Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 11 de março de 2010

2 pesos e 2 medidas em vez de 1...

Jorge Sampaio dissolveu a Assembleia em Dezembro de 2004, levando à demissão do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes. Tudo por causa de uma microscópica circunstância interna do executivo, relacionada com uma demissão do então ministro da Juventude e Desporto, Henrique Chaves.

Cavaco Silva face às avolumadas suspeitas que os meios de comunicação social informam diariamente sobre o actual primeiro-ministro (caso Independente, caso Freeport, caso Face Oculta, etc), entende não haver falta de sustentabilidade institucional e credibilidade deste perante Portugal e os portugueses, não obstante ter havido, nas últimas legislativas, uma brutal abstenção. Antes legitima-o na sua conduta política, não dissolvendo a Assembleia o que, consequentemente, resultaria na queda do Governo e proporcionaria uma nova auscultação aos cidadãos eleitores.

Sem querer questionar os aludidos actos destes dois últimos chefes de Estado, a realidade é que existiram dois pesos e duas medidas. Neste período, de quase seis anos, foram dois primeiros-ministros e dois presidentes da república.

Questão: Se fosse apenas um chefe de Estado, in casu um Rei, não teria sido só um peso e só uma medida ? Não haveria maior coerência proveniente da mais alta magistratura do Estado ? Certamente que sim…

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Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

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