Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A maior das crises

Ouvi na passada sexta-feira, na Antena 1, Nuno Valério, professor de História Económica, disse algo aproximadamente a isto:
"Esta não é a pior crise que Portugal passou. A maior foi a dos finais do Séc. XIX" (quando Portugal levou com as Invasões Napoleónicas e, de um dia para o outro, perdeu o Brasil [acrescento meu]).
Mas cá estamos! E naquela fase, a pior, o regime soube resolver o problema em condições económicas muito mais extremas. Hoje, comparativamente àquela época, seria peanuts se a nossa Monarquia não tivesse sido interrompida (mais concretamente se o regicídio tivesse saído gorado aos republicanos), pelo menos é minha mais profunda convicção!
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

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