Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 3 de dezembro de 2016

Ode à organização

Focando-me, por exemplo, em Kant e Hegel, devo confessar que acho quase ignóbil aquela distorcida, embora estabelecida, opinião de relacionar a inteligência a uma certa desordem, a uma postura pouco organizada, normalmente aqueles comuns argumentos de que é "louco embora genial", "vive no caos mas possui um cérebro brilhante", "desorganizado externamente, mas organizado internamente". Nada mais ardil. 
Curiosamente, as mentes mais brilhantes que conheci, inequivocamente superiores às comuns, revelavam pessoas extremamente organizadas em sentido amplo. 
Não sendo aqui trazida à colação a emoção humana, muitas vezes equilibrante, tão somente invocando-se o domínio da pura razão e lógica, estas estão inequivocamente conexas a comportamentos de tal modo sistematizados que acabam por aglomerar, rápida e distribuidamente, informação e conhecimento, operando de forma mais apurada que o outro entendimento aqui em contraste.
Talvez por isso é hoje frequente ver-se muita "loucura e caos" e pouca "organização e ordem" e, consequentemente, menos progresso que aquilo que devíamos alcançar, acrescendo que estamos a perder, também por isso, a disputa com as máquinas.


Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!