Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um interessante think tank...

...no facebook.

Concordo S.!

Super T.,
Quanto ao último comentário - Infelizmente, na nossa república, é o que cada vez mais abunda...são uns verdadeiros "imperadores republicanos"!
Quanto ao penúltimo - A resposta para mim é simples: Preparação. Se nasce primeiro, assim, por uma razão de lógica, tem mais tempo para se preparar...seja homem ou mulher. Sou apologista do modelo sueco. Porém, sem saber precisar agora, julgo que a Espanha já operou a alteração constitucional que permite ser uma das infantas de Filipe. Na Inglaterra, há pouco tempo, fizeram, e muito bem, isso mesmo.

Certo T.,
Mas como diz o nosso sábio povo: "antes tarde do que nunca."
Para finalizar, um à parte: Mas se em vez de representatividade indirecta (Monarquia) ou directa (república), fossemos pelo tal "critério de beleza"...tu já eras chefe de Estado há muito! Pelo menos fica a minha opinião sincera, mas circunscrita ao nosso presente diálogo ;-)

A propósito digo-te: Todos os dias dedico um pouquinho de tempo do meu pensamento a reflectir comparativamente em relação aos 2 regimes e espero chegar a um estado de argumentação que, um dia, me permita dizer a algum (suposto) não monárqui...
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Doce T.
O Senhor D. Duarte tem razão: é mais fácil a um homem entender a ‘Teoria da Relatividade’ que aquilo que vai na cabeça de uma mulher…! :-D
Agora mais a sério: sejamos absolutamente claros, somos diferentes. Por regra há determinados padrões que caracterizam os homens e outros que caracterizam as mulheres…e ainda bem que é assim. Esses padrões não os tornam melhores ou piores, superiores ou inferiores entre géneros. Apenas diferentes. Um mero exemplo: julgo que ainda não foste mãe, mas posso afirmar-te, com 100% de certeza, que quando uma mulher está numa fase pré, durante e pós parto está sujeita a alterações hormonais que obstaculizam o seu raciocínio lógico. Porém, existem muitas mulheres com um óptimo raciocínio lógico, como existem homens que nem sequer o têm. Não é menos verdade que são os padrões gerais que levam muitas vezes as mulheres a terem uma sensibilidade suplementar para muitos assuntos que os homens (grupo ao qual inevitavelmente pertenço por razoes óbvias ;-), às vezes, e comparativamente, se comportam como verdadeiros trogloditas.
S.A.R. afirmou o que afirmou em relação às “niñas”. Não podes concluir que foi em relação ao género adulto: mulher. Existem fases de amadurecimento, quer nas mulheres, quer nos homens. Não se pode exigir à jovem Infanta que já seja uma Margaret Thatcher. Como sempre ele disse o que pensa e é verdadeiro e é isso que prezo mais nele. Mais fácil talvez fosse ele dizer o contrário ou até ter estado calado…era mais “cómodo”. Mas de “comodidades” destas, nos nossos (por ora ainda) representantes republicanos, já me encontro eu farto!
Estou longe de pensar que ele esteja a ser discriminatório, especialmente com a sua (muito querida) filha. A vida de S.A.R tem sido sempre uma batalha contra a discriminação, especialmente a dos povos (exemplos claros em Timor e África [neste último caso onde a PIDE chegou mesmo “falar” com ele]). Ele próprio, e como tu bem sabes, porque és culta, é a encarnação de uma “discriminação” histórica à luz desta república. Por regra qual é o pai que não dá um mimo especial à sua filha ou uma mãe em relação a um filho, não querendo isso dizer que goste mais ou menos deles no conjunto?
Posso dizer-te, e já escrevi sobre isso, que tenho um carinho especial pela nossa Infanta (e não só porque ela é do Spooooooooorting), mas sobretudo porque não me importava em ter uma Rainha como chefe de Estado, mesmo porque no mundo em que vivemos, dominado pela “lógica”, cada vez menos fraterno e mais (ir)racional, e com os “brilhantes” resultados que já nos estão a doer nos bolsos, se calhar preferia a sensibilidade maior de uma mulher na condução dos nossos destinos…por exemplo como na Holanda ou na Dinamarca.
Porém, e para que não restem dúvidas, o que mais prezo nesta matéria de sucessão é a experiência e a preparação para o cargo. Logo, por maioria de razão, quem nasce mais cedo (seja homem ou mulher [regra adoptada na Suécia e até recentemente na Espanha e na Inglaterra…o que me veio dar razão]) deve ser o meu representante de Estado…in casu, e muito bem, S.A.R. o Príncipe da Beira!
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