Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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terça-feira, 10 de junho de 2014

10 de Junho | “Respeito por Portugal!”

 
Hoje é dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. 
 
Este é um dia que, supostamente, devia ser de alegria e de união entre portugueses. Contudo, e uma vez mais, a la república terceiro-mundista, apareceram vozes e cartazes de sindicatos, corporações essas que, instaladas e bem seguras em si próprias, dão voz aos seus associados a troco de um negócio de desconto percentual nos seus vencimentos. Curiosamente, as tv's nunca se referiram hoje aos realmente prejudicados e a quem, legitimamente, lá devia estar a protestar, i.e. os sindicalizados. Quem compareceu foram os do costume: determinados sindicatos.
 
Todavia, e apesar dessa realidade, houve um aspecto que, felizmente, preponderou positivo e, assim, superou esse mal. Além da comparência das instituições desavindas, nomeadamente do Governo vs a oposição do Tribunal Constitucional, do líder do PS, etc, retive as palmas das gentes da Guarda após a lúcida intervenção do Sr. Chefe do Estado Maior das Forças Armadas em torno do incidente que envolveu a saúde do Presidente, bem como aquando do retorno de Cavaco Silva ao seu discurso abruptamente interrompido.
 
Costumo dizer que se dependesse de mim, a Monarquia era restaurada hoje mesmo e a república acabava. Contudo, é lastimável ver, independentemente do regime imposto, como não existe um sentido mínimo de coesão nacional, nem por um dia, em prol de um projecto estrutural (de união) em torno do País, nem tão pouco das figuras que, apesar de serem as possíveis geradas pelo regime, merecem respeito...ao menos institucional. Sei que sem um Rei (apartidário) é difícil construir esse tecido unificador, mas ao menos tentassem com o que se tem: um PR.
 
Em cenários realmente difíceis, com ancestrais divergências, como ilustra a foto deste post, foi bem possível, por um dia, concretizar o que refiro. É pena que, apesar das dificuldades que Portugal atravessa, hoje não tivesse havido uma alegria contagiante conforme acontece numa Inglaterra, numa Suécia, etc, e se esquecessem os apupos que não levam a nada.
 
Valeram as sábias e sintomáticas palavras do Sr. Chefe de Estado Maior das Forças Armadas: “respeito por Portugal!”
 
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«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

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