo (…)». Ou seja, somos uma manta de retalhos indiferenciada e seguimos um procedimento de “capelinhas” em que ninguém decide de uma vez com cariz finalístico. Temos um presidente que tenta imitar os Reis da actual Europa, mas que, curiosamente, possui o poder da chamada “bomba atómica”, i.e. da dissolução da Assembleia. Esta é apenas mais uma entre muitas incongruências deste regime que nelas já agoniza. 

Face ao exposto, resulta, com simples mediania, para aqueles que quiserem ver, que o actual regime está moribundo ou mesmo morto. Contudo que fique claro: o Presidencialismo, puro e duro, não é a solução…é mesmo pior que a actual. 

O Presidencialismo é um sistema perigoso para Portugal. Nesse figurino, sem as garantias da Monarquia Constitucional ou do semipresidencialismo, aí sim poderíamos estar totalmente entregues a um faccioso partidário. Aí era a remanescente destruição de Portugal. Imagine-se um incompetente (ex-PM) como Presidente de plenos poderes? 

Além disso, nem temos tempo nem a tradição no modo de eleição usado no Presidencialismo norte-americano, sendo que essa mera possibilidade de instauração requeria, ela sim, uma utopia profunda. O nosso caminho é outro. Ele é muito mais consentâneo, célere, lógico, e historicamente adaptável: a reposição da Monarquia Constitucional. A Monarquia é a via para começarmos a corrigir, de topo, o problema da confiança das nossas instituições refundando, a médio ou longo prazo, Portugal por intermédio da sua consciência colectiva. Voltaríamos de forma mais célere a ser progressistas e seguidores dos melhores índices das nossas ex-congéneres Noruega, Holanda, Suécia, Inglaterra, Bélgica, Dinamarca, Canadá, etc, etc. 

Neste contexto é ainda importante relembrar o que são as repúblicas e o que são as Monarquias. É sabido que as repúblicas foram derrubando algumas monarquias. É também sabido que alguns países foram constituídos, já no recente constitucionalismo, como Monarquias…caso da Bélgica. Porque têm um topo fraccionário, as repúblicas são sempre instáveis e estão sempre a gerar revoluções e assim impedimentos ao progresso. São exemplos disso mesmo, entre outras, todas as repúblicas do mundo árabe, a portuguesa, a alemã e a francesa. É sempre um reboliço geracional que deixa os cidadãos das ditas aquém daquilo que podiam atingir se houvesse a maior união em torno de um símbolo vivo da Nação que é o Rei. Aliás é factual, por um lado, que as maiores catástrofes humanas foram geradas por repúblicas (na Alemanha de Hitler e na ex-U.R.S.S.), sendo que, por outro, a manutenção de impérios republicanos é muito mais efémera, caso dos EUA que nem 70 anos durou…comparativamente a Portugal que atravessou vários séculos enquanto império ultramarino. 

Aproveitemos a actual situação e tiremos o devido proveito dela. Sejamos inventivos. Pensemos Portugal, pensemos o regime. Comparemos o que fomos com aquilo que somos. Comparemos aquilo que os outros foram com aquilo que agora são. Em consciência decidamos para bem dos nossos filhos e dos nossos netos o que lhes vamos deixar.
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Evidentemente

MEC

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É do povo que virá o nosso futuro em Monarquia!

Um exemplo!
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A egoísta pretensão

1. Por um lado, um Presidente da república, ou seja, o suposto representante de todos os portugueses, é um homem como muitos que assentam uma vontade individualista numa carreira política mesmo que essa custe a separação dos seus concidadãos. Essa ânsia de ascensão hierárquica traduz, indubitavelmente, a mais absoluta refutação e repúdio de 767 anos do/no anterior sistema monárquico.

2. Por outro lado, é coerente que esta Nova Ordem, a republicana, tenha um estandarte abundantemente vermelho, pois é o símbolo da demarcação, ipso facto, daquilo que fomos e daquilo que somos. Faz sentido...constata-se há 101 anos. Contudo, nesta Ordem, nunca mais diremos que somos: pioneiros, navegadores, descobridores, desenrascados, corajosos, patriotas, evoluídos ou progressistas.
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Uma Fé estrutural

Aprendido com um Professor amigo do Técnico: A fé não é um pó mágico que cai sobre nós. É algo que se condensa a partir do testemunho. A fé alicerça-se no testemunho.
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Pepe Deluxé . "The Mischief Of Cloud Six" (2011)

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Diana Ross (Feat. Jamiroquai) . "Upside Down" (1997)

Nos MTV 97
Lembro-me de assistir a isto na data... soberbo. Um hino ao groove!

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Diana Ross . "Ain't No Mountain High Enough" (1970)

Outra RAINHA e outra brilhante versão do tema.
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Jocelyn Brown . "Ain't No Mountain High Enough" (1998)

Com esta senhora só dobrando um joelho prestando respeito, como na idade média, a uma RAINHA!
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Nuyorican Soul (Feat. featuring Jocelyn Brown) . "It's Alright (I Feel It)". (1997)

Confesso que houve uma fase na minha vida que cheguei a qualificar este álbum, em particular este tema, como O melhor. Era por demais: Masters At Work, Lil' Louis, Jocelyn Brown, etc, etc...era muito para uma só consciência condensado num só CD.
Da GRP Records.
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Cut Copy . "Strangers in the Wind" (2008)

Não há viagem internacional que não leve este álbum no iPod.
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NZCA/LINES . "Okinawa Channels" (2012)

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domingo, 25 de março de 2012

Príncipe da Beira

Envio os meus parabéns ao nosso jovem Príncipe da Beira e futuro Rei! 
Tudo de bom para ele: saúde, conhecimento e sabedoria.
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quinta-feira, 22 de março de 2012

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)