Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Forte Elo com a História

«A minha educação foi normal. Fui à escola, como qualquer jovem da minha idade, vivi a minha adolescência em Madrid e andei no Liceu Francês. O meu pai, por exemplo não foi à escola, ainda foi educado por preceptores. Fiz o serviço militar, estive no exército durante dez anos e servi o meu país como qualquer militar. Mas é verdade que transportamos o peso do nome. O passado existe. Essa marca é incontornável. Pertencemos à História.»

Este excerto de uma entrevista a Charles Philippe, príncipe d’Orleães e duque de Anjou, retirado de um interessante artigo publicado na última revista Única (Expresso), com destaque de capa sob o título “A vida dos reis no exílio”, não deixa de demonstrar uma coisa: a Instituição Monárquica quer reinante, quer não, transporta o reconhecimento efectivo da história de um País, um reconhecimento de passado, presente e futuro!

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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)