Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

1 de Fevereiro de 1908

A evocar o mais triste dia da História de Portugal, aquele fatídico momento que mudou, para muito pior, os nossos destinos. Enquanto Portugal não se refizer, por via referendária, daquele hediondo facto, será sempre um País mal resolvido com o seu presente e, consequentemente, manchado de sangue, mal com o seu futuro.

Enquanto não formos absolvidos do parricídio pátrio, por via de uma democracia plena, perguntando o que nunca nos foi perguntado, i.e. que caminho regimental queremos seguir, continuaremos reféns dos mesmos que aqui nos conduziram e a deambular na mediocridade enquanto Nação face ao que já fomos.


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Monarquia e Sidonismo alvos da mesma

Por isso não admira que os mesmos (cujos sucedâneos ainda por aí andam...) lhe tenham feito o mesmo que fizeram a El-Rei!

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Da excelência intolerada até à mediania reinante

Assistindo, no passado dia 22/11, ao documentário "JFK: The Private President" (SIC Notícias), não podia ter ficado mais de acordo com a conclusão do narrador: com John e Jacqueline Kennedy os americanos tiveram a sua própria Família Real.
 
JFK era um homem com defeitos, mas era também, e acima de tudo, um símbolo representativo para uma América que se desejou mas não conseguiu ser. Um razoável político, com classe, com estrutura e status (antes mesmo de ser presidente), visionário q.b., culto, viajado, moderno, progressista, sofisticado, trendy, desportivo, católico, etc. Os americanos literalmente adoram-no...ainda hoje. A sua morte foi o terminus de um sonho...o verdadeiro sonho americano. Mas não passou disso, um sonho. O pesadelo seguiu-se momentos depois, a realidade continuou e o Império morreu prematuro.
 
Neste domínio, não podia deixar de registar as próximas semelhanças, quer em vida, quer em morte, com El-Rei D. Carlos.
 
A categoria, a sofisticação, a maior classe e verdadeiro progressismo, nunca foram toleradas pela mediania republicana e seus velhos interesses conhecidos... É ver-se hoje o desfecho com os nossos políticos de um modo geral. É ver-se hoje o desfecho no actual estado do País e, sobretudo, da Nação.
 
Em república idolatra-se a mediania e não se respeita a excelência. Se o contrário fosse, os resultados das repúblicas seriam bastante melhores nos respectivos índices demonstrativos de progresso, conforme acontece nas monarquias, e não o contrário.
 
O 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, tem muitíssimo mais que ver com o 22 de Novembro de 1963, em Dallas, do que algum de nós possa sequer imaginar. Essa é cada vez mais a minha mais profunda convicção, existem traços comuns inegáveis.
 
Carlos I e Kennedy foram alvos dos republicanos, foram homens fortes demais para serem tolerados pelo status quo ordenante e que, mais secreto ou menos, todos deveríamos saber quem são...ou quem é.
 
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quinta-feira, 7 de março de 2013

P2 - 01.02.2008

Aquando da evocação dos 100 anos da morte de D. Carlos, o Público, por via do caderno P2, editou este artigo no dia 1 de Fevereiro de 2008. 
É curioso como, realizado um centenário, o Rei e a Monarquia ainda são profícuos e lucrativos a este País. 
Fenómeno interessante. 

Artigo de Luís Miguel Queirós.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

“Unidade Nacional” ?!

O Almirante Melo Gomes disse hoje à Antena 1 que os portugueses iriam, uma vez mais, sair desta crise como saíram noutras. Pela “unidade nacional”. 

Perguntaram-lhe como iríamos sair, mas isso o Almirante não explica como. Apenas refere que o povo português sabe reagir quando é preciso, “é um povo sensato porque tem mais de 1000 anos de História”. “Conhecemos a História e temos sobrevivido a crises e isso tem sido sempre uma vitória das pessoas e da nossa unidade nacional (…).” 

Sr. Almirante, isso é absolutamente verdade. Contudo, a História a que se refere foi em Monarquia. Fomos unidos até o elo com os portugueses ter sido quebrado em 1-2-1908. Agora, em república (e se não mudarmos), estamos mesmo desgraçados ou condenados conforme a expressão que preferir.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"O erro dos regicidas"

«Ao contrário dos presidentes, os reis não morrem. Dir-se-ia que o Rei é um só, com cambiantes de carácter e do tempo que cada episódio da monarquia vai oferecendo. Enganavam-se os republicanos quando afirmavam que a ideia monárquica desapareceria com a partida de D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe. Enganaram-se uma vez mais quando, sem descendência, morreu D. Manuel II. Mas a ideia ficou, o sentimento de simpatia familiar do povo permaneceu inquebrantável, não obstante os poderosos tudo terem feito para que ao longo de décadas a nossa família real fosse exilada, censurada, minimizada e, até, ridicularizada. Mais de um século após a infame matança, eis que o Chefe da nossa Casa Real é um dos mais respeitados homens do país, de decência, patriotismo e desinteresse pessoal absolutamente inquestionáveis. O mistério da monarquia não tem mistério porque, afinal, o Rei também somos nós, portugueses aspirando à libertação, à partilha de tudo quanto dos une, ao bem que desejamos para esta terra. O Rei é todos num homem. Por isso não tem agenda, não tem partido, não negocia, não trai, não promete, não vive do contingente, não tem amigos na acepção comercial de um interesse. 

A evocação do regicídio deveria ser, afinal, a prova da imortalidade do sentimento monárquico. Há semanas, falando com SAR o Príncipe da Beira, jovem de 17 anos, pressenti o peso dessa responsabilidade que se herda e não se discute, o peso e a responsabilidade de vir a ser um dia aquilo que o Senhor Dom Duarte tem sido ao longo destas décadas de chumbo; aquilo que foi, desde 1143, a função dos nossos reis. A família real une e é respeitada porque é um símbolo nacional e porque lembra aos portugueses que há coisas que estão para além do nosso tempo. Os regicídios acontecem na proporção do ódio ou da estupidez daqueles que desconhecem o intrínseco carácter democrático e libertador da monarquia. 
Felizmente, vai-se dissipando lentamente a teia de mentiras, de preconceitos e ignorância fabricada pelos inimigos da ideia monárquica. Um dia, quando tomarem consciência do mal que fizeram a Portugal e se biografar a passagem  de Dom Duarte pelo nosso tempo, os mais honestos lamentarão o que perdemos todos por não se ter sabido aproveitar a dedicação de um homem que tem sido, em todas as causas que abraça, o que de melhor tem Portugal.»

Fonte - Combustões.
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"O regicídio não foi esquecido. Jamais o será"

«O acto fundador da República consistiu em dois crimes de sangue impunemente perpetrados contra as pessoas dos mais altos representantes do Estado português.
Muito antes do fatal desenlace que mergulharia Portugal no caos, numa escusada série de violências, abusos e na total e reconhecida inépcia no exercício do governo deste país, os republicanos souberam aproveitar o regime de liberdades públicas existentes na nossa terra, liberdades essas garantidas pela Carta Constitucional e pela instituição que  superiormente representava o Estado: a Coroa
Se numa fase inicial desta República brutalmente implantada, os seus responsáveis prodigamente se vangloriaram do Regicídio, inadvertidamente também deram a conhecer ao mundo quem afinal eram os novos senhores do poder em Portugal. Os desastres que os acontecimentos de 1908 e 1910  despoletaram na nossa sociedade, foram por si suficientes para uma decidida e bastante oficial política de forçado esquecimento do acto primordial da fundação do regime de 5 de Outubro de 1910. O Regicídio foi deliberadamente apagado da memória, o seu Processo Legal escandalosamente desapareceu, mercê da intervenção dos detentores do poder ilegitimamente tomado pela força dos tiros da artilharia, assassinatos indiscriminados, repressão sindical e da imprensa. Durante quatro gerações, os donos das três Repúblicas ingloriamente tentaram apontar outros responsáveis por um acto do qual eles e apenas eles foram os beneficiários morais e materiais.
Com o assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, os republicanos  desferiram o penúltiplo golpe que despojaria Portugal da sua normal evolução para uma sociedade ainda mais livre e progressiva. Apesar dos rotineiros contratempos políticos propiciados por um regime fortemente parlamentar já bem enraizado, o nosso país beneficiou de décadas de progresso material e intelectual. Durante a Monarquia Constitucional, Portugal integrou-se plenamente naquilo a que à época era a Europa do liberalismo oitocentista. Os avanços materiais foram evidentes e sem paralelo na nossa história, o país modernizou as suas infraestruturas e integrou-se no comércio  mundial.  O período monárquico constitucional foi um alfobre de grandes nomes da nossa cultura e também garantiu a nossa futura presença em todo o mundo, participando Portugal na delimitação de esferas de influência que muitas décadas mais tarde dariam origem à Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
O Rei D. Carlos foi um dos maiores entre os grandes da nossa História. Culto e aberto àquilo que a seu tempo eram as novidades da ciência e das artes, mereceu o respeito politico e pessoal dos seus contemporâneos estrangeiros, enquanto em Portugal enfrentava só e indefeso, as contingências impostas pelo próprio regime de liberdades que não o soube proteger de afrontas, esmagadoras calúnias  e na fase final do seu reinado, da conspiração subversiva que não apenas fez ilegalmente tombar o trono, como também irremediavelmente ditaria o catastrófico século XX que o povo português  resignadamente sofreu.
Quiseram os assassinos abater o monarca que por sinal, era um homem bom e generoso. Procurando eliminar toda a Família Real, julgavam poder obliterar oito séculos de uma história ininterrupta. Não o conseguiram e cento e cinco anos decorridos após o crime que de forma indelével enodoa o regime a que ainda hoje todos nos submetemos,  já se adivinha o total alijar da canga imposta pelo silêncio que viu na ignorância das gentes, a suprema garantia de um poder prepotente e sem peias.
O ajuste de contas chegará, já não existe qualquer dúvida. Não virá de um outro acto violento que imponha a vontade de uma minoria, pois esse acerto de contas com a História já começou. D. Carlos e os seus encontram-se hoje perfeitamente reabilitados. O estudo que propicia o conhecimento da verdade já não conhece obstáculos e são precisamente os mais jovens quem decidida e porfiadamente tem quebrado as grilhetas do preconceito, da mentira e da despudorada prepotência que tem humilhado e menorizado Portugal.
Uma vez mais, o Regicídio não foi esquecido. Jamais o será.»

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O povo não esquece

Esta é uma noticia interessante, mas não deixando de ser algo curiosa. 
O Povo, seja 100 ou 1000 anos, não esquece o seu Rei estigmatizado.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Apátridas

Se, eventualmente, nunca mais voltarmos a ter a nossa Monarquia, não será pelos avisos, informações e contextos, sejam eles passados, presentes ou futuros.

Se, eventualmente, nunca mais voltarmos a ter a nossa Monarquia, será porque matamos, no dia 1 Fevereiro de 1908, a nossa identidade, o respeito ao País, o amor às nossas tradições e à nossa História e, sobretudo, a consciência como povo…como um filho que mata um pai. Neste cenário estaremos, efectivamente, condenados a desaparecer.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Armas em Luto

Há 104 anos morriam brutalmente assassinados: um pai e seu jovem filho. Morria El-Rei D. Carlos I e o nosso Príncipe Real D. Luís Filipe. A democracia sofria um rude golpe e mais se agravou com uma impune imposição regimental republicana partidária de expressão reduzida e que ainda hoje perdura, ilegítima, sem o povo se pronunciar.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!