Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 24 de agosto de 2019

#ParedesDeCoura2019


New Order

Muitas palavras existiriam para tentar transmitir como foi o concerto dos New Order em Paredes de Coura, contudo, estas são as poucas que consigo proferir:

A classe e a categoria que ‎Bernard Sumner, líder dos New Order, sempre me transmitiu veio, de facto, a comprovar-se no Concerto do passado dia 15 de agosto de 2019, em Paredes de Coura.

Sumner, em especial, e os New Order, em geral, tiveram sempre, ao longo do espetáculo, uma enorme generosidade. Essa manifestava-se de diversas formas, por exemplo, e apesar do seu longo e sustentado prestígio, ao deixarem as TVs gravarem as imagens, quando bandas como os Suede ou a Patty Smith, não deixaram.

Bernard esteve sempre em interação com o público, tendo chegado mesmo, em resposta a um fã, a pedir as baquetas do seu colega e amigo de longa data, ‎Stephen Morris, para entregar ao aludido fã.
Houve um fã que invadiu o palco para abraçar o vocalista e tirar uma selfie com ele, sem que Bernard Sumner, apesar do rapaz intruso ter sido rapidamente retirado do palco, nunca descurasse de ser afável, calmo e compreensível com toda a situação gerada.

Um aspeto que me deixou absolutamente fascinado, foi o facto de, genuinamente, e do princípio ao fim do concerto, assistir a várias gerações cantarem e dançarem os New Order naquele festival, aspeto que se deve à intemporalidade ou, no mínimo, ao efetivo progressismo da banda que, ainda hoje, recolhe frutos e está perfeitamente no seu tempo.

Por fim, e após o encore (uma vez mais revelando a enorme simpatia dos ingleses com as pessoas presentes), e quando a banda saía, o público todo cantava repetidamente: "Love, love will tear us apart again". Arrepiante!

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