Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 24 de agosto de 2019

A república nunca foi chefiada por mulheres

Sendo Portugal uma Nação pertencente à dita civilização ocidental, e tomando um determinado prisma, bem como nunca descurando que as mulheres, genericamente, no passado, foram vitimas da supressão de direitos essenciais que, erradamente, só abrangiam os homens (apenas relembrando que um dos direitos mais importantes - o de voto - curiosamente lhes foi atribuído pelo Estrado Novo), mas, igualmente, não deixando de trazer à colação alguns movimentos feministas civilizacionalmente desequilibrados, devo confessar a minha estranheza que, em pleno século XXI, e em 3 (três) repúblicas (1910 a 2019) que alguma mulher se reveja neste regime republicano instalado e altamente masculinizado, em que mulher alguma vez ocupou o cargo da chefia de Estado, apesar de ocuparem, cada vez mais, cargos de elevava importância no nosso País. Comparativamente, como é possível, nos séculos XVIII e XIX, termos tido duas mulheres - D. Maria I e II, que levaram muitos homens a se sacrificarem por elas, porquanto para eles as Rainhas personificavam Portugal e, acima de tudo, um ideal, ao ponto de renunciarem à sua própria comodidade, à comodidade das suas famílias, serem levados ao exílio, perdendo muita coisa (material e espiritual), em muitos dos casos a própria vida orgulhosamente por uma(s) mulher(es).

Mais estranho se torna, quando em plena atualidade, temos muitos países monárquicos, onde de forma mais emblemática se destaca a Grã-Bretanha, em que várias são as mulheres chefe de Estado…e que muitos homens admiram e seguem com regozijo.

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