Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Forte Elo com a História

«A minha educação foi normal. Fui à escola, como qualquer jovem da minha idade, vivi a minha adolescência em Madrid e andei no Liceu Francês. O meu pai, por exemplo não foi à escola, ainda foi educado por preceptores. Fiz o serviço militar, estive no exército durante dez anos e servi o meu país como qualquer militar. Mas é verdade que transportamos o peso do nome. O passado existe. Essa marca é incontornável. Pertencemos à História.»

Este excerto de uma entrevista a Charles Philippe, príncipe d’Orleães e duque de Anjou, retirado de um interessante artigo publicado na última revista Única (Expresso), com destaque de capa sob o título “A vida dos reis no exílio”, não deixa de demonstrar uma coisa: a Instituição Monárquica quer reinante, quer não, transporta o reconhecimento efectivo da história de um País, um reconhecimento de passado, presente e futuro!


É indesmentível e factual que nomes como Bragança, Orleães, Boubon, Saxe-Coburgo-Gota, etc, comportarão sempre um elo directo à História de um país. Por mais que venham repúblicas tentar anular, apagar ou fazer tábua rasa dessa realidade (com especial relevo para as repúblicas Soviéticas* e para a Chinesa), a verdade é que aqueles nomes são indissociáveis da Família nacional, sendo para todo sempre reconhecidos. Ao contrário, os filhos da república, esses, o povo (do qual faço parte) esquece com facilidade. Quantos saberão quem foi José Relvas, quantos saberão quem foi António Granjo, quantos saberão quem foi Manuel Teixeira Gomes?!
Atendendo às recentes comemorações do dia da implantação sangrenta da república (como se houvesse algo para comemorar), além do discurso recorrente e desprovido de significado e da gastíssima invocação dos supostos “valores” republicanos (que são directamente conexos com os maçónicos…como todos já deviam saber), formulam-se inevitavelmente algumas consequentes questões: se existem esses valores, qual foi a repercussão prática deles nos 101 anos deste regime? A repercussão: O assassinato de um chefe de Estado Democrático?! A Ditadura?! Corrupção?! A perda de Soberania?! Pobreza?! Ou seja, o regime republicano português não possui alicerces (passado) e a construção é desastrosa (presente), edificada sem alvará de construção (o povo). É uma obra condenada a ruir, feita sem engenheiro…apenas com “arquitecto”.
Daí que os discursos proferidos naquela aludida ocasião (5-10-2011) tenham soado a vazio, tristes e incorrectos para com a realidade. Estes, por outro lado, contrastaram com o discurso proferido pelo Senhor Duque de Bragança, no exacto mesmo dia, em Coimbra, onde o herdeiro ao trono de Portugal e dos Algarves teve um discurso consentâneo com a nossa realidade, apontou direcções, defendeu (quando é pouco “correcto”) a Madeira e os madeirenses e sobretudo referiu, e muito bem, que nunca poderia estar a celebrar uma data (5-10-1910) em que portugueses mataram portugueses, uma data em que a Marinha disparou contra o Terreiro do Paço. Os cidadãos que defendem uma Monarquia Constitucional, como melhor sistema de representação de Estado, preferiram juntar-se naquele dia e evocar algo mais transversal, algo mais importante e saudável: o dia da Fundação de Portugal!
Face ao exposto e sobretudo à realidade composta de passado, presente e futuro que significa a Monarquia, gostaria de culminar com esta pertinente frase do David: “O Rei é eleito pela história”!
A Monarquia é a solução de progresso e futuro!

* Quanto à Rússia, curiosamente ao contrário de Portugal, apesar de ter tido um sistema republicano ainda mais feroz e tendencioso (a U.R.S.S.), facto é que hoje aquele país e povo voltaram a recuperar as suas verdadeiras cores na Bandeira…e nós ainda não.
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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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