Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

Mostrar mensagens com a etiqueta Feriado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Feriado. Mostrar todas as mensagens

sábado, 26 de abril de 2025

Feriados de feridas

O País está a mudar, a Direita está a renascer, o palco que era de alguns passa a ser patilhado, doravante, pelos outros do jogo ideológico. O mesmo já acontece/eu em França, Inglaterra, etc. Está chegando, para ficar, também em Portugal.

É prudente, como há anos venho alertando, repensar os feriados. Feriados que nasceram de feridas, que colocaram portugueses contra portugueses deram nisto e esperemos que não piore. Portugal caminha para um equilíbrio de forças extremadas, isso pode ser um processo doloroso. Haja bom senso.

Share |

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Feriados de uns contra os outros

Quando Portugal tem datas que nos unem, tais como o 1 de dezembro 1640 ou o 5 de outubro de 1143, quando noutros paises, como os EUA, o Reino Unido e muitos outros, assim o fazem, contrariamente o atual regime português opta por datas como o 25 de abril de 1974 ou o 5 de outubro de 1910 que colocaram portugueses contra portugueses, que geram fridas, segregações e desuniões irremediáveis. Porquê!? Porquê!? Note-se que a segregação é de tal modo multifacetada que, até no que se refere ao 25 de abril, há quem tenha uma tendência pró estalinista que vai de 25/4/1974 a 25/11/1975 e outros que vai desta última data adiante. Tais celebrações de datas, nem o Estado Novo o fez, nem mesmo relativamente ao seu equivalente o 28 de maio de 1926.
Sempre fui e serei contra essa lógica, mas sérias mudanças, com verdadeira pluralidade e equilíbrio de forças ideológicas, só noutro cenário regimental. Neste já não é possível, muito menos com esta Constituição.
Posso concluir que hoje, e passados 50 anos, já se verificam alguns progressos e diferenças. Resta, pois, a esperança num País melhor.


Share |

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

5 de Outubro

Uns festejam, com um recente verde e vermelho, uma data que colocou e coloca portugueses contra portugueses.
Outros festejam, com um longínquo e fundacional branco e azul, uma data que colocou e coloca portugueses fortemente unidos para sempre.


Share |

terça-feira, 25 de abril de 2017

A prevalência do conjuntural sobre o estrutural

O golpe, e referir-me-ei única e especificamente ao golpe, de 25 de abril de 1974, foi essencialmente potenciado por revolucionários. Com determinada legitimidade derrubaram um grupo bafiento de senhores que, já muito distantes da capacidade daquele que desenhara e controlara o Estado Novo, levavam Portugal para uma encruzilhada e, ainda por cima, eram objetivos responsáveis pelo não florescimento pleno da Primavera Marcelista e, depois, do Marcelismo que supostamente poderia, ou não, nos conduzir à democracia.

Com mais ou menos oscilações de tendências políticas durante o PREC, e talvez por mero antagonismo com o anterior regime, o cenário que temos hoje acabou por desembocar num sistema tendencialmente de esquerda. Hoje, para o bem de uns e para o mal de outros, temos uma cultura de regime de esquerda e, em prova disso, se formos rigorosos, em especial com os estatutos partidários, nem um partido robustamente de direita temos no Parlamento. Inversamente, de esquerda, temos quase todos…sem descurar dos extremistas. Falta pois equilíbrio, eventualmente derivado de quatro décadas desta Constituição.

Porém, o que importa aqui ressalvar é que aquele dia é até hoje consagrado como o “dia da liberdade”. Foi assim instituído. Mas liberdade para quem? Resposta: para aqueles que, no seu direito, se reveem no golpe. Contudo, e sem questionar aqui as motivações do golpe, aquele dia causa inequivocamente uma rutura, a rutura entre a esquerda e a direita, daqueles que se revem nos ideais de abril e daqueles que não se revem naqueles ideais. Ou seja, o suposto e atual dia da liberdade é um dia de rutura e não de união.

Em contraste, os Estados Unidos da América celebram, por exemplo, o dia da Independência como um dia de todos, um dia em que os itens alusivos à data são orgulhosamente adquiridos, sem exceção e sem questionar. O 4 de julho celebra o dia em que os norte-americanos se declararam independentes do jugo da Grã-Bretanha.

Por cá, se muitos compram cravos vermelhos como símbolo de referência, muitos também não vem isso com bons olhos, porquanto não se reveem nos respetivos ideais subjacentes. Numa democracia mais avançada isso é claro e seria respeitado. Mas infelizmente não é isso que acontece por cá, muitos ainda hoje são apelidados de fascistas por não serem de esquerda.

Nunca nos esqueçamos que, se à luz da História, o 25 de abril significou liberdade, também, à data, o 28 de maio significou o mesmo.

Em suma, e por mais que queiramos ser coerentes, o 25 de abril não é apropriadamente o dia da liberdade, porquanto estamos a ver a data de um prisma estrito e curto, muito afastado da extensão dos vários séculos que Portugal regista. Mais seria o 25 de novembro, que teve como grande arauto Jaime Neves, aquele que sedimentou o trilho para a III república e que o regime não recorda. Contudo, quer um, quer outro, são maus referenciais para o fluxo histórico de um País. Se mantivermos condutas como estas, seremos sempre uma Nação mal resolvida. Existirá muito desequilíbrio e o desequilíbrio é necessariamente mau. Enquanto, historicamente, continuarmos a dar prevalência a contornos sectários e sobretudo conjunturais, em desfavor de contornos estruturais, enquanto escolhermos datas que nos põem uns contra os outros em detrimento de datas que nos unem, os portugueses caminharão para um definhamento, definhamento esse que já se regista em diversos sectores, como o civilizacional, cultural e económico.

Pelo que volto a reafirmar a necessidade de se reverem os feriados, instituindo-se, conforme defendo há muito, o dia 1 de dezembro como dia da liberdade, pois foi nesse dia que, unidos, conseguimos a liberdade sobre um opressor estrangeiro realmente comum a todos.


Share |

sábado, 3 de dezembro de 2016

Restauração sempre!

Como é diferente quando todos os portugueses se encontram do mesmo lado. Este é um feriado de todos.
Acabemos com feriados ideológicos que colocaram/colocam portugueses contra portugueses.
Restauração sempre!

Share |

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

25 / 11 = Dia da Democracia Portuguesa

Enquanto cidadão gostava de ver este dia feriado. E tu?

Share |

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ruptura lógica

Uma boa forma de iniciar a reconciliação entre os portugueses e dar azo a uma proactiva inversão do rumo que Portugal anda a tomar, era abolir todos os feriados que colocaram portugueses contra portugueses e enaltecer aqueles que congregaram portugueses.

Share |

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Preguiçosos?

Tantos feriados civis e religiosos obliterados da agenda histórica nacional. 
Proveito efectivo? É ver-se o PIB hoje!
Share |

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Não quero criar celeumas, mas...

Ouvi dizer que o 28 de Maio será feriado nos Açores…
Share |

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Samuel Barber . "Adagio for Strings - Agnus Dei" (1936)

6.ª triste
No dia mais triste da humanidade, coloco a música mais triste que conheço.
Share |

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Desejo uma Páscoa bem celebrada


Share |

quinta-feira, 22 de março de 2012

Ainda os feriados...

A única coisa sensata que ouvi no último programa "Contras e Contras", foi dita por um senhor que disse que era a favor dos «feriados que unem».
Os restantes, aqueles que dividem, dividem e dividem, são dispensáveis. Se o Governo abolisse esses últimos, estaria a prestar um bom serviço aos portugueses.
Share |

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ainda a propósito dos feriados e das inevitáveis repercussões 'em família'…

«Celebrar a implantação da república é de um jacobinismo horripilante»
Vasco Graça Moura

«Não tocava em nenhum feriado porque isso seria afectar a imagem comunitária de Portugal»
Medeiros Ferreira

«A demagogia continua mesmo quando Portugal está afundando»
Nuno Garoupa

«O povo perdeu o sentido da História e da identidade portuguesa. O 1.º de Dezembro é a implantação da memória da nossa soberania»
José Gil

«Abolia um feriado ideológico, como o 25 de Abril. O 28 de Maio nunca foi feriado no tempo do Estado Novo»
Jaime Nogueira Pinto

«Tudo isto é um expediente. É tudo avulso.»
D. Januário Torgal

«O 1.º de Maio é mais abrangente que o 25 de Abril»
Mário Cláudio
Share |

Retive este excerto de Jaime Nogueira Pinto, no Sol:

«O 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro. O 5 de Outubro é um feriado político, ideológico como o do 25 de Abril. Equivaleriam ao 28 de Maio, se o Estado Novo tivesse querido comemorar a sua instauração.

Mas o Primeiro de Dezembro, não havendo um dia da Independência da Fundação ou o 14 de Agosto, dia de Aljubarrota, é o dia da independência de Portugal, o dia da libertação do país da tutela da Espanha.

Foi um esforço corajoso, com grandes riscos (os conjurados de 1640 se perdessem acabavam na forca ou no cadafalso, segundo a condição social e desgraçavam as famílias) e que foi depois coroado com uma inteligente acção política, militar e diplomática. E graças a ele Portugal existe.

As comunidades vivem de mitos e de ritos, que as identificam, individualizam, tornam solidárias e independentes.

O dia da Restauração – celebrando o 1 de Dezembro de 1640 – é o nosso dia da Independência. Acabar com ele é – simbolicamente – reduzir a independência nacional a zero.

Naturalmente é isso mesmo que eles acham. E querem.»
Share |

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Think tank...

...no facebook a partir do post infra:

Share |

Uma assinalável vitória

A queda do feriado de 5 de Outubro de 1910, foi uma assinalável vitória de Portugal e daqueles que estão descontentes e preocupados com a república!
Share |

"Um regime de ignomínia"

Dito por Vasco Graça Moura: O 5 de Outubro "é um feriado que assinala um regime de ignomínia e de uma violência extrema".
Maior desenvolvimento aqui.
Share |

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)