Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Reinado de D. Luís I - Edifício da Câmara Municipal da Povoação

Foto - PPA.

A Povoação é uma terra que encontra a sua designação por ser dela que provêm os mais antigos colonos da ilha de São Miguel (povoamento iniciado a 29 de Setembro de 1444 em pleno reinado de D. Afonso V, o Africano) e porque foi nela que eles se estabeleceram primeiramente. Teve a sua elevação a concelho em 1839 por Carta Régia de D. Maria II.

Vinte e seis anos depois, novamente pela democracia da nossa Monarquia Constitucional, este Conselho é reconhecido pela sua importância municipal e nele é edificado este belíssimo edifício em 1865, pelo reinado de El-Rei D. Luís I. A mais bela construção, diga-se abono da verdade, das redondezas concelhias. 

Hoje, em república, fala-se exactamente do contrário daquilo que se falou em Monarquia: tirar à Povoação. Não por culpa objectiva deste ou daquele governo, deste ou daquele partido. A culpa é do regime que permitiu que inúmeros governos destemperados, descontrolados e incompetentes, sobretudo após o 25 de Abril, fizessem que os municípios chegassem onde chegassem. Modelos absolutamente errados de municipalismo, regulados e centralizadores onde não deviam e desregulados onde deviam ser regulados. Volto a frisar, uma vez mais, o que pensava o Professor Agostinho da Silva sobre o assunto, ou seja, sobre o original modelo municipalista instituído genuinamente pela nossa 1.ª Dinastia, a de Borgonha. Hoje carecia de voltar a esse modelo em que os municípios interagiam directamente com o Rei: 
Povo --» Município --» Chefe de Estado (Rei). 

Embora nascido em Ponta Delgada mas ligado directamente e de forma (bi) parental àqueles 1.ºs colonos, carrego a honra de ter tido vários familiares (três de sangue e um afim) a presidir esta edilidade: 
- Meu avô materno (União Nacional); um tio-avô (União Nacional); um primo segundo (PSD) e um tio afim (PS). 
Todos eles contribuíram como souberam e como puderam com os meios disponíveis para o melhoramento das condições dos povoacenses. 

Tenho igual honra, agora no domínio da educação e da formação, numa época em que não havia dinheiro a correr da UE, em que o meu estimado tio Monsenhor João Maurício Amaral Ferreira tenha dado, literalmente, a vida em trabalho e dedicação para poder deixar a Escola Básica e Integrada da Povoação às crianças e jovens povoacenses. Foi com orgulho que a família viu esse esforço reconhecido pela atribuição do seu nome à actual e mais recente escola profissional deste concelho. 

Contudo o que mais me tranquiliza e orgulha é, acima de tudo, a forma reconhecida e destemida que o povo do mar, que são os povoacenses mais o respectivo triângulo territorial adjacente a este concelho (Faial da Terra, Furnas e Ribeira Quente), elevam as armas de quem mais lhes prestigiou: As armas mais altas e antigas dos povoacenses, ainda hoje, como se demonstra nestas fotos, são as armas da Família Real Portuguesa.
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