Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os comuns no lugar incomum

Que fique claro que o 5 de Outubro de 1910 não acabou com certa “aristocracia instalada”, antes pelo contrário. Essa continua e continuará sempre por aí. Hoje ainda há essa “aristocracia”, o Rei é que, por enquanto, não.

Naquela data o que de facto exterminaram foi a Nação, exterminaram, isso sim, o Rei de Portugal e dos Algarves. Efectivamente chamaram os comuns, para o lugar incomum.

A única diferença antes daquela data é que o povo tinha O seu garante, o Rei, precisamente contra aquela “aristocracia” e, após a aludida data, deixou de O ter. Qualquer um pode ser Presidente, basta conhecer aquela "aristocracia" e pouco o povo.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

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