Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Miles Davis & John Coltrane . "Round Midnight" (1960)

Como hoje é o dia internacional do Jazz, deixo o melhor dele.
April 9, 1960 Kurhaus, Scheveningen, The Netherlands:
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um rei na consciência

Assiste-se na Dinamarca a uma ruptura curiosa. A banca deles eleva-se às agências que nos arruínam e, em vez de se inclinarem reverentemente perante elas, ou seja as agências de rating, fazem-lhes frente. Esta é postura de uma Nação independente. Melhor…foi a sua Banca que a tomou.

Ninguém, mas mesmo ninguém, conseguirá me convencer que esta decisão (similar à Inglaterra em relação ao Euro, etc) não está alicerçada num composto geracional formado em Monarquia, numa consciência colectiva baseada no patriotismo, na independência e na neutralidade que traduz o colectivo interno, repercutindo-se de forma benéfica nas instituições…por mais indecifráveis que possam ser os sinais para alguns.

Para mim não é curioso ter sido no Reino da Dinamarca a acontecer isto. O cidadão dinamarquês, grosso modo, decide. É um resultado geracional, algo que o regime incute beneficamente no consciente colectivo daquele e noutros países em Monarquia.

O Rei é o símbolo vivo da Nação, o responsável, através da sua família, pela fundação de determinado país. Há uma responsabilidade maior, pois o monarca é responsável pelo passado deixado pelos seus antepassados, pelo presente dele e pelo que deixa para o futuro dos seus herdeiros. Há uma cadeia responsabilizadora muito maior. Não entra e sai, ficando os problemas para o próximo…

O Rei é o exemplo vivo de um determinado país para cada um dos seus concidadãos. Ele é a referência! Em Monarquia cada cidadão deve ter, em consciência, um “rei” enquanto maior potenciador do estado de bonus pater (ou mater) familiae. Com um “rei” em cada consciência individual, as coisas comprovadamente correm melhor.

Por cá deixamos de ter Rei. Por cá deixamos, infeliz e perdidamente, de ter um “rei” na consciência individual. Por cá, em república, temos sim um “rei” mas na barriga…e ainda nos admiramos de estarmos como estamos?! A mim não me admira.
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Quem assassinou Sissi?

Vinha assim na página 25 do Público de 20-4-2012:

«Breivik admite que ataque à ilha de Utoya foi “plano B”

Terrorista planeava detonar três bombas em Oslo e decapitar antiga primeira-ministra Gro Harlem Brundtland

O extremista Anders Behring Breivik pretendia fazer explodir três bombas para destruir as sedes do Governo da Noruega, do Partido Trabalhista, que compõe a maioria parlamentar, e ainda o Palácio Real em Oslo. Mas, ao constatar a dificuldade em fabricar os engenhos para provocar o grau de destruição que planeara, decidiu avançar com um “plano B”: um ataque a tiro, para o qual se treinou intensivamente praticando jogos de guerra.
(…)»
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sombras da Escuridão


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O repicar da alegria e do sonho

Talvez em vida não consiga passar a terceiros, conforme gostaria, ou mesmo traduzir, a alegria desse sonho de ouvir um dia o repicar dos sinos em Portugal ou o bradar dos portugueses anunciando, em regozijo simultâneo, o nascimento de um Príncipe ou a Coroação de um Rei. 
Mas a alegria deste sonho já ninguém me pode tirar, nem a mim nem a muitos correligionários desta probidade imortal. 
Sempre no labor desse ideal e sempre com a máxima lealdade aos Reis de Portugal, 
PPA.
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É por esta e por outras que tenho mais é que defender uma Monarquia Constitucional!

(«Ingres, Portrait of the Princess Albert de Broglie»)
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Cada vez a Monarquia é mais tema de conversa...e ainda bem

Vinha no Expresso (14-4-2012), na parte dedicada à opinião dos cidadãos:

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A Base

Tomando por base D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos, D. Manuel II, a Holanda, a Suécia, a Dinamarca, o Japão, etc...o que é que ainda vêm de interessante, progressista e inovador neste regime republicano que está a aviltar-nos há 101 anos? O que estamos à espera de mudar o regime? 
Quero viver num Portugal feliz!
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É por esta e por outras que tenho mais é que defender uma Monarquia Constitucional!

(«Sissi da Áustria e Hungria - Elisabeth Amalie Eugenie von Wittelsbach, Imperatriz de Áustria, Rainha Apostólica da Hungria, Rainha da Boêmia, da Dalmácia, da Croácia, da Eslovênia, da Galícia e Lodoméria, da Ilíria e de Jerusalém»)

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Lazerhawk . "Dream Machine" (2010)

Via Alf.
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Gala Drop . "Rauze" (2010)

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The 2Bears . "Take a Look Around" (2011)

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Pete Drake . "Forever" (1964)

Do ZB mais um tema fantástico. Sendo emergente do country, é inexplicável a beleza e, até, a complexidade harmónica dele. Actual.
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Manu Dibango . "Hot Chicken" (2000)

Via ZB.
From the Verve album "Funky End".
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Helene Smith . "You Got To Be a Man" (1969)

Via ZB.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

O 25 de Abril que festejo...

...ainda hoje!
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Johann Strauss II . "The Blue Danube Waltz" (1867)

À minha mãe pelo aniversário dela, um tema do seu compositor favorito.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

E Agora, Onde Vamos?


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Vivendo e aprendendo

Existem certas pessoas que me levaram a aprender porque, em determinados momentos, não se deve gastar latim. 
Isso porque, na pior hipótese, padecem de um redutor e vergonhoso conhecimento que não os leva sequer a uma ponderação e discussão do regime de forma histórica e minimamente enquadrada. Na melhor hipótese são assumidos republicanos, a minoria destes dois grupos, não valendo a pena esgrimir argumentos pois as posições estão firmemente afastadas. Menos mal.
Face ao exposto, concluo que o que nos difere é o seguinte:
Aquilo que defendo existiu, funcionou e continua a funcionar hoje (e ainda melhor) nos países mais desenvolvidos do mundo…mas não me dão a hipótese sequer de colocar novamente a hipótese cá. Quanto ao regime defendido pelos outros, o actual, é o que se vê. Está demonstrado e evidenciado para que todos possam ver. São regime, foram poder e estamos em desgraça cíclica. Essas são as diferenças que nos distinguem e que sempre nos haverão de distinguir.
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«Desculpem. Eu cometi um erro e não acontecerá de novo»

Julgo que o Rei de Espanha, na essência do assunto, não teve a melhor escolha. Errou.
Porém, não me recordo de um erro que lhe pudesse ser apontado em mais de 30 anos de reinado. Talvez por isso, em gesto inédito, o Rei dos Espanhóis, repito, o Rei, disse de forma apoliticamente incorrecta e objectiva «que a viagem foi um "erro" que "não se repetirá"».
Erros todos cometem, assumi-los…nem todos! 
Por isso há que ver (também), contraditoriamente, pelo reverso da medalha. 

Três artigos argumentadores: 
1.º 

2.º 

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)