Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Como a Fénix

Só há pouco se pôde falar de Monarquia!
Só há pouco se começou a falar com a devida amplitude da Família Real Portuguesa!

Se pensarmos bem só a partir de meados da década de 90 é que a Família Real Portuguesa começa a expandir-se, publicamente, além das fronteiras monárquicas…das fronteiras daqueles que sabem o que se passou efectivamente há 101 anos atrás.
Em 1910 a Família Real partiu, ajudada pelos pescadores da Ericeira, para o exílio.
Entre 1910 e 1953 a Família Real esteve exilada de Portugal!
Entre 1910 e 1926 vigorou a caótica I república que expulsou, de forma anti-democrática, um regime democrático pela força das armas, assassinando, implantando o terror nas ruas de Lisboa e arredores. Foi ela que expulsou a Família Real Portuguesa que há mais de sete séculos servia muito bem Portugal.
Entre 1926 e 1974 (48 anos) surge a II república, a do Estado Novo. Conhecemos uma das mais longas ditaduras da Europa. Nesta fase alguém teria o topete (incluindo monárquicos sabedores) de vir falar em Monarquia democrática? Obviamente que não!
Ou seja, entre 1910 e 1974 (64 anos), foi objectivamente impossível discutir, com afinco e com a acalmia necessária, um novo regime…uma nova, moderna e progressista Monarquia Constitucional para Portugal.
Nos anos seguintes a 74 foi possível obter essa acalmia? Não, não foi! PREC, endividamentos (1977 e 1983), etc, continuam a não gerar condições.
Em 1985, e já após a entrada na CEE, ingressamos num período ilusório com os enormes volumes de dinheiros “oferecidos” pelos nossos novos “parceiros europeus”. Entrávamos numa nova era de (pseudo) tecnocracia mas, sobretudo, de faz de conta! Ficamos de tal modo extasiados e deleitados com este novo mundo cor-de-rosa, que esquecemos quem fomos e quem éramos. Falar de Monarquia Constitucional?! Nããããã…! “Isso são coisas do passado”, dizia-se por ai! Entretanto os países mais desenvolvidos do mundo, Monarquias Constitucionais, foram pensando no seu caminho…sempre estruturados no seu passado. Mais progressistas, rápido perceberam que o “Euro”, o mesmo que hoje está fortemente questionado pelos nossos medíocres líderes republicanos da Europa, não era para eles. Hoje, neste forte crise de paradigma, falam-se dessas Monarquias? Não, não se falam (omissão em sentido positivo). Noruega, Suécia, Dinamarca, Inglaterra, etc. Estes, grosso modo, na plenitude da democracia, usaram e abusaram, como meio de progresso, do Referendo. Referendaram sempre tudo neste domínio (ou pelo menos o essencial) perante o povo. Para eles a História, a nacionalidade, a autodeterminação, a Soberania de Estado são coisas importantes demais para o povo nada dizer…!

Posto isto, a Família Real Portuguesa só começa efectivamente a renascer, como a Fénix, e sejamos honestos, com o casamento de SAR o Senhor Duque de Bragança em 1995. Quem foi naquele dia para o Mosteiro dos Jerónimos, às suas custas, de várias proveniências do País, é que sabe a alegria que sentiu. Mas sentiram, também certamente, algo novo, algo diferente no ar, algo que anunciava novos tempos para a Monarquia Constitucional. Cerca de um ano depois, em Braga, no baptizado do Príncipe D. Afonso de Bragança, as multidões reuniram-se de igual modo e o processo continuou e nunca mais parou. Em 2009 o fenómeno das bandeiras, sobretudo tendo como autores jovens cidadãos que acharam que se devia começar a dar azo ao assunto (Monarquia), revelou-se como um passo maior na relevância de Portugal em adoptar um regime Monárquico.
Se verificaram em termos mediáticos, a comunicação social tem vindo, e muito bem, desde 2010, a aumentar a sua incidência sobre o 5 de Outubro visto pelos monárquicos portugueses, ou seja, como o dia da Fundação e não de um mero dia em que se implantou um regime obtuso, de forma anti-democrática, castrador e que levou portugueses a matarem portugueses!
Assim se conclui que, factualmente, vivemos numa fase (só agora) verdadeiramente inicial e, assim, incentivadora para todos nós para a discussão do regime. Só agora podemos estar à beira da solução de futuro e, com alegria, regenerar Portugal por intermédio da coroação de um Rei após D. Manuel II. Com os actuais meios electrónicos, a instauração de um regime realmente progressista, como é uma nova Monarquia Constitucional, começa a ganhar, a cada dia, dimensão e, essencialmente, a ganhar posição como alternativa.
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«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

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