Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 21 de fevereiro de 2010

1891: Caso resolvido e encerrado!

Face à actual crise, e de acordo com alguns dos maiores especialistas em Economia, o FMI não é um cenário improvável para Portugal.

De acordo com o caderno “Economia & Negócios” do semanário Sol: «A última vez que o país entrou em bancarrota foi em 1891. Endividado, falhou pagamentos ao exterior e ficou uma década sem financiamento.»*

Porém, e já naquela altura, operativamente, foi o Governo que, incumbido de resolver o problema, assim o fez e…resolveu-o. Apenas uma diferença para hoje. À data, e dentro das suas limitações constitucionais, e não menos avisado da ferocidade das reacções republicanas, a iniciativa parte do chefe de Estado que, ciente dos problemas (e dos [seus] riscos), não perdeu tempo em ajudar o seu povo…e conseguiu. Consegui resolver o problema (externo) do endividamento. Para que fique bem claro: resolveu-o e foi exactamente assim! Devemos isso a D. Carlos I.

Como curiosidade, dois membros fundamentais nessa resolução, com os inerentes sacrifícios para os portugueses, dizendo a bem da verdade, foram, respectivamente, o bisavô de Manuela Ferreira Leite (PSD) e de Dias Ferreira (Advogado e Presidente da AG do SCP) – José Dias Ferreira enquanto Chefe do Governo empossado por El-Rey – e o tio-bisavô de Guilherme d’Oliveira Martins (PS) – Oliveira Martins enquanto Ministro da Fazenda. Com estes Homens, o País, por si só, com esforço, consegui recuperar a sua credibilidade financeira com o mundo. Não havia União Europeia, nem fundos internacionais como hoje existem. O que houve foi uma I república assassina que estragou todo o esforço conseguido pelo Rei, que atirou famílias inteiras de portugueses para o ambiente de morte, com a irresponsável e desnecessária incursão da I Grande Guerra, apenas para o recém instalado regime se mostrar internacionalmente. O corolário dessas políticas foi o surgimento da Ditadura (II república) que, em prejuízo da liberdade, teve de proteger, numa primeira fase, os portugueses das “desavenças fratricidas” dos revolucionários da I república e, numa segunda, recuperar as contas novamente.

Concluindo, o pior é saber que até hoje vivemos na “descendência” daqueles aberrantes regimes republicanos e não há um Presidente da actual república que abra democraticamente as portas ao referendo sobre o sistema de chefia de Estado, como em qualquer Estado desenvolvido, e, assim, reconcilie, dentro do possível, a Historia. Este homem, pela coragem e pelo discernimento hitórico-político ganharia lugar de elevadíssimo relevo na memória colectiva de todos e para todo o sempre português. Seu nome será Nobre

* Semanário Sol, de 12 de Fevereiro, Economia & Negócios, páginas 2 – 3.
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