Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 18 de março de 2010

Essencialmente monárquicos!

Além disso, ouvi hoje de manhã, na rádio, uma alta figura na hierarquia autonómica dizer algo do género: Manuel de Arriaga foi um elemento determinante na divulgação e prevalência dos ideais republicanos na Região Autónoma dos Açores.

Face ao exposto, devo afirmar uma absoluta discordância. Os Açores são essencialmente monárquicos, senão vejamos:

1.º) Ainda hoje é notório o específico (e bom) comportamento tradicional (e não/nunca conservador) dos açorianos, sempre numa lógica chegada ao modus operandi de um sistema  monárquico, com próximas semelhanças ao actual modelo inglês. Sociologicamente não é por acaso que cá, nestas magnificas nove ilhas, ainda proliferam muitos hábitos sociais, culturais e arquitectónicos ingleses. Essa aludida lógica sempre foi particularmente (bem e melhor) defendida, colectivamente, na Ilha Terceira. Reconheça-se isso àquele povo!

2.º) A bandeira dos Açores mantém-se, e muito bem, fiel à real bandeira de Portugal pela tradição histórica, representatividade e beleza.

3.º) O contributo de Manuel de Arriaga é ínfimo comparativamente a outros "camaradas" seus que tiveram uma participação mais revolucionária na implantação, é ínfimo pelo curtíssimo período que esteve no cargo de Presidente da república, e é ínfimo porque esta implantação revelou-se desastrosa para os destinos de Portugal e dos portugueses, em especial no período 1910-1926 que resultaria em 48 anos de Ditadura (a II república constitucional). Além disso, ambas (I e II) esquartejaram a nossa Autonomia, a qual tinha sido alcançada em Monarquia, graças à sábia leitura do Rei D. Carlos e ao incalculável valor do trabalhado do grande açoriano (este sim!) Gil Mont'Alverne de Sequeira, autonomista maior, sempre fiel ao Azul e Branco. Estas cores é que formam a verdadeira marca de Portugal pelo Atlântico, dos Açores e da real bandeira do Reino de Portugal, sistema que nunca devia ter deixado de vigorar, mas que com a inteligência colectiva, a sabedoria e a liberdade das gerações vindouras será reposto enquanto Monarquia.

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Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

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