Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um rei na consciência

Assiste-se na Dinamarca a uma ruptura curiosa. A banca deles eleva-se às agências que nos arruínam e, em vez de se inclinarem reverentemente perante elas, ou seja as agências de rating, fazem-lhes frente. Esta é postura de uma Nação independente. Melhor…foi a sua Banca que a tomou.

Ninguém, mas mesmo ninguém, conseguirá me convencer que esta decisão (similar à Inglaterra em relação ao Euro, etc) não está alicerçada num composto geracional formado em Monarquia, numa consciência colectiva baseada no patriotismo, na independência e na neutralidade que traduz o colectivo interno, repercutindo-se de forma benéfica nas instituições…por mais indecifráveis que possam ser os sinais para alguns.

Para mim não é curioso ter sido no Reino da Dinamarca a acontecer isto. O cidadão dinamarquês, grosso modo, decide. É um resultado geracional, algo que o regime incute beneficamente no consciente colectivo daquele e noutros países em Monarquia.

O Rei é o símbolo vivo da Nação, o responsável, através da sua família, pela fundação de determinado país. Há uma responsabilidade maior, pois o monarca é responsável pelo passado deixado pelos seus antepassados, pelo presente dele e pelo que deixa para o futuro dos seus herdeiros. Há uma cadeia responsabilizadora muito maior. Não entra e sai, ficando os problemas para o próximo…

O Rei é o exemplo vivo de um determinado país para cada um dos seus concidadãos. Ele é a referência! Em Monarquia cada cidadão deve ter, em consciência, um “rei” enquanto maior potenciador do estado de bonus pater (ou mater) familiae. Com um “rei” em cada consciência individual, as coisas comprovadamente correm melhor.

Por cá deixamos de ter Rei. Por cá deixamos, infeliz e perdidamente, de ter um “rei” na consciência individual. Por cá, em república, temos sim um “rei” mas na barriga…e ainda nos admiramos de estarmos como estamos?! A mim não me admira.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

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