Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 10 de junho de 2018

10 de Junho Festejado no Arquiélago dos Açores

A frase deste brasão de armas foi proferida, no final do século XVI, por Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos, 1.º e único Conde da Vila de São Sebastião, titulo atribuído por aquele que muitos (e bem) designam como D. António I de Portugal.

Ora, na presente data será festejado o dia de Portugal, das Comunidades e de Camões, nos Açores. Peca por tardio, apesar de muito válido. Mérito, contudo, a prestar ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato forjou a iniciativa.

Evocar este dia no Arquipélago, mais do que merecido, é absolutamente legítimo, sendo lastimável que só em 2018 o tenham feito. Porquê!? Pela simples razão que este mesmo Arquipélago, com enfoque especial para o respetivo contexto da ilha Terceira, já foi tão somente: Portugal.

Quando o Império Habsburgo de Filipe II de Espanha (filho do Imperador Carlos V e de Isabel de Portugal) tomou os territórios portugueses, tendo o Império Luso claudicado de Aquém e Além Mar, os Açores, com centro primeiro e último em Angra do Heroísmo, aliás, conforme atestam os touros do aludido brasão, não capitularam e ousando opor-se, ao lado do seu Rei, D. António de Avis, enfrentaram destemidamente aquele gigantesco oponente, personificado no então poderosíssimo monarca da Casa de Áustria.


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