Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Monarquia portuguesa: 100 anos também vantajosos

A propaganda do século XX foi a pior arma alguma vez usada contra as Monarquias. Algumas foram feridas de morte, outras vão sendo de forma paulatina, metódica e sincopada como um abutre que vai mordiscando uma vítima que vagueia com dificuldades num deserto árido.

A Monarquia portuguesa não passou (tirando uns escassos 10 anos) pelo século XX.

A Família Real Portuguesa era equilibrada e respeitada… interna e externamente. Prova disso eram os sobrenomes que, à parte do portuguesíssimo Bragança, transportavam, por exemplo, um Rei D. Pedro V, um Rei D. Carlos ou um Rei D. Manuel II: Bourbon, Saxe Coburg Gotha, Sabóia, etc. Todos os Estados, aquando da Monarquia, gostavam de "casar" com Portugal, o que depois se reflectia, por mera inerência, nos sobrenomes aludidos. Saliente-se que não está em causa a pompa daqueles, mas sim os laços de confiança entre Estados que eles traduziam…

Por isso, pode ser dito, de certa forma, que este processo cariz destrutivo, nascido no século XX, que vai atingindo, especialmente e ainda hoje, as famílias Reais Inglesa e Espanhola, não atingiu a portuguesa…e ainda bem.

Por isso, e de certo modo, este período de interregno (ou de suspensão se preferirem), é vantajoso e de valia à presente Casa Real Portuguesa, pois estes últimos cem anos de distorção regimental em Portugal, foram da maior importância para sedimentar, perceber e rejuvenescer o enquadramento a dar ao modus operandi que deve seguir a futura Monarquia lusa. A nossa Família Real por não ter passado pelo século XX, foi salvaguardada e levada a perceber, com a tranquilidade que outras (provavelmente) não tiveram, como são os novos tempos e o querem e precisam hoje os portugueses de um chefe de Estado.
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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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