Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A alegria na tristeza...

José Cutileiro no “In Memoriam” (Expresso 9/6/2012 – Primeiro Caderno), escreveu acerca do seu amigo João de Sá Coutinho Rebelo Sotto Mayor, 4.º conde de Aurora, católico e monárquico, que vivia e foi sepultado em Ponte de Lima local de berço onde voltou a habitar após reformado do serviço diplomático, tendo sido embaixador de Portugal durante vários anos. Chegou a trabalhar num Governo de Soares e lhe valeu o epíteto de “Conde Vermelho”. Faleceu no passado dia 25 de Maio, no Hospital de Viana do Castelo. 

Acerca dele disse Cutileiro, na sua crónica, algo muito interessante e que, inevitavelmente, passo a transcrever porque me revejo: «O seu sentido de humor, santo e senha para uns, barbacã para outros, faz amigos e amigas rirem em vez de chorarem quando agora nos lembramos dele». 

Ora, neste exacto contexto, apenas conheci um caso assim em toda a minha vida: um primo afim. Foi uma perda recente. No velório todos estavam a recordar o quanto o dom da graça habitava nele e a saudade era manifestada pelo riso e não pelo choro. 

Muitas vezes o riso é uma forma sentida de lembramos a perda de uma pessoa querida. Gostava de partir neste patamar…não é para todos, mas não me considero uma pessoa “triste”.
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