Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

domingo, 18 de dezembro de 2016

MANIFESTO DE CIDADANIA I

Incineradora | São Miguel | Ponta Delgada
Manifesto de Cidadania

Esta notícia reporta-se a 2004, repito 2004, cerca de 12 anos atrás. De salientar que, neste processo (em Coimbra), é a própria Provedora do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra que, já naquela altura, se manifestou contra a incineradora, tendo proposto medidas alternativas, concretamente tratamento mecânico e biológico. Acrescentou que a incineradora é “uma opção cara e desrespeitadora dos compromissos comunitários ambientais”.

Relativamente ao processo da incineradora a ser instalada em São Miguel, potencialmente em Ponta Delgada (Azores Parque), pouco mais recente que o de Coimbra, pois o seu início data de 2008, apenas tivemos conhecimento, no que concerne a algo similar à predita provedoria conimbricense, das suscitações de Alexandre Gaudêncio (edil da Câmara Municipal da Ribeira Grande). Porém, atendendo às mais recentes notícias, que falam em “unanimidade” quanto à continuação do processo, aquele parece ter capitulado.

Este é um assunto mal comunicado às populações conforme vários intervenientes têm vindo a alertar na comunicação social e, consequentemente, demasiado grave face aos contornos que poderão assumir para a saúde, turismo e para o ambiente em geral.

Desafio qualquer um dos agentes políticos identificados e responsáveis no procedimento a esclarecerem acerca do grau de malefício para saúde que a incineração pode gerar, uma vez que os gases expelidos, por terem uma complexa composição química, poderão importar consequências diretas para a saúde pública, por via do ar que respiramos. 

Têm de ser reapreciadas as consequências deste equipamento, em geral, para São Miguel e, em especial, caso se confirme a localização, para os cidadãos e munícipes de Ponta Delgada, sem descurar da saúde das nossas crianças, as futuras gerações.

Se a construção vier a ser concretizada no Azores Parque e, como tal, tornar a cidade de Ponta Delgada o ESCAPE da incineradora na ilha, cujos gases e efeitos vão atingir diretamente, num vasto perímetro, os ponta-delgadenses e também os ribeira-grandenses, gostaria de afirmar que não se votou no Dr. Bolieiro para isto, muito menos num organismo como a Associação de Municípios, este sem voto popular de todo. Não me recordo de ver esta matéria no seu Programa eleitoral. Solicito-lhe, pois, enquanto Presidente da edilidade visada, a minha edilidade, uma ação/movimentação concreta e contrária no sentido de por termo a este projeto ou perderá a minha confiança enquanto eleitor e munícipe. Neste domínio há reverso (quanto se sabe ainda não existe adjudicação). 

Culmino afirmando que o meu voto, nas próximas eleições, irá para o candidato que, expressa e inequivocamente, demonstrar que não irá construir a incineradora e que apresentar medidas alternativas conforme se verificou em Coimbra.

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