Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Desabraçados

Não sei se alguns monárquicos se reveem nisto, mas tenho a sensação que, quando se é verdadeiramente monárquico, abraçamos de tal modo esta Causa que, por muitos e muitas vezes, somos paralelamente desabraçados.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Diáspora na Antiga Inglaterra

Começo a achar que a mudança vem de fora...tamanha é a força emigrante.

É muito simples, eles passaram a viver numa Monarquia e perceberam que é melhor.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A velha confusão e desinformação

“Como os monárquicos defendendo uma monarquia, vivem e até trabalham para o regime republicano?”

- Face à ignorante confusão contida na questão, e procurando a melhor forma de a aclarar, importa referir: -

Nenhum monárquico, que conheça, trabalha para o actual regime.

Havia ou não havia republicanos no poder, enquanto decorria a Monarquia Constitucional? Na democracia monárquica era perfeitamente legítima e assegurada, a todos os republicanos, a defesa da república. Se não houvesse recurso a meios ilegais para defender essa corrente, nenhum republicano era impedido, em Monarquia, de se manifestar. No entanto, e apesar do que defendiam, estavam a produzir o seu ganha-pão, obviamente, num regime com o qual não concordavam. Mas ninguém os importunou por isso, se não enveredassem pela via ilegal e pusessem em risco os bens essências de terceiros. Recorde-se que a injúria e a difamação foram instrumentos enumeras vezes tolerados pela Monarquia Constitucional, inclusive contra o próprio Rei. 

A enorme diferença dos monárquicos de hoje e d’ontem (e restantes cidadãos portugueses que nunca se deixaram enganar pela república) relativamente àqueles republicanos que aludi, é que os primeiros sempre sustentaram a democracia, defendem o referendo enquanto instrumento do povo e, sobretudo, entregam-se à missão de informar...nunca recorrerão à força das armas sobre uma democracia, aquelas que mataram cobardemente um pai e um filho.

Por fim, não confundir Regime (Monarquia ou república) com governo executado pelo órgão Governo. Normalmente os monárquicos defendem o sistema republicano para o Governo, i.e., por recurso a eleição, mas não para a representação de Estado. Muitos sabem que o melhor garante da 'res publica' é o Rei dada a sua componente apartidária pura. A nomenclatura do regime apenas é atribuída conforme for a sua representatividade de Estado, abaixo disso atrever-me-ia a dizer que a governação pouco ou nada muda na sua forma constitucional.

Coisa bem distinta é trabalhar numa república, sabendo que para recuperar o País seria muitíssimo mais simples em Monarquia. Sempre foram 102 anos a criarem-se barreiras ao desenvolvimento colectivo.

Em suma: Isso de ser monárquico nesta república é como as regras da estrada. Sei que o meu automóvel pode andar a 200km/h (neste caso entenda-se o desenvolvimento do País), e que em segurança fazia a estrada pelo menos a 100km/h. 
Porém, há um sinal proibição de excesso de velocidade (entenda-se a república) que diz que, naquela estrada, só posso andar a 50km/h, embora sabendo que podia andar, pelo menos, seguro, no dobro daquilo que me delimitam. Todavia respeito as regras rodoviárias, pois foram formuladas democraticamente, embora possa não concordar com elas.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ouvido no passado Domingo:

LEITURA II
Tg 2, 14-18

«A fé sem obras está morta»

Foi imediato lembrar-me de alguns "monárquicos"!

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mutatis mutandis

Há dias que, infelizmente, sou levado a crer que os Legitimistas portugueses são entendidos no seio da Monarquia, como os monárquicos (em geral) no seio da ré pública...
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A mais pura ignorância

Os maiores ignorantes sobre História, Sociedade e Monarquia são aqueles que, normalmente, confrontam-me, esplendorosamente, com afirmações deste tipo:

“Ahhhhhh, você é monárquico! Que giro! Isso é muito interessante, não sabia que ainda existiam monárquicos. 
Mas aqui para nós, isso de ser monárquico e gostar de reis e rainhas é porque deve ter aí uma 'costelazita' nobre, só pode!”

Digo eu: Como qualquer sueco, dinamarquês, holandês, japonês, inglês, espanhol, canadiano, etc, etc, aliás, existe um verdadeiro 'açougue' nobiliárquico por esses países desenvolvidos todos. Houvessem títulos para tanta gente…no Japão nem os há, curiosamente.
Há por aí, infelizmente, muita ignorância.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

Substantivamente mais...

Os monárquicos são claramente em maior número que os republicanos. Os convictos e sabedores do círculo que defendem, são comparativa e indubitavelmente mais numerosos.
Acontece é que os aparentes seguidores do segundo grupo, um terceiro portanto, ilusoriamente passam a impressão que o segundo será o maior conjunto...pois cegamente nem sabem o que seguem.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)