Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sempre connosco...com o povo!

Numa Espanha em Monarquia:
«Apesar de estar sujeita a protocolo e com a segurança a tentar impedir a mãe de aproximar-se, a rainha não seguiu caminho, voltou atrás para agarrar a carta que lhe era estendida, sob os aplausos da multidão.»
Texto da Sara Jofre
Agora, imaginem a mesma situação, na república portuguesa, mas com o Cavaco e a Primeira Dama...
Também é por estas que venha a Monarquia...e depressa!

Num Portugal saído de Monarquia:
«Anos mais tarde, após uma ausência de 35 anos, D. Amélia regressou de visita a Portugal. Ficou instalada no Hotel Aviz.
O decano dos diplomatas portugueses, Embaixador Teixeira de Sampayo, pediu para ser recebido pela Rainha.
Ele havia começado a servir Portugal, quando o país ainda era um reino. O embaixador era convicto monárquico e profundamente admirador da família real.
O encontro com a Rainha constituía, para ele, um momento da maior importância na sua vida.
Veio a traduzir-se num episódio dramático, com o seu quê de tragicomédia. O diplomata, já aposentado, foi acometido de um enfarte, enquanto beijava a mão de D. Amélia. Caiu prostrado no chão e morreu.
O encontro foi, realmente, curto.
Emocionado, Teixeira de Sampayo deixou-se dominar pelo frémito e disse à Rainha:
- Minha Senhora, sinto-me mal!
Já caído sobre o tapete, as últimas palavras do diplomata foram:
- Peço desculpa a Vossa Majestade por este incómodo.
D. Amélia não escondeu a sua surpresa:
- Sempre morte à minha volta!»
Julgo que li numa obra do Prof. Fernando Amaro Monteiro ("Salazar e a Rainha").
Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!