Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Raríssimo é este comportamento num chefe de Estado



"D. Carlos estimava muito os pescadores, e eles ainda hoje se lembram do rei a quem falavam, não com a subserviência dos políticos, mas de igual para igual, como a um pescador de maior categoria. Às vezes D. Carlos encontrava-os no mar alto.- Então que tal a pesca? - Nada.- Também vocês estão aqui, e ali em baixo, a três milhas, o peixe anda aos cardumes.- Mas com este vento como é que a gente há-de lá ir? - Botem os cabos!... - E voltando atrás, levava-os a reboque do iate até ao sítio da abundância."

Raul Brandão
in Algarve.

Fonte - Aqui.

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"Respeitosa atitude de toda a população da Ericeira"

Sobre um bando de pistoleiros, arruaceiros, cobardes, malfeitores e idiotas, impôs-se a dignidade e a coragem dos pescadores da Ericeira em proteger e ajudar Aqueles que Nos Serviram por mais de 7 séculos.

Bravos!


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domingo, 26 de agosto de 2012

Estima, consideração e respeito daqui para o Mestre Quim Zé!

Quando vejo isto...só posso ter um sentimento: felicidade.
Foto: António Manuel Ventura.

«O Mestre QUIM ZÉ, à direita, navegando na sua canoa do Tejo "Quim Zé" em direcção a Cascais para o Encontro de Barcos Tradicionais, 18 de Agosto de 2012»

Sophia Filippe - Página do facebook.

Viva o Povo, viva Portugal e viva a Monarquia!
Há muitos de nós, deste povo tão especial, que não esquecem quem fomos e quem somos.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

"A D. Dinis Protector da Navegação" pelo nobre povo de São Roque do Pico

Foto - PPA

O povo de São Roque do Pico tem o seu protector à frente do porto dos pescadores. 

Não é um Santo, não é uma personagem mítica, não é um cidadão ilustre da terra, não é um político: é um Rei, um Rei de Portugal, D. Dinis.

O marco majestático de D. Dinis ergue-se na proa daquela nobre terra habitada pelo seu distinto povo, como se desse corpo protector à perigosidade por vezes ameaçadora do mar, mas simultaneamente dando força, amparo e coragem àqueles que trazem dele o ganha-pão para as suas famílias e para o sustento da economia local.

Curiosamente em Ponta Delgada (quiçá São Miguel inteiro) não estou a lembrar-me de nenhuma estátua Real deste calibre.

Tomando as superiores palavras desse grande escritor picoense, era importante, pelo menos para mim enquanto açoriano, receber este ensinamento pela obra que me foi gentilmente oferecida pelo autor e que guardo honrosamente na minha biblioteca:

1 - «A estátua da D. Dinis foi destinada ao Pico. Devia ser colocada na primeira povoação da ilha, mas isso não consentiu o Vice-Presidente da Comissão que, até na então Assembleia Nacional, apresentou um decreto para "crismar" a Ilha do Pico de "Ilha de Dom Dinis". Mas isso é outra história.» (página 48)

2 – «Aquando da visita régia, a 28 de Junho de 1901, à cidade da Horta, os Reis D. Carlos e D. Amélia, que viajavam no cruzador D. Carlos, foram recebidos por uma esquadrilha de canoas baleeiras, a remos, que contornaram o navio e o acompanharam ao ancoradouro.

No dia seguinte houve uma regata à vela e a remos de canoas baleeiras e embarcações de recreio. Os régios visitantes assistiram à regata a bordo do cruzador S. Gabriel.

(…)

D. Carlos ficou muito satisfeito com a homenagem dos baleeiros (que nas ruas da cidade haviam já levantado, em homenagem às Majestades, um artístico arco triunfal que se destacou entre os demais), e ofereceu às duas canoas vencedoras uma canoa baleeira.» (página 116).
in “Álbum da Ilha do Pico”, obra do escritor e historiador Ermelindo Ávila, 2010.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Os pescadores...

«O episódio da fuga de D. Manuel II para o exílio, da Praia dos Pescadores, na Ericeira, tornou-se num marco da história da vila no último século.

Eram cerca das 15 horas do dia 5 de Outubro de 1910 quando D. Manuel II, então com 20 anos, acompanhado da mãe, a rainha D. Amélia e da avó, a Rainha D. Maria Pia, vindos de Mafra, surgiram de automóvel na vila para embarcarem no Iate D. Amélia, fugidos da revolução republicana 
que estalara na véspera em Lisboa. 

Júlio Ivo, Presidente da Câmara Municipal de Mafra no tempo de Sidónio Pais, em 1928 inquiriu a população da vila e relatou os pormenores do que se passou naquele dia na Ericeira do seguinte modo: 

"(...) os automóveis pararam e apeou-se a família real (…). A afluência nas ribas era imensa. Tudo silencioso, mas de muitos olhos corriam lágrimas (...) El-Rei ia muito pálido, D. Amélia com ânimo, D. Maria Pia, acabrunhada (...) Ainda as barcas não tinham atracado ao iate, apareceu na vila, vindo do lado de Sintra, um automóvel com revolucionários civis, armados de carabinas e munidos de bombas, que disseram ser para atirar para a praia se tivessem chegado a tempo do embarque (...)".»*

Viva ao povo da Ericeira e viva aos seus pescadores que nunca esqueceram a Família Real Portuguesa!
D. Amélia, mulher e mãe dos últimos dois Reis, quando recebeu a autorização, pelo Estado português, para visitar Portugal por uns curtos dias, foi recebida por multidões em Lisboa. Mas, ainda assim, não esqueceu aquela pequena terra da Ericeira nem os seus habitantes, fazendo o devido destaque aquando daquela sua curta temporada.
Numa das fotos vêm-se pescadores a ajudarem a Família Real Portuguesa na ligação do bote com o iate Amélia.

* Texto recebido e transcrito por fonte de correio electrónico.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)