Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Assassinos “democráticos”

«Temos fama de pacíficos mas já matámos um rei»

Esta frase é de João Proença, socialista, maçónico e, por acaso, também líder da UGT. Foi proferida em entrevista ao Expresso (pág. 14 – 28/4/2012), a propósito do seu último 1.º de Maio no cargo, sendo o mais caricato desta afirmação a sua mais pura veracidade: Eles mataram mesmo o Rei, um chefe de Estado numa democracia constitucional.
Entre os vários pontos abordados pelo semanário, um deles esquadrinhava Proença se “aumentou o risco social” em Portugal. A esse o dirigente sindical respondeu: «É um risco que existe e que é reforçado se o Governo não cumprir o acordo. Toda a gente associa Portugal a um país pacífico. É pacífico, mas já matámos um rei. Por isso não abusem…». E deixa(m), uma vez mais, a ameaça a pairar…!
O problema nestas declarações resume-se a um aspecto: O facto de serem verdadeiras e terem acontecido no passado e, se é um homem “daquele círculo” que o diz, porque não levar, com as necessárias e devidas adaptações a 1910, a ameaça a sério?
Pergunto-me: como é possível e com que legitimidade subsiste uma república desta índole, onde um descendente ideológico dos assassinos que implantaram a república diz o que disse de forma clara e ninguém reflecte sobre isso? “Matámos um rei”, diz ele. Matou-se um chefe de Estado em democracia. Mataram-no de facto e muitos outros mais (inclusive republicanos e filhos da…revolução) até chegarmos onde chegamos. É por estas e por outras que me apetece entrar em frases feitas e dizer a essa elite minoritária que vem “orientando” Portugal em tempero francês: E o povo, pá?! O povo, o que teve que ver com isso?! Nada! O povo não era republicano, nunca foi...o genuíno manifesto de Maria da Fonte prova-o!
E são homens destes que gerem os nossos destinos e estamos entregues nas suas mãos…sendo geridos, a compasso e esquadro, conforme os seus interesses (pela e para a república portuguesa).
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Valeu mesmo a pena o terrorismo?

A república matou numa democracia para se implantar. Trocou as cores de Portugal ...e as voltas à Nação! Pelo terrorismo temos hoje a república em que vivemos.
Logo, se assim o fez, negou um passado de 767 anos de regime monárquico. Negou Portugal (substituindo-lhe pelo epíteto de república [é o que a Constituição refere]) e decidiu seguir outro rumo.
Transpostos 101 anos, daquilo que fomos e daquilo somos, valeu a pena? Valeu a pena ter ido além da voz da Maria da Fonte (ou seja do nosso povo) para chegarmos ao que chegamos?
Respondo com a mais sincera e profunda tranquilidade: Só um demente ou o mais puro dos ignorantes (quer sobre o passado quer sobre o futuro) pode afirmar que sim.
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A república foi um erro!

Mesmo admitindo a mera hipótese de boa fé dos mentores do golpe republicano (a qual nunca existiu) e que o formato fosse, assim, aparentemente, uma solução à crise económica (ingovernável pelo Governo de então) instalada nos finais do séc. XIX em Monarquia Constitucional, já deviam ter bastado 101 anos para perceber que foi um erro. Estamos proporcionalmente melhores, desafogados, fora de crise?! Não! Estamos sim muitíssimo piores, pobres, sem nada, tristes, dominados, alienados e, sobretudo, sem Rei nem roque.
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sábado, 5 de maio de 2012

D. Juan Carlos e Franco | D. Duarte Nuno e Salazar

D. Juan Carlos de Espanha recebeu todos os poderes do ditador Franco, mas devolveu-os ao seu legítimo proprietário: o povo de Espanha.
A partir daí, teve um exímio reinado de 36 anos consolidando a Democracia, exercendo o seu papel de verdadeiro árbitro e moderador com governos de direita e de esquerda. É o maior representante de Espanha e todos o conhecem pelo mundo. É o prestígio da Nação.
Apesar do suposto erro (Botswana), e com fortes reservas minhas que tenha sido aconselhado por supostos assessores, pelas mesmas razões que não houveram assessores com Hugo Chavez, ele disse sincero: «Sinto muito, cometi um erro e não vai acontecer novamente». 
Feita a sondagem, 70% dos cidadãos entrevistados concordaram em perdoar o velho rei. Terá sido só pelo seu prestigio acumulado? Terá sido pela antiguidade da Monarquia por aquelas bandas? Não me parece que tenha sido só por esses (e outros) justificativos positivos. O maior parece-me que foi este: Os reis também se enganam e Juan Carlos não só admitiu o erro como pediu desculpa por ele ao seu povo.

Em Portugal há quem diga que a II república se preparava para fazer o mesmo com D. Duarte Nuno (pai do actual duque de Bragança). Terá sido precisamente neste domínio que o ditador Salazar, realmente, errou? Não! A ditadura falou mais alto e era preciso manter um nível médio baixo/fraco de democracia e como tal a Monarquia Portuguesa era sinónimo de elevação daquele índice. Hoje tenho a certeza: com D. Duarte Nuno, descendente directo de D. Miguel I, o Popular, o povo estaria sempre em primeiro lugar e à frente de qualquer regime republicano despótico. Hoje continuamos em república, um pouco melhores, é certo, em status médio/baixo ou, usando o termo definidor do Índice anual de Democracia: de ”democracia imperfeita”.
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Portugal...uma república democraticamente imperfeita


«O Índice de Democracia é um índice compilado pela revista The Economist para examinar o estado da democracia em 167 países, na tentativa de quantificar este com o Economist Intelligence Unit Democracy Index do que se concentrou em cinco categorias gerais: o processo eleitoral e pluralismo, as liberdades civis, o funcionamento do governo, participação política e cultura política.»
Segundo esta fonte, Portugal é considerado, e bem, uma "democracia imperfeita".

No rol de "democracias plenas" deixava apenas as seguintes duas notas:
1.ª) Em 25, 12 são Monarquias;
2.ª) No top 10, 7 são Monarquias.

Aproveitando o embalo reformador, em que tudo, tudo mesmo, deve, e bem, ser questionado e inerentemente reformulado, não devia este regime ser também questionado? 
Além de historicamente ilegítimo (face ao povo de que faço parte), também sai mais caro ao erário público (dos meus impostos portanto) do que uma Monarquia e, em 101 anos, ainda não deu alegrias aos portugueses ficando muito aquém do paralelismo aos nossos tempos em Monarquia, bem como hoje em relação às nossas actuais ex-congéneres.

Fonte - Wikipedia (pois os dados estão mais descodificados e assim mais acessíveis ao grande público).

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Aos olhos do progressismo monárquico de hoje

Aos olhos de um cidadão perfeitamente normal seja ele sueco, norueguês, holandês, dinamarquês, japonês, inglês, etc, etc, e que se reveja no regime monárquico, deve olhar para esses infelizes países que foram nessa moda peregrina (e ora em decadência) das repúblicas e pensar: “Pobres coitados…tenho pena deles pois estão metidos numa grande e enfadonha salganhada!”
Mas ainda devem pensar outras coisas, mais definidas: “Mais pobres são aqueles que, pregando aos peixes, ainda querem restaurar um regime monárquico como forma de recuperar aqueles países republicanos…”
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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Marigold Hotel


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Um (bom) comentário constatado no facebook

«Continuo com esperança de ainda conhecer o 36.º Rei de Portugal.»

M. J. Arrobas

Nota - Também continuo, também continuo e nunca desistirei.
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Grande frase do mestre Vítor!

«O Rei é aquele que se fez ser, não o que pretende ser...»
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É sempre bom saber por onde corre a melhor via regimental

...nas "arábias"!
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Povo + Rei ---» Alegria numa Nação

«Em frente do Palácio Real das Necessidades, em Lisboa, o Povo dá VIVAS ao Rei D.Manuel II e à Rainha-Mãe D. Amélia, que agradecem emocionados.
Maio de 1908»

L.F. Afonso.
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Centrem-se nesta história real

De facto a Infanta D. Adelaide de Bragança e seu avô El-Rei D. Miguel I eram individualidades à parte, mesmo entre nobreza e Reis. 
Eram ímpares entre pares!

«(...) Agarrou-me na mão e disse-me: "Vai haver uma grande batalha". 
E eu disse-lhe: Não se preocupe, eu acho que o Bem ganha sempre ao Mal. E ela olhou para mim, sorriu e fechou os olhos.»

Precisamos deles de volta, eles são a única saída para termos uma melhor democracia...para salvarmos Portugal. Precisamos dos Bragança!
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«Espanha e Estados Unidos, descubram as diferenças»

Descubram-nas aqui.

Quanto àqueles imbecis minoritários espanhóis (pois logo de seguida “à caçada” foi pesquisado o “mercado” e as sondagens davam a maioria com o Rei…apesar do erro) que andaram com cartazes de bota abaixo à Monarquia espanhola, para esses otários específicos eu lanço-lhes apenas a seguinte proposta:
Proposta - Ficam vocês com a nossa ré pública e vocês enviam-nos a V. Monarquia. Pode ser? Querem?
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Ouvido no espaço do Nuno Costa Santos:


*Ferdinando (trabalhador de uma loja de ferragens).
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«Republicanos luxos policiais»

Artigo aqui!
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Bonobo . "Ghost Ship" (2012)

Black Sands Remix. Via Alf.
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New Order

Provavelmente o álbum que mais gosto deles.
«(...)
Now you know my name
You search your empty brain in vain
If you don't change your ways
You'll end up here with me ungraced

Without you they'll never know
Without you my life won't flow
Without you they'll never show
Without you the night won't go
Without you I'm left alone
Without you I'm on my own
Without you I'll live in pain
Without you I've gone insane
(...)»
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James Brown . "Get Up (I Feel Like Being a) Sex Machine" (1970)

So funky moves...!
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Fugi . "Revelations" (1970)

Via ZB!
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Tamba Trio . "Garota de Ipanema" (1975)

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)