Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quarta-feira, 5 de junho de 2013

“Sacrificou-se por causa de um princípio” (III)

«(…) D. Carlos subiu ao trono quando o país teve de amargar os erros financeiros e diplomáticos do passado. Entre o ultimato de 1890 e a bancarrota de 1891-1892, a elite governante dividiu-se, dando expressão à agitação republicana. Mas o regime recuperou. Entre 1897 e 1906, os políticos entenderam-se. Em 1902, a situação financeira estava sanada. Portugal adquiriu novo império colonial em África O próprio rei graças aos seus contactos em Londres e em Paris, conseguiu encaixar o país na Entente Cordiale.» 

Rui Ramos, historiador. Excerto da uma brilhante síntese biográfica de D. Carlos I, na Revista do Expresso, de 1/Jun/2013, a pág. 23.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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«Pergunta: Queres ser rei?

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

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