Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 9 de agosto de 2009

"Não tenho amigos de pé-descalço"

«Fernando Mascarenhas, marquês de Fronteira, nasceu numa classe privilegiada, faz parte da elite mas sempre pensou à esquerda. Precisou disciplinar-se para vencer o orgulho.

Cândida Santos Silva

10:55 Sexta-feira, 7 de Ago de 2009


Fernando Mascarenhas, 64 anos: "Não sou vaidoso mas também não sou humilde. Não tenho ponta de soberba, tenho alguma vaidade e gosto de me ver ao espelho"

José Ventura

Fernando Mascarenhas, a quem já chamaram o "marquês vermelho", é dono de nove títulos nobiliárquicos. Apesar de ter nascido numa classe privilegiada, sempre pensou à esquerda.

Antes do 25 de Abril, as portas do palácio de Fernando Mascarenhas, em Monsanto, abriram-se para reuniões clandestinas, escandalizando por isso muita gente da sua classe social. Tem como hóbi fazer brincos e colares de prata e pedras semi-preciosas, onde diz gastar muito dinheiro.

Na vida, Fernando Mascarenhas diz que conquistou duas coisas a pulso: "A autonomia e o respeito dos outros, sobretudo da minha família, e ter deixado de ser um pinga-amor".

Aos 64 anos, o marquês de Fronteira diz que não é vaidoso, mas também não é humilde. Gosta de se ver ao espelho e confessa que o seu maior vício é o chocolate.

Leia mais na Revista Única da edição do Expresso de 8 de Agosto ou clicando aqui, onde a edição da banca está disponível para assinantes a partir das 00h01 de sábado.»

Fonte - Expresso.

Comentário - Não partilhamos, em larga escala, do pensamento e da actuação sócio-ideológica de Dom Fernando José Fernandes Costa Mascarenhas, 13.º Conde da Torre, de juro e herdade, 12.º Marquês de Fronteira, 13.º Conde de Coculim (títulos da família Mascarenhas), 14.º Conde de Assumar, 10.º Marquês de Alorna (títulos da família Almeida Portugal). Contudo, em consciente opinião, tal realidade não nos coíbe de reconhecer, ao Marquês de Fronteira e Alorna, três aspectos advindos da sua, dir-se-ia, magnificente personalidade: (1) perseverança em ter mantido, em república, um enorme património que lhe foi legado, de difícil gestão; (2) coerência com aquilo que, bem ou mal, sempre defendeu e acreditou; (3) apesar não satisfazer "gregos e troianos", isso nunca lhe incomodou, sendo sempre uma pessoa que transmitiu ser positivo (testemunho fulcral aos portugueses de hoje) e, em nosso entendimento, consequentemente acaba por ser uma "personagem" pública interessante para o nosso Portugal republicano taciturno...

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