Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

«Sabre, a predilecção de D. Carlos...»

«E foi por essa altura que o Tiro e Sport traçou assim retrato ao rei que por lá passava, amiúde, no seu frenesim de "sportman": "Sua Majestade El-Rei D. Carlos cultiva desde os sete anos a esgrima, tendo sido seus professores, primeiro o célebre professor francês Henri Petit, seguindo-se-lhe Luís Monteiro e António Martins. Tem sido com este último professor com quem durante maior lapso de tempo tem trabalhado Sua Majestade e o mestre não se cansa de tecer elogios às excelentes qualidades que Sua Majestade possui como esgrimista.



Mais de uma vez temos ouvido a Martins que Sua Majestade é um habilíssimo atirador de espada e sabre, dificílimo pelo jogo inteligente e metódico. Aproveitando maravilhosamente o seu coup d´oeil, prepara o ataque com grande prudência e precisão, mas à primeira falta do adversário precipita-se com uma rapidez pouco vulgar em homens da sua estatura e toca fatalmente. É sobretudo ao sabre, arma da sua predilecção, em que melhor revela o seu temperamento de atirador forte que é. Adversário franco e leal, acusa com bonomia todos os golpes que recebe e devolve com presteza fora do vulgar. São notáveis os seus golpes ao braço e a finta de ventre que Sua Majestade executa com rara perfeição, sendo poucos os adversários que têm conseguido parar estes golpes. Possuindo Sua Majestade qualidade de esgrimista em tão elevado grau, eis porque o vemos sempre entusiasta, seguindo todas as peripécias dos assaltos a que assiste, indicando com prontidão e rapidez admiráveis os toques dos contendores"».

Fonte - A Bola
Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!