Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

No mesmo local: a Sala do Trono Sueco

A primeira foto foi tirada no passado mês de Abril em período de férias e a segunda, de autor desconhecido, em 1905, correspondente à abertura do Parlamento sueco pelo Rei Oscar II da Suécia.
 Foto - PPA

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sábado, 3 de maio de 2014

O ovo e o Trono


Foto - PPA

Recentemente estive na Suécia. Coincidiu com o período da Quaresma. Ao visitar o Palácio Real, constatei que havia um jogo para crianças que consistia em descobrir 18 ovos dourados espalhados pelas cerca de trinta salas expostas ao público.

Conforme denota a foto, e com um descontraído e giro sentido de humor, um dos ovos estava precisamente debaixo do Trono Real todo ele em prata. Esta sala, a do Trono, é aquela em que o Monarca recebe, em ocasiões oficiais, todos os eventos de Estado que, além do Parlamento, digam maior respeito aos interesses institucionais de Suécia.

Com tal medida escusado será dizer que a Monarquia sueca capta a alegria das crianças e, por inerência, de seus pais. Com argúcia, inteligência, humor e delicadeza bem conseguem, de forma hábil, trazer os suecos água ao moinho da sua Monarquia.

Contudo, também importa ressalvar que a Monarquia sueca, bem como as demais similares nórdicas, não exageram no mote da extravagância regimental e afins. De forma descontraída e discreta lá tem esta Monarquia sabido ultrapassar o tempo.

Posto o intróito, tenho que aqui dizer que, se (pouca) dúvida tinha sobre o modelo nórdico de Monarquia, depois de vir de Estocolmo já não a tenho. Ou seja, se Portugal alguma vez quiser voltar a ser uma Monarquia, resta-lhe ter de seguir, com as devidas adaptações e sem descurar dos elementos caracterizantes e inamovíveis da nossa Pátria, outrora monárquica, o mesmo modelo/caminho. Monárquico que disser o contrário ou será utópico, irrealista, pouco sério intelectualmente ou nem mesmo isso…deverá ser republicano sem saber. Esta é a realidade que Portugal, com as ressalvas enunciadas, deve seguir.

Eu estive lá e identifiquei-me com o modelo, e é precisamente aquele que quero para o meu País…nenhum outro mais. Esqueçam as touradas e outros bolores que ainda vão prevalecendo naqueles que querem restaurar Portugal pela Monarquia. Por esse caminho o que fazem é tudo ao contrário. Afastam aqueles que valem na Causa e dão azo ao “mal menor” chamado república e ninguém quererá saber de Monarquia em Portugal nem tão cedo.

Modelo nórdico sim…é a única via.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

"O melhor aliado do povo"

«(...)

E é de facto, no Trono, na Coroa, que está a maior aliança proveniente da História, com a qual o povo pode contar. Um Rei tem um compromisso único: com a Nação e o seu sucesso em todas as frentes. Não se preocupa com sondagens, pois não vai ser eleito, não vai concorrer a nada, porque já é aquilo que a História quis que ele fosse, o melhor aliado do povo.
(...)»



Visto aqui também.


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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O trono republicano (II)

Aquando da visita guiada pelo Palácio de Belém no passado dia 13 de Maio, foi-me explicado, pelo guia, que os presidentes da república são retratados para a posteridade na cadeira em talha doirada, cujos braços culminam em dois bustos de leões (o símbolo do poder e da força). Esta cadeira pode ser encontrada no gabinete onde o presidente recebe o primeiro-ministro. Supostamente um símbolo de serviço e trabalho…mas que é dourado e que simboliza o poder é inequívoco! Afinal onde pára a IGUALDADE, amiga da “Liberdade” e irmã da “Fraternidade”?!

Enfim, quais são então as distinções entre aquela cadeira (inserida no contexto e no ideário republicano jacobino e maçónico) e o Trono português? Formalmente poucas. Porém, de outro prisma, estão inequívoca e materialmente em diâmetros opostos. A dita cadeira é símbolo de um serviço ineficaz que representa a república portuguesa, cujo resultado está à vista de todos em face do nosso actual estado de crise, nem por isso menos habitual nos últimos 101 anos: decrépita e negativista (e nem sequer quero aqui insinuar que aquela se trate de um posto para se servirem e não para servir); enquanto que a outra Cadeira, o Trono de Portugal, traduziu um Portugal, o Portugal, além de refinado, glorioso, epopeico, proactivo e orgulhoso dos seus representantes e das suas gentes. O verdadeiro Portugal, aquilo fomos e que somos (embora alguns republicanos ainda vão conseguindo encobrir essa realidade por mais algum tempo). Traduziu a auto-estima desta antiga Nação que hoje perdemos, como areia que cai entre os dedos de uma mão.

Aquela cadeira é, na prática, um mero apetrecho de posse, singelamente legitimada por uma parcela globalmente não representativa dos portugueses; enquanto que o Trono, a verdadeira “cadeira de Portugal”, é propriedade de todos portugueses representados e garantidos na pessoa do Rei de Portugal.



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O trono republicano (I)

Quando fui a Belém, na sala onde o PR recebe o PM, descobri que, afinal, a república também tem um trono. 
Em tempo desenvolverei.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)