Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 1 de junho de 2025

Contradições convenientes...

Diz o homem que dias antes do Gigante cair dizia, como PR, que "o BES está sólido" e que operou duas revisões constitucionais, sendo uma delas, a de 1989, a de maior magnitude até hoje registada. Nem por isso veio mal ao mundo na altura, antes pelo contrário veio algum progresso. Quem é Cavaco para vir falar e impedir que Portugal se desprenda das suas amarras?

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Montenegro e o (suposto) futuro...

Montenegro tem a enorme responsabilidade de poder alterar a Constituição de 76, a qual é o cerne de, por ter sido forjada no PREC, e assim desadequada, não projetar o País para o verdadeiro desenvolvimento. Uma oportunidade rara. Veremos o que fará.

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sábado, 14 de novembro de 2015

Precisão

Apenas para precisar: concordo com aqueles que acham que a CRP não deve ser revista...ela deve sim ser substituída por uma nova ou por nenhuma escrita à semelhança do Reino Unido.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Monárquicos, we don't have a problem!

Muito tenho escrito relativamente à influência que os republicanos conseguiram angariar sobre os monárquicos, concretamente terem conseguido incutir, quiçá no domínio psicológico, quase diria, da necessidade imperativa de o actual regime apenas poder ser mudado por alteração da alínea b) do artigo 288.º da Constituição da República Portuguesa (CRP). Ou seja, para ser feito um referendo que, democraticamente, mudasse Portugal, e só assim seria possível e aceitável, de uma república para uma Monarquia Constitucional, era necessário uma alteração da Constituição e redefinir a redacção daquela alínea b).
 
Entendo como possível, desde logo, referendar sem alterar aquele disposto. Volto, uma vez mais, a salientar que aquela alínea refere, e bem, que as leis de revisão constitucional terão de respeitar "a forma republicana de governo" e não a representatividade do Estado.
 
Contudo, e se esta interpretação, que preconizo, não estiver correcta, e a CRP é mesmo dramática e quase selvaticamente castradora, então, gostaria de deixar uma interrogação para reflexão de todos os monárquicos como eu:
 
--» Se a Lei Fundamental impossibilita o desenvolvimento monárquico em Portugal, então como foi possibilitada, nos anos 70, a constituição de um partido político, puro e objectivamente, monárquico à mesma luz constitucional?
 
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Rigidez e inadequação hodiernas

A constituição norte-americana dura desde 1787. Tem, com tudo incluído, cerca de meia centena de artigos, secções e emendas.

Em 1787 nem havia Constituição portuguesa. Quando aparece a primeira (1822), e tirando a de 1933, foi sempre generalizadamente de esquerda. Já vamos na sexta (não descurando que a Carta interrompeu a de 22), fora alterações. A actual, de 1976, tem 296 artigos.

Ou seja, e como sempre defendi, o documento actual deve ser substituído e rapidamente. Não basta alterá-lo ou expurgá-lo. É preciso uma nova Constituição, de cariz genérico e sedimentando princípios e não com pseudo normas instrumentais. Essa instrumentalização deve cingir-se às leis ordinárias.

As constituições devem estar redigidas (se é que precisam de estar) de forma a se adaptarem ao tempo e não ao contrário, como é o caso da actual da república portuguesa.

A Inglaterra nem Constituição escrita tem...

Leiam Tocqueville e outros.

Nota final - Não me revejo nesta aprovação que apenas o PCP (por defeito) e o CDS (por excesso) votaram contra em 1976:

«ARTIGO 2.º
(Estado democrático e transição para o socialismo)
A República Portuguesa é um Estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades
fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democrática, que tem por objectivo assegurar a transição para o 
socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras.»

Prefiro o PPD de hoje que curiosamente tem os nomes trocados com o tempo. 
Antes era PPD e devia ser PSD. Hoje é PSD e devia ser PPD.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Short note...

Acho que, com a inevitável revisão constitucional que por aí vem, devem ser limadas as arestas e corrigidos os erros (ao menos os fundamentais) do Texto Fundamental e, assim, trilhar-se o caminho para a decisão inversa àquela que os gregos proferiram, através de um plebiscito, em 8 de Dezembro de 1974, cujas consequências são sobejamente conhecidas.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

As emendas...

No Primeiro Caderno do Semanário Expresso, de 07/08/2010, a página 37, foi publicado este artigo do Professor Jorge Miranda .

Comentário – Entendo e até considero as alterações preconizadas pelo Professor Jorge Miranda, especialmente àquela que chamaria: “referendo a pedido presidencial”.

Contudo as teorizações partem do pressuposto que o Presidente da República é uma entidade neutra e que é o representante de todos os portugueses. Ora, é neste domínio, o da neutralidade, que o pressuposto republicano, semi ou presidencialista puro, padece. Sem entrar em maiores desenvolvimentos, resta-me apontar exemplos presidenciais como Soares, Sampaio ou Cavaco, sobre os quais nunca poderiam, mesmo em tese, recair a mais estruturada reserva de confiança pelo facto de terem ocupado cargos de ex-líderes partidários. Mas, ainda assim, tiveram e estão na mais representativa e alta magistratura. Será que esta reserva, a tal confiança, alguma vez pode ser plena? Em momento algum! Ela inexiste em estado puro!

Como tal é lógico: os interessantes conteúdos constitucionais aqui trazidos por Jorge Miranda são puramente reveladores do quão enganados temos andado nos últimos cem anos. Nada mais são do que emendas ao tecido danificado que é a nossa Constituição, a nossa História e a nossa memória colectiva. Estas alterações sim…mas com um Rei!
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Objectivos

A criação deste blogue tem por objectivo primordial a alteração da redacção da alínea b) do artigo 288.º da Constituição da República Portuguesa, consagrando a abertura a outras formas democráticas de governo de Estado. Usando critérios de rígida ética democrática, pretende, porém, preencher o que se entende ser uma ausência de informação nesta matéria que, embora específica, se afigura, nos dias que hoje correm, cada vez mais determinante lançar à discussão pública de forma responsável. Alcançando-se a mudança daquele preceito legal, emerge, como objectivo subsequente, a necessidade de facultar, a todos os portugueses, no estrito cumprimento dos requisitos legais necessários, a possibilidade de escolherem, democrática e conscientemente, a forma de governo que realmente pretendem: continentais, açorianos, madeirenses e emigrantes da vasta diáspora.

Acção 288 b
P. P. Araújo
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)