Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É preciso dizer mais alguma coisa ou ainda querem o desenho para esta nossa ré pública…?

No Primeiro Caderno, Expresso, de 21 de Janeiro de 2012, pág. 6, li uma coluna sob o título:
«Maçonaria perde guerra do 5 de Outubro»
Rezava o seguinte:

«O texto final do acordo de Concertação social tem uma nuance em relação aos cortes nos feriados. Onde, até ao final das negociações, se previa que os parceiros concordassem em “reduzir em quatro o número de feriados”, passou, na versão final, a ler-se que se cortariam apenas “em três a quatro” Uma mudança que teve um único defensor: João Proença. O líder da UGT, que assumiu publicamente pertencer à Maçonaria, fez questão de tentar segurar o feriado da República nas últimas reuniões de Concertação.
A fórmula encontrada pelos parceiros sociais deu assim a possibilidade de o Governo manter um feriado simbólico para os republicanos e maçons portugueses. No entanto, sendo uma competência exclusiva do Executivo, a posição da Concertação não é relevante para a decisão final. Nem o Governo parece interessado em trocar um “favor à Maçonaria” por uma 'guerra' com a Igreja (...)»

Concluindo: Em quase 869 anos de História julgo que só tivemos estado civil (e verdadeiramente laico), de res pública na verdadeira acepção da palavra, apenas em 600 anos. 131 anos indiferenciados do poder da Igreja (D. Manuel I – D. João III – D. Sebastião – Henrique I e Estado Novo) e 138 anos de regime maçónico (Da coroação de D. Pedro IV [na Ilha Terceira], e saltando o Estado Novo, até à actualidade).
Nesses dois blocos um aspecto em comum: deixamos de crescer!
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