Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Barão de Ibelin

Admito este excerto como uma boa síntese daquilo em que me revejo enquanto defensor de uma Monarquia e nunca, mesmo impossível de ser de facto, republicano. Estes são os meus valores matriz, aqueles em que me procuro aperfeiçoar…sendo que a História prova que em república, os mesmos, são (quase) impraticáveis na generalidade.

– Ordenação de Balian como cavaleiro por seu pai Godfrey, o então Barão de Ibelin (Séc. XII) –

Godfrey, Barão de Ibelin (dirigindo-se ao filho que se encontrava de joelhos perante ele):
«(...) Encara sem medo a face dos teus inimigos. Sê bravo e honrado, para que Deus te possa amar. Fala sempre a verdade, mesmo que isso te leve à morte. Protege os indefesos e não pratiques o mal.»

Cavaleiro Hospitaleiro (para Balian):
«Ergue-te como cavaleiro, Barão de Ibelin.»

A breves instantes de morrer, e num estado já muito debilitado, Godfrey agarrando a mão de seu filho Balian, já como novo Barão, sussurra-lhe…
«Defende o Rei. Quando já não houver Rei, protege o povo.»

in Kingdom of Heaven (2005), de Ridley Scott.
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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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