Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Taxi, taxi...!!!

Lisboa, 23/10/2009. Aproximadamente pelas 18 horas, partia um táxi do centro financeiro e comercial da cidade com direcção ao aeroporto da Portela. Neste contexto, e à boa maneira portuguesa, foi o passageiro trocando umas palavras com o taxista. Este motorista, de seu nome Paulo, contava ter vivido em diversos países, entre eles o Canadá e a Inglaterra. Tinha adquirido, segundo o que afirmava, várias nacionalidades. Actualmente vivia no Reino de Sua Majestade, embora se encontrasse, por um período de meses, em Portugal. Motivo: acompanhava seu pai na recuperação de uma operação, a que havia sido submetido, decorrente de doença grave.

No meio da "típica" conversa sobre o "estado da Nação", resultou a necessidade de se colocar uma simples questão ao Sr. Paulo. E esta foi: de todos os países por onde tinha passado e vivido, sabendo que alguns deles eram repúblicas e outros monarquias, qual dos regimes gostava mais ? Sem hesitar ele respondeu: monarquias. Mais disse, concretizando, a Inglesa…em especial. Razão: a Rainha, ao contrário do que muitos de fora possam pensar, é intensamente respeitada pelo seu povo, e até ele, que não sendo inglês de nascença, sentia na Rainha uma figura idónea que transmitia-lhe um efectivo zelo por todos que estejam sobre solo britânico. Além disso acrescentou, que já não conseguia viver em Portugal depois de residir em Inglaterra. Estava inquieto para sair de Portugal e regressar a "casa"...não fosse a estima por seu pai. As coisas para ele cá deixavam de fazer sentido, já não se via longe da "disciplina" e da boa mentalidade de lá.

Ora, face a tais argumentos fácticos e reais da vida, o que dizer mais…
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