Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Outrage in Washington over Obama's Japan bow"


«US President Barack Obama (L) bows as he shakes hands with Japanese Emperor Akihito (C) and as Empress Michiko (R) looks on upon Obama's arrival at the Imperial Palace in Tokyo on November 14. News photos of President Barack Obama bowing to Japan's emperor have incensed critics here, who said the US leader should stand tall when representing America overseas.

(AFP/File/Mandel Ngan) »

Fonte | Source -http://news.yahoo.com/s/afp/20091116/pl_afp/japanusdiplomacyasiaobama_20091116162504

Comentário - Para nós monárquicos estas imagens dizem-nos muito. Não por sobranceria, mas sim por ter sido um Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) a compreender a tradição, e nada mais do que isso. Como não podia deixar de ser, já começam a chover as críticas pelo Presidente se ter inclinado perante o Imperador. Cá estão os habituais complexos republicanos. Quanto a Barack Obama, principia a convencer pela sua elevação, repita-se pela sua elevação, enquanto estadista... Teve a dimensão de perceber os ancestrais hábitos da Monarquia, a sua representatividade perante os cidadãos que vivem nesse sistema constitucional, bem como demonstrou entender a tradição que merece ser respeitada por um visitante cordial. Obama, quanto a nós, sai reforçado com a sua postura (ao menos nos países de índices mais desenvolvidos [v. monarquias]). Em suma: categoria revelada no exercício de Estado pelo Presidente dos EUA.
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1 comentário:

  1. O Presidente dos Estados Unidos da América -Chefe de Estado de um País com pouco mais de duzentos anos de História, apesar de muito poderoso sem dúvida - nada mais fez, senão cumprir a sua obrigação de cortesia, perante o representante imperial de uma cultura e de uma tradição várias vezes milenares.
    O seu acto demonstra inteligência e sentido de Estado.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

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