Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 16 de maio de 2010

Comeback...!

Até quinta-feira convivi, em maioria, com ingleses e escoceses. Que mentalidade fantástica! Trabalho, produção, educação mas, sobretudo, a prevalência do (são) orgulho na sua Família Real.

Os ingleses sempre foram os nossos mais fieis aliados. Ajudaram-nos contra os espanhóis e os franceses. Nem sempre foi perfeita essa relação, como por exemplo no século XIX. Mas no geral há que dar prevalência ao espírito de união massivamente representativo pelo texto de um Tratado de MethuenDito de outro modo, o resultado final é sobejamente positivo. Desde do tempo de Aljubarrota que tínhamos o referencial de parceria e mentalidade colectiva próxima aos ingleses, o que nos fez sempre progredir de certa forma...dada aquela típica e genuína abertura.

A partir de 05-10-1910 tudo mudou. Esse referencial alterou-se. Passou a centrar-se no jacobinsmo francês. Fechámo-nos. Perdemos o espírito de união. Com esta nova realidade, surge-me, a cada dia, a dúvida se Portugal não será hoje um cadáver? Que estará morto? Que como fomos durante oito séculos, acabou naquele referido Outubro?

Hoje, conforme a situação económica está, i.e. similar ao pós daquela malfadada data, não se antevê nada de bom a este País que ainda se chama Portugal. Sem tecido produtivo e com um Plano de Austeridade apertado, o futuro não é promissor. O aumento do défice que serviu  para precisamente injectar margem de manobra ao tecido empresarial, não resultou. Impostos a crescerem, fica cada vez mais difícil acreditar num razoável desfecho.

Resta-nos um milagre. Ressuscitar o cadáver? Com a nossa Monarquia renascida...seria já uma certeza de convalescença. Reformulando assim o topo da pirâmide, bem como reformulando o pulsar da mentalidade e da consciência colectiva dos portugueses, o futuro previa-se melhor. Após esta recuperação regimental ter sido alcançada, as medidas de fundo governamentais seriam lógica e perduravelmente melhor recebidas e adaptadas...!

Finalizando como iniciado, e face ao que constatei no Reino Unido, apenas afirmava isto: quanta, quanta, quanta é a minha desilusão (e tristeza à mistura) por não ter LIBERDADE para poder escolher ter, novamente, a Família Real Portuguesa a me representar, a unir-me ao meu concidadão e a dar-me uma (verdadeira) alegria enquanto português. Questão: valerá a pena continuar a ser cidadão da república portuguesa...?
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