Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 12 de setembro de 2015

Fundação Casa de Bragança

«Em 1915, dom Manuel II, no seu testamento, manifestou vontade de os seus bens particulares em Portugal ficarem à disposição do país. Dom Manuel II não dispôs naturalmente dos bens da Casa de Bragança, destinados ao herdeiro do trono de Portugal e, como tal, não susceptíveis de disposição em testamento. Após a morte de dom Manuel, em 1932, as suas únicas herdeiras (a viúva, Augusta Vitória e a mãe, a rainha dona Amélia) renunciaram às suas heranças. O Estado português, porém, considerando que dom Manuel II morrera "sem descendente, nem sucessor" no trono de Portugal, apropriou-se dos bens da Casa de Bragança constituído com esse património, e com o património privado do falecido monarca, a Fundação da Casa de Bragança.»

In Wiki.

Tomando o contexto, e na sequência da mui pertinente reflexão de Miguel Castelo Branco, no seu mural do facebook, fiquei inteirado das circunstancias que estão a ocorrer na Fundação Casa de Bragança.

O cerne da polémica adveio deste artigo do Observador. Após ler aquela peça só me ocorreram duas coisas:

1.ª) Furto; e
2.ª) Má gestão.

Os bens da Sereníssima Casa de Bragança, pertença da respectiva família, foram furtados pela II república e integrados no Estado. O nome do furto chama-se Fundação Casa de Bragança. Os bens da Casa de Bragança, antes mesmo de esta ser Casa reinante, eram e são bens de uma família, aspecto, portanto, estruturalmente, e grosso modo, do domínio privado (mormente em cenário pós Monarquia). Por outras palavras é como se o Estado chegasse aos meus (restritos) bens e dissesse: “vamos tomar posse deles e fazer uma Fundação”. Por outras palavras, mais um triste exemplo da acepção de boa-fé do Estado.

Esta fundação foi, há cerca de três anos, pela Lei n.º 1/2012, de 3 de Janeiro, e restante legislação conexa, removida dos apoios do Estado, sabendo-se, duma forma abreviava, que o motivo advêm do facto daquela gerar lucro…sim esse mesmo que é difícil gerar em Portugal.

Outras fundações, aquelas que não geram lucro, como a Mário Soares e outras tantas (a maioria), continuam a receber apoios do dinheiro dos meus impostos.

Curiosamente a lógica do regime republicano, o mesmo que dá as cores de vermelho e verde ao meu País, é apoiar aquilo que não rende ao invés de apoiar e potenciar (ainda mais) aquilo que rende e que, efectivamente, tem uma função e uma missão perante muitos portugueses e até estrangeiros fazendo chegar a eles o seu âmbito.

À parte deste aspecto, o Prof. Marcelo, que não é gestor, nem nunca será, foi nomeado, pasmem-se, para isso mesmo: gerir a Fundação Casa de Bragança. Os resultados, esses, estão à vista (vide artigo do Observador).

Em suma, o regímen além de não saber gerir o importante património e a riqueza que é dos Bragança, não devolve aos seus legítimos e objectivos titulares o que lhes pertence. Não se soubesse do medo que gera esse cenário de devolução, quiçá o que faltava para a república cair, outro não resta que a continua má-fé em reter algo de pertença alheia.

Vergonha!
Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!