Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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domingo, 15 de março de 2020

ONDE ESTAVAM OS NOSSOS REIS? (V)

Não se fecham em casa.

Este homem, D. Pedro V, era REALmente comovente. Um líder, um humanista, um Chefe de Estado sem paralelo, um REI na totalidade da aceção da palavra.

Alguma diferença para hoje ....é mera coincidência...


Abram os olhos e vejam o regime que tínhamos e o que temos presentemente, sem descurar que o Rei não precisava de votos para coisa alguma, porquanto não era eleito. Ou seja, era um ato genuíno e puro.

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sábado, 6 de agosto de 2016

Sobre uma Grande Mulher

Desconheço alguma mulher que, dadas as especiais responsabilidades de que estava incumbida, tenha sofrido tanto como a Rainha de Portugal, D. Amélia, sofreu.

Todavia, fez do dever o primado sobre o seu próprio sofrimento, “além das forças humanas”, como corretamente qualificou ao Bispo-Conde de Coimbra, terminando a sua vida, e apesar de todas e das mais diversas agressões passadas, mantendo sempre sua mais nobre e mais genuína faceta revelando: “Quero bem a todos os portugueses, mesmo àqueles que me fizeram mal.”

A nobreza de Amélia era evidente e fortemente emanada dos seus sentimentos e do seu caráter e não somente do facto de ter sido Princesa e Rainha. Amélia de Portugal não era uma mulher de ficar apenas pelas palavras, como mulher de ação nunca hesitou, por exemplo, em arriscar a própria vida para salvar quem estivesse em dificuldades, fosse quem fosse:

«Um dia em Cascais ia a passear quando viu que um barco tinha-se afundado, o marinheiro era velho e estava atrapalhado, estava a gritar e a morrer e ela, que estava vestida, deita-se à água, nada - ela era uma grande nadadora, e vai ao barco e trás o pescador. Salvou-lhe a vida.»

Aconselho, vivamente, a ver este episódio n.º 53 d’ “A Alma e a Gente”.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

“Daquele Rei temerário, que desafiava a morte”


Aquando do surto de febre amarela:

«Lisboa fica uma cidade fantasma, só com os agonizantes...e com o Rei.»

«O Rei recusa-se a abandonar a cidade onde os portugueses sofrem.»

«Um Rei que acima da sua segurança pessoal, da sua saúde, punha o amor pelos portugueses.»

O Rei era D. Pedro V.


"Um homem só se ajoelha diante de Deus...que está acima dele, todos os outros homens são irmãos."

D. Pedro V

Frases transcritas e respeitantes a S.M. El-Rey D. Pedro V, contidas na Biografia extraída do programa "A Alma e a Gente".

Monárquico ou republicano, ninguém pode ficar indiferente ao exemplo deste enorme ser humano que foi El-Rey D. Pedro V. Vale mesmo a pena aprofundar a biografia deste nosso Rei e, através dela, igualmente, ir tentando perceber as valências, mormente o espírito de serviço e preparação, de um Chefe de Estado em Monarquia.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Prof. JHS: Portugal ficou hoje efectivamente mais triste e pobre

Era um republicano confesso, mas curiosamente deixou-nos, nesta história, o melhor ensinamento porque a república não funciona.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Futuro

Perguntado sobre qual seria o futuro de Portugal no contexto da actual crise, o Professor José Hermano Saraiva respondeu, após uma curta reflexão, de forma convicta e patrioticamente afirmativa:
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O Relógio de Ouro

«Uma vez, enquanto advogado de defesa, tive de defender uma gestora de um estabelecimento comercial de uma acusação, bem estruturada, de desvio de dinheiros.
Estudei bem o caso e ganhei.
A senhora pagou-me os honorários que devia.
No dia seguinte a mesma senhora aparece no meu escritório para me oferecer um relógio de ouro.
Perguntei então à senhora: Já pagou o que devia pelo processo, porquê o relógio de ouro?
Respondeu a senhora: “O que lhe paguei foi devido por ter convencido o Juiz. O relógio é por ter-me convencido a mim”.»

Prof. José Hermano Saraiva
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)