Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Cabo Verde

É um pouco abusivo dizer que a bandeira da república portuguesa parece uma bandeira africana. Não será tanto assim. Torna-se um tanto abusivo por dois motivos: um porque nem todos os países africanos têm aquelas cores e, outro, porque as cores não se circunscrevem a um território, in casu o africano, mas antes a ideologias que factualmente também foram implantadas em países africanos (como em Portugal), embora em sustentado número.

Oportunamente já tinha desenvolvido a parte “cromática” do assunto, para onde remeto

Todavia, a parte geográfica é clara: nem todos os países africanos foram por aí, também nem todos os países africanos de expressão portuguesa seguiram tal caminho. 

Cabo Verde, à semelhança dos Açores, conservou, e bem, as cores do Reino: o azul e o branco. Independentemente das razões históricas e até ideológicas que possam ser subsumidas à bandeira nacional daquele novo país, é contudo um facto indesmentível que foram apelativamente (e até de maior bom gosto, digo eu) a escolha das suas cores nacionais. 

No fundo, e independentemente das cores que escolheram, é outro indesmentível facto que o distinto povo de Cabo Verde é alegre e transmite aos outros povos uma abertura interessante no seu modo colectivo de pensar. Em Cabo Verde as transformações recentes foram bastante mais razoáveis que noutros países vizinhos. 

Confesso que neste assunto, e à semelhança do Dr. Martin Luther King, também tenho um sonho e esse sonho passa por uma nova união de antigas parcelas do Império, não numa lógica republicana de Império Colonial, mas sim numa lógica ultramarina de coesão económica e cultural sob égide de um Reino novo e progressista que acolhesse todos aqueles países e lhes desse uma forte e só voz: a do Rei! Algo como ainda acontece na Inglaterra em maior escala.
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2 comentários:

  1. Você está mal informado: o rectângulo azul da Bandeira simboliza o espaço infinito do mar-e-céu que envolve as ilhas. As faixas, o caminho da construção do país. O azul, o mar e o céu. O branco, a paz que se quer. O vermelho, o nosso esforço. As estrelas, as dez ilhas que compõem o arquipélago.

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  2. Caro Sr.(a) Anónimo(a),

    Não compreendo a sua corajosa afirmação, relativamente à minha informação, porquanto:

    1.º) O Sr.(a) leu (bem) o 4.º e 5.º parágrafos?

    2.º) Em algum momento foi referido, neste artigo, que as cores de Cabo Verde não eram as que afirmou?

    3.º) Na lógica do que referiu quanto ao azul e o branco, sabe o que significavam, antes da independência do arquipélago, essas mesma cores na bandeira da Monarquia Constitucional Liberal de Portugal e dos Algarves?

    Procure as respostas e verá que ninguém aqui está mal informado.

    Cumprimentos.

    Post Scriptum: À parte do software do blogue estar fixado para "O dono deste Blog optar por gravar os IPs de quem comenta os seus posts", advirto que teve sorte do seu comentário ter sido aceite. O mesmo foi publicado numa plena lógica democrática e porquanto não ter sido abusivo. Apenas por isso. Mas por regra não aceito esse tipo de comentários.

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!