Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 13 de fevereiro de 2021

A Iniciática Liberal está de regresso

Os liberais estão, inequivocamente, de volta a Portugal.

Depois de terem destruído a nossa Monarquia, bem como as Monarquias da Europa, sim, sem descurar das repúblicas disfarçadas hoje de Monarquias, eis que se apresentam, novamente, sem reservas, controlo ou pudor. Até mesmo os pilares do government do Vaticano conseguiram fazer tombar, embora mais tarde (meados do século XX - 1958), mas conseguiram alcançar e atingir o seu principal alvo. Objetivo cumprido.

Apesar de termos atravessado momentos menos bons com o PREC, temos de ser justos e dizer que os únicos que, em Portugal, além de D. Maria I e D. Miguel I, ousaram travar o pior de todos os males, o Liberalismo, iniciático na sua ação avassaladora pela dominadora Europa do século XVIII, e já no século XX, foi o Prof. Salazar e, também, em toda verdade, os comunistas que, dentro do possível, foram adormecendo o monstro, tal como estava entranhado por muitos partidos do espectro político.

Infelizmente estou preocupado com o vírus liberal que está assumidamente de regresso e que, temo, irá crescer às custas do definhamento da esquerda tradicional que ainda íamos tendo. Embora rural, de foices e martelos, popular, mas acima de tudo tradicional. Hoje reconheço, perante a leitura hodierna que faço do cenário político, que essa esquerda tradicional, apesar de não ser boa, não era necessariamente má face ao mal maior do dissimulado Liberalismo, que mais do que matar... corrompe espíritos e consciências.

No presente, talvez um Salazar não estivesse já tão distante de um Cunhal, mas num futuro vamos caminhar para um modelo do tipo norte americano, ou do norte da Europa, que de um lado temos conservadores e do outro perigosos liberais que querem, entre outras coisas, exterminação de fetos aos 9 meses, com o forte e sedutor dinheiro fácil para comprar almas. O PCP foi contra a eutanásia e determinante em outras causas humanistas. Esperemos que os conservadores, sejam eles de direita ou de esquerda, estejam solidamente unidos para o que por aí vem. Muitos liberais vão se reconfigurar ao próximo contexto, deixando os seus anteriores casulos de disfarce, fossem em partidos de esquerda progressista ou nas muitas sociais democracias partidárias que por aí existem, deixando de haver um conceito de esquerda e direita, mas antes mais próximo de conservadores e liberais. Deus queira que o que resta dos pilares tradicionais e conservadores consigam suster o impacto que nos cobre com a sua ameaçadora sombra. Duvido, mas quero ter esperança.



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Liberalismo comercial

Abraham Lincoln, 16. º Presidente dos Estados Unidos, era do mesmo partido de Trump.
Os (democratas) liberais ganhavam muito dinheiro com o tráfico de escravos.

Por isso esta imagem (do KKK) nada me espanta, o presente nada me espanta igualmente e o fim do 16.º Presidente é conhecido...


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Animalismo

Mais normas punitivas. O equilíbrio há muito foi perdido, quer pelo lado do incentivo (levando ao exagero de casos de pessoas que acumulam gatos em números absurdos em apartamentos) levando a denuncias às autoridades de saúde por vizinhos OU pelo do desincentivo (responsabilidades, ônus, formalidades, encargos, etc, etc) levando pessoas que tinham animais, a nunca mais os quererem voltar a ter. Eu estou no segundo caso.

«Lei n.º 39/2020 - Diário da República n.º 160/2020, Série I de 2020-08-18
Assembleia da República
Altera o regime sancionatório aplicável aos crimes contra animais de companhia, procedendo à quinquagésima alteração ao CÓDIGO PENAL, à trigésima sétima alteração ao Código de Processo Penal e à terceira alteração à Lei n.º 92/95, de 12 de setembro»

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REGIME = III REPÚBLICA PORTUGUESA

GOVERNOS = Por partido do PM empossado (só ou em coligação) e, ainda, de iniciativa presidencial

PS

- Só

- -» I Governo Constitucional - ‪1976-1978‬
--» XIII Governo Constitucional - ‪1995-1999‬
--» XIV Governo Constitucional - ‪1999-2002‬
--» XVII Governo Constitucional - ‪2005-2009‬
--» XVIII Governo Constitucional - ‪2009-2011‬
--» XXI Governo Constitucional - ‪2015-2019‬
--» XXII Governo Constitucional - 2019-a decorrer

- Em coligação

--» II Governo Constitucional - 1978
--» IX Governo Constitucional - ‪1983-1985‬

PSD

- Só

--» X Governo Constitucional - ‪1985-1987‬
--» XI Governo Constitucional - ‪1987-1991‬
--» XII Governo Constitucional - ‪1991-1995‬

- Em coligação

--» VI Governo Constitucional - ‪1980-1981‬
--» VII Governo Constitucional - 1981
--» VIII Governo Constitucional - ‪1981-1983‬
--» XV Governo Constitucional - ‪2002-2004‬
--» XVI Governo Constitucional - ‪2004-2005‬
--» XIX Governo Constitucional - ‪2011-2015‬
--» XX Governo Constitucional - 2015

GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL

--» III Governo Constitucional - 1978
--» IV Governo Constitucional - ‪1978-1979‬
--» V Governo Constitucional - ‪1979-1980‬

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O que é a nossa política hoje e por quem somos governados...

Ana Gomes e Durão Barroso eram colegas no MRPP. Uma foi para o PS, o outro para o PSD.
Rio ainda disse, se não fosse Sá Carneiro (...pobre Dr. Francisco do alto da sua categoria e classe...), teria ido para o PS.

Fortes convicções ideológicas. É o que temos.

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Para rebentar, basta Democracia!

O regime Chinês foi crescendo por intermédio de um método silencioso e infecioso que se foi espalhando por todos os locais, incluindo os mais remotos pontos da nossa civilização ocidental, traduzindo-se numa doença económica que resulta de um fenómeno híbrido de Capitalismo desenfreado com Comunismo.

De semelhante forma, a única via (não guerreira) que temos de derrotar aquele tentacular inimigo, e sem descurar do que já se passa em Hong Kong, é uma forma igualmente silenciosa e infeciosa que se pode derrubar a China, ou seja, dando-lhe/ injetando-lhe DEMOCRACIA, por outras palavras, os chineses levarem com a burocracia e tecnocracia de Bruxelas, respetivos direitos laborais europeus, regulamentação legal que não dá para o tecido empresarial sequer respirar, políticas de género, feminismo desenfreado, aulas de cidadania, salários mínimos ao nível da Suíça, etc.

Após conseguirmos, habilidosamente, essa façanha, não há "Império" chinês que resista. É só aguardar para ouvir o estrondo da queda do então Gigante.


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Queda da China: Democracia!

Para derrotar a China e o seu monstruoso regime híbrido de Comunismo e Capitalismo desenfreado, apenas há uma forma, a mais devastadora que há para ela, ainda pior que se fosse uma bomba de neutrões, e resume-se numa palavra... deiem-lhe: democracia.

Comecem por onde Trump ficou, tratem de seduzir a Coreia do Norte e os demais aliados dos chineses e que deles dependem.

Além disso, e a título de sugestão, fomentem os lóbis liberais na China, nomeadamente: o gay, o do feminismo, o da cultura sem substrato e imediatista, o político, o económico (com as regras infindáveis das leis do Trabalho), do animalismo (que estaria caricatamente apegado ao tribalismo alimentar chinês...), o das religiões enfraquecidas, etc, etc.

A China, assim, cai rápido. Podem ter absoluta certeza. Enquanto for uma ditadura, nunca cairá.


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Unicamente um critério de inteligência

A nomeação de Ferro Rodrigues (ainda) para um segundo mandato como Presidente do Parlamento, é bem reveladora do desnorte do PS em termos nacionais.

Por outras palavras, entre um Ferro Rodrigues e um Carlos César, nome que foi apontado, por alguma imprensa, à data, para o mesmo lugar, teria sido muito mais sensato atribuir ao segundo, sendo que César, reconheça-se, é enormemente mais inteligente, mais institucional, mais produtivo ao partido e, sobretudo, revela saber distinguir os poderes de Estado, especialmente qualificá-los corretamente, nunca demonstrando desrespeito por eles, especificamente, pelo judicial contrariamente daquilo que já fez Rodrigues no passado.

Pelo que julgo que seria da mais elementar justiça, já que o contexto é inevitavelmente socialista, até porque foi líder parlamentar do PS, entre 2015 e 2019, ter sido ele o novo Presidente da Assembleia da república.

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Não se iludam

Capitalismo nao foi, não é, nem nunca será sinónimo de Liberalismo, prova disso é, por exemplo, a (poderosa) China.

O Capitalismo, de certo modo, sempre existiu. O Liberalismo não.

Há várias formas de não controlar o Capitalismo, o Liberalismo é a principal do prisma económico.

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Nem mais!

«O pobre Biden é um embaraço mantido em bom recato. No fundo é um adereço anacrónico, uma promessa desvitalizada de regresso a um business as usual passado, a uma era pré-Trump, mas também pré-Obama.»

Sérgio Sousa Pinto, colunista do Expresso.

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Antes do Black houve o White...matter

O movimento #blacklivesmatter deve rever melhor as suas fundações histórico-esclavagistas para argumentar o afro racismo.

Já sem descurar dos inúmeros afro americanos que não apoiam o decrépito Biden, "Cavalo de Tróia" do socialismo chinês nos EUA, bem como não esquecendo que o tráfico escravo era realizado por brancos que negociavam com líderes tribais a remessa dos seus para o comércio (como hoje mutatis mutandis ainda há o da prostituição que a Geringonça quis legalizar como profissão), há que lembrar que muito antes da escravatura africana, houve escravatura branca e em quantidades, iguais ou mesmo superiormente, massivas.

Previamente às super potencias coloniais, como Portugal, Inglaterra, França, Bélgica, etc, desenvolverem, à data, esse tipo de comércio, enaltecendo que o nosso País foi o primeiro a aboli-lo, já o vastíssimo e poderoso Império Romano usava a escravidão e, poucas vezes, nem sequer por comércio...apenas usando-a por poder pelo poder.

Essa escravidão subjugada a Roma vinha das mais variadas partes do mundo e, inerentemente, também das mais variadas etnias, raças, cores, etc. Entre elas do dominado norte da Europa, onde os escravos não eram nada "black", eram sim bastante brancos, louros e de olhos azuis...por exemplo.

Face ao exposto, e para não perder muito mais do meu latim com movimentos aborrecidos e distorcidos (...que levam rebanhos cegos atrás), resumo aconselhando: vejam o épico e famosíssimo Ben-Hur.


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Salazar, não foi propriamente fascista

Dr. Mário Soares 

Na sequência de um péssimo artigo de um amigo jornalista desta rede social, quem considero o melhor conversador português, mas longe de ser um bom articulista, no qual atinge, sem fundamento sustentável ou contraditório do visado, o Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto, um dos maiores pensadores e dos mais corajosos portugueses que temos vivos em Portugal, pessoa que me orgulha enquanto cidadão desta Nação pela firmeza e retidão de caráter que possui, bem como pela defesa altamente sustentada das suas convicções, considerando o assumido conservador, naquele abusivo texto, indelicadamente, de fascista.

Chamar uma pessoa de fascista sem qualquer suporte bibliográfico, fonte, etc, só porque é o seu "entendimento" é de uma leviandade, a todos os níveis, inqualificável. O que vale é que o autor, contrariamente ao que alega quanto ao indefeso visado, não é "perigoso".

Ora, é de uma ditatorial e grosseira técnica jornalística, pior ainda do que aquela que recaiu, tempos atrás, sobre Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, injusta e igualmente visada, mas por ser esquerdista...retratada, afirmar que o Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto é um fascista. Isso é errado porque, primeiro, ele nunca se assumiu como tal, nunca ninguém o ouviu dizer isso de si próprio, como Cunhal se afirmava comunista ou Costa se afirma socialista, etc, nem tão pouco existiu alguma vez Fascismo, do prisma estrito da ciência política, em Portugal.
 
Neste País, entre 1933 e 1974, houve sim um regime próprio português, republicano, autoritário, anti-comunista, consagrado na respetiva Constituição de 1933, com contornos ideológicos, políticos e jurídicos muito específicos e que se designou por Corporativismo. Diferente, portanto, do Fascismo italiano. Salazar nunca quis o Fascismo em Portugal, quis algo diferente, algo que também resultou moderadamente como uma superior solução ao Fascismo. Ressalvo que Mussolini foi para a guerra (a II Grande Guerra), o Corporativismo de Salazar salvou-nos dela; Mussolini acabou enforcado pelos italianos, Salazar teve milhares de portugueses a prestarem-lhe a última homenagem até ao Vimeiro, sua terra natal, onde foi repousar finalmente ao lado de seus pais, dois modestíssimos agricultores, de quem tinha muito orgulho, dando sempre "graças à Providência de ser pobre"; o regime fascista italiano acabou em 45 e o corporativista, alegadamente tão "fascista" também, segundo as análises levianas que foram feitas, sobretudo, as do dito artigo, acabou em 25/4/1974...nunca descurando que, até à II República, foi um dos poucos impérios, a seguir ao Romano, que durou mais de 500 anos.

Isso mesmo resulta translúcido, das palavras do estudioso e especialista na matéria o Prof. Doutor Barrilaro Ruas (ver ao minuto 6'10’’) e até do próprio Dr. Mário Soares (ver supra) sobre o alegado fascismo de Salazar e, por inerência, do Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto seu defensor confesso.

Em suma, preocupa-me muito mais que, havendo o 'Primado do Direito Comunitário', e que aquilo que foi até aqui exposto sobre o alegado e caricato "Fascismo português" , ainda estejam legalizados partidos de ideologia Comunista em Portugal, uma suposta III república democrática que proíbe constitucionalmente (entre outras coisas...), quase comicamente, para ser simpático, ideologias estrangeiras (o Fascismo) e, pior, permite e deixa-se representar no Parlamento pelo Comunismo quando este está, no presente, a contrariar uma recomendação ocidental de civilização.

Post Scriptum:
Terrenamente, e acima de tudo aquilo que é institucional, sou monárquico. Os monárquicos sempre estiveram do lado certo, quando as repúblicas ditatoriais vigoravam, incluindo muitos que enfrentaram Salazar, como foi o caso de Paiva Couceiro. No caso da Alemanha nacional-socialista, fomos mesmo nós os únicos, com a própria vida, a enfrentar o nazismo e a tentar destronar Hitler do poder.
Há uns que dizem que Salazar era monárquico e que se preparava para restaurar a Monarquia. Não há provas clarividentes disso. Sei apenas que foi o maior responsável pela república ainda hoje existir. Por esse motivo estou em plena legitimidade para ajuizá-lo com rigor, ou seja, poder concluir que este mesmo homem que bloqueou o meu maior ensejo institucional, não fez tudo errado, como o rebanho/coro quer fazer querer...
Em diversos domínios, temos muito a aprender e a agradecer o que António de Oliveira Salazar fez por Portugal.
Basta de quem não é de esquerda, é "fascista"! A brutalidade e a brejeirice têm limites no século XXI, onde já há verdadeira liberdade de expressão pelas redes sociais e se vai conhecendo a realidade sobre o regime que nos tem vindo a governar desde de abril de 74.

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500 anos de contraponto ao racismo dos outros

Eis o alegado racismo estrutural que, as esquerdas liberais, tanto querem introduzir à força...e sim é o Dr. Oliveira Salazar aquele que muitos ignorantes ou incultos chamam de fascista, quando foi ele que recusou, histórica e precisamente, a entrada dessa corrente ideológica italiana em Portugal, não permitindo que fosse plasmada na Constituição de 1933.

O que vale é que os "iluminados" que elaboraram a Constituição de 1976, não pondo impedimento algum ao comunismo estalinista, mas colocando à dita corrente ideológica estrangeira o que, curiosamente, permitiram foi que, se alguém assim entender, a volta do Corporativismo é objetivamente possível.

De salientar que o Corporativismo era um modelo brilhante de controlar o capitalismo liberal desenfreado, da exploração do homem pelo homem, apostando numa fórmula unicamente concebida pelo Professor Catedrático em Direito e Finanças de Coimbra que permitia uma economia crescente, assente na interajuda das pessoas e das instituições portuguesas em prol da produção equilibrada dos nossos produtos, pela nossa industria, ou seja, assente na lógica de cooperativa.

Ainda hoje subsiste o Código das Cooperativas.


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Irmão, obrigado pelas palavras


Com rigor e organização, seria melhor para todos nós e Portugal livrava-se da dependência da UE.
Eu tenho este conceito e acredito nele.

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TAP

A TAP foi concebida para dar lucro, dar lucro num Império irmão. Uma alegria para um miúdo como eu, na primeira metade dos 80s, era chegar ao aeroporto de Lisboa e ver estacionado um 747 da nossa companhia.

A TAP não foi concebida para uma descolonização escabrosa, negociada e gerida entre os amiguismos de esquerda ou de pseudo social democracias com a classe de estiva e que o lucro, esse, nunca era para existir.

O único que percebeu isso, a seguir ao golpe de 74, foi um senhor chamado Pedro Passos Coelho. O resto pouco interessa.


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Touros, um símbolo

Ir contra o conceito tauromáquico terceirense / açoriano, já sem referir as nefastas consequências económicas que podia trazer à Ilha Terceira, não será, acima de tudo, ir contra a simbologia histórica que este escudo traz e emana consigo?


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Maus políticos

Ou seja, por isso é que os monarcas se tornaram incómodos, tiraram-lhes o poder e hoje são minoritários no mundo, existindo apenas nos países mais desenvolvidos.


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Aprendizagem pela Experiência | Basta de Ilusões | República é república e é mesmo má

Depois de 2020, e passando a conhecer melhor o regime político - partidário que, no geral, nos circunda, interna e externamente, fico objetiva e realmente convicto da urgência em reformá-lo ou, até mesmo, refundá-lo, sedimentando-o na experiência, no conhecimento, no mérito, na convicção plena em ideais e, sobretudo, na emergência contundente em restaurar a Monarquia Portuguesa, porquanto já se trata de uma questão de proteção do povo e, assim, de inteligência, em, ao menos, retirar um lugar a um político (partidário), concretamente o lugar mais cimeiro num Estado e que, curiosamente, foi instituído por um Rei.


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Carlos, Príncipe de Gales

Coisas que distinguem um Chefe de Estado numa Monarquia para o de uma república (... de políticos).

Num cenário de potencial assassinato, reparem no semblante e na postura do Príncipe de Gales, nunca deixou de olhar a morte de frente e sem, aparente, medo. Nunca.


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Como vai ser?

Quando sou confrontado com aquela ignorante pergunta, normalmente justificável por quem, mal informado, foi sujeito a uma lavagem cerebral regimental de 110 anos, de que: “e se tivermos um Rei com problemas mentais, como vai ser?”

Ora, a resposta é muito simples: vai ser fácil de resolver, bem mais fácil que em república.

Já na primeira Dinastia, em 1248, D. Afonso III substituía seu irmão, D. Sancho II, no Trono.

Em 1683, D. Pedro II, substituía seu irmão, por abdicação do Rei, de iure e de facto, Afonso VI, por alegada incapacidade do segundo para reinar, curiosamente tendo D. Afonso um dos melhores primeiros ministros da História de Portugal - o Conde de Castelo Melhor - e o País até atravessava uma boa fase política. Mas em Monarquia, em Portugal, é como diz aquele comercial de uma marca de viaturas alemãs: “o melhor ou nada”.

Sem contabilizar o referido mecanismo legal da abdicação, muitas foram as vezes que o instituto jurídico da regência também foi utilizado, mormente, no caso do Príncipe Regente D. João, futuro D. João II, do Príncipe Regente D. João, futuro D. João VI quando sua mãe, a Rainha D. Maria I, enlouqueceu pela perda do seu filho mais velho, ou pelo Rei D. Fernando II, Rei Consorte de Portugal, que assumiu a regência do Reino aquando da morte da mulher, a Rainha D. Maria II, até ao seu filho, futuro D. Pedro V, perfazer a idade legal para subir ao Trono.

Conforme exposto, e desde há muito que a Monarquia, até por ser um regime mais moderno no mundo ocidental que as repúblicas de origem grega, tem resposta para o “como vai ser?”.

Todavia, em república, como vai ser (pergunta o monárquico)?

Como vai ser, quando tivemos/tivermos um Presidente inapto que tenha de ser substituído? Apenas conheço Presidentes que, nomeadamente, abandonaram o lugar, fugidos da responsabilidade, sobretudo na caótica I república ou que tenham sido assassinados, como foi o caso de Sidónio Pais.

Lamento meus amigos, mas 110 anos já foram mais que suficientes para os portugueses perceberam aquilo que os ingleses perceberem em nove com a República de Cromwell e a Revolução Puritana Inglesa, entre 1649 a 1658…

A pergunta deve ser reformulada de “como vai ser?”, quanto à Monarquia, mas antes feita “para que serve o Presidente?” nas repúblicas que maioritariamente nos vão gerindo, sobretudo, desde do século XIX, e têm gerado mais mortes em guerras horrendas e um sentido de mal-estar cada vez mais notório e generalizado pelo mundo.

Em Portugal, que estivemos tão bem servidos pelos nossos estimados Reis:
- Para que serve o Presidente, quando não renovaram o mandato da Dra. Joana Marques Vidal?
- Para que serve o Presidente, quando acontecem incêndios como os de Pedrogão Grande, em 2017, e ainda hoje, famílias que perderam entes queridos e tudo o que era material, não foram sequer ressarcidas pelo dinheiro solidário que os portugueses juntaram e que, criminalmente, desapareceu?
- Para que serve o Presidente, quando após idas aos hospitais em fases de acalmia, de selfies com vagabundos e com quer que seja, se tudo continua na mesma e, pior, quando é oficialmente comunicada a chegada da doença Covid-19, ele é o primeiro dos políticos a fechar-se em casa?
- Para que serve o Presidente, quando o seu amigo Ricardo Salgado ainda está em liberdade?
- Para que serve o Presidente, quando acontece o caso de Tancos, e ele sendo o supremo magistrado da Nação, não sabe de coisa alguma…?
- Para que serve o Presidente, quando ele é um ex-líder de um partido, o mesmo que dizer de uma fação, de uma parte diferente de outra, uma antítese de elo para os portugueses?
- Para que serve o Presidente, quando, na prática, é um gestor de votos, um ator político, mais um, mas agora no topo da pirâmide…?
- Para que serve o Presidente? Para quê?!

Eu sei para que serve um Rei, um Rei serve para mostrar o seu amor aos portugueses e estar ao serviço deles, como D. Pedro V quando apanhou, no seu reinado (séc. XIX), duas pestes bastante piores que o Coronavírus, SARS-CoV-2, deslocava-se, reiteradamente, aos hospitais dar esperança aos acamados e moribundos, pondo a sua segurança pessoal em risco, quando altamente aconselhado pelos seus conselheiros a sair de Lisboa, como pobres e ricos faziam, nunca deixou de estar sempre ao lado do seu povo mais fragilizado; ou como no reinado de D. Duarte I, o Eloquente, o Rei-Filósofo, irmão mais velho e líder da Ínclita Geração, constituída por seis Infantes, conjuntamente com os seus outros cinco irmãos, esta Família Real, colocou, exemplarmente, os mais altos interesses do Reino acima de quaisquer outros interesses terrenos, indo ao extremo de, submergida numa enorme dor no seu seio nuclear, quando o infante D. Fernando foi entregue como garantia de devolução de Ceuta e morreu em cativeiro, anos depois, por recusar-se a ser libertado em troca da devolução daquele território após a derrota em Tânger, o que lhe valeu o cognome de "Infante Santo". Isto são os nossos monarcas, referências de progresso civilizacional.

Assim, sem prejuízo do até aqui expresso, e atendendo que existem repúblicas presidencialistas (diferentes da portuguesa que é semipresidencialista), tais como a dos EUA ou a de França, potencialmente, tendo por base o elemento chave, ou seja, a preparação para governar, poderia ser esta a melhor fase para se repensar a restauração e a extensão do poder dos reis em geral, uma vez que o mundo está, civilizacionalmente, a piorar à vista de todos, encontrando-se, como é objetivamente sabido, sob jugo maioritário de um frágil republicanismo incapaz de fazer oposição aos interesses e às forças dominantes.


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Moderação

O Rei é o Povo – Um Partido é Político

Nas primeiras Constituições que a nossa Nação teve, em Monarquia, o Chefe de Estado, in casu, o Monarca, tinha um poder que desapareceu com a república e com os seus Presidentes: o poder moderador, era o quarto poder. Este era um poder que, hoje, medianamente, qualquer um pode entender que era fulcral para as instituições democráticas funcionarem melhor. Contudo, deixou de existir pelos mesmos que deram os golpes terroristas de 1908 e 1910 e se instalaram no comando dos nossos destinos.

Muitos anos depois, a III república, por intermédio do Eng. Sócrates, omitiu, grosseiramente, o Sr. Duque de Bragança da Lei n.º 40/2006, Lei das Precedências do Protocolo de Estado, enquanto Chefe da Casa Real Portuguesa e herdeiro de um legado que criou, governou, chefiou e deu esplendor a Portugal e aos Algarves por mais de sete séculos, restando poucos que, no poder da altura, tirando o deputado Manuel Alegre, curiosamente do mesmo partido de José Sócrates, se opusessem a tão rude decisão. Aqui importa, igualmente, não descurar da boa relação que D. Duarte Pio sempre manteve com o Dr. Mário Soares, inclusive, este foi figura presente no seu casamento, em 1995, a quem nunca lhe negou o seu lugar legítimo no aludido Protocolo.

O Sr. Duque de Bragança, quanto julgo saber, por ora, ainda não é Rei de Portugal e dos Algarves, isso enquanto o nível de instrução e formação não evoluir no nosso País e os políticos e deputados não decidirem aquilo que é da mais elementar justiça histórica: um Referendo de Regime. Neste âmbito, tem maior margem para receber quem quer e nenhum de nós tem coisa alguma a ver com essa decisão.
Entretanto, o assumidíssimo republicano, Doutor André Ventura, teve a categoria de, tão somente e respeitosamente, pedir ajuda ao Sr. D. Duarte Pio, de certo modo, muitíssimo indiciador, reconhecendo-o como Chefe da Casa Real Portuguesa e herdeiro dos Reis de Portugal.

Salvo opinião distinta da minha, não há nenhuma relação entre o Doutor Ventura, o Chega! (onde certamente existirão muitos monárquicos, à semelhança de outros partidos, como por exemplo no Partido Socialista) e o Sr. Duque de Bragança. Houve apenas um interessante e raro movimento de um partido, como outros terão existido no passado, nem que seja pelo Partido Popular Monárquico (PPM), em se dirigir àquele que, para os monárquicos, é o primeiro dos portugueses, tratando-o com o respeito que lhe é, reconhecidamente, merecido.

Como é sabido, o Sr. Duque de Bragança é um dos grandes defensores da etnia cigana em Portugal e, ainda, assim, recebeu o Doutor André Ventura, potencialmente porque, ao contrário daquilo que muita imprensa, já avantajadamente assustada com o Chega!, quer fazer querer, o seu dirigente não é contra os ciganos, porque se o fosse, e pelo que conheço de sua Alteza Real, dificilmente o receberia. Acima de tudo, o que tenha absoluta certeza é que o Sr. Duque é um grande democrata, não daqueles de palavras mas antes de ações concretas, por isso não precisa receber lições de democracia de ninguém, incluindo de monárquicos. A democracia não é só para a festa do Avante, é para todos.

Além disso, o Doutor André Ventura, com este ato revelou inteligência congregadora, respeitando, num ato relativamente informal mas simbólico, que os monárquicos e os simpatizantes da Monarquia, afinal, existem mesmo, e não devem ser poucos…, cabendo ao Sr. Duque de Bragança, enquanto Chefe da Casa Real, mas também como homem que sempre pensou pela sua própria consciência (bem mais à frente que o rebanho – exs.: em 1972 organizou, com um grupo multiétnico angolano, uma lista independente de candidatos à Assembleia Nacional, iniciativa que terminou com a sua expulsão do território angolano por ordens de Marcello Caetano; bem como foi o Presidente da campanha Timor 87, uma campanha de apoio à independência de Timor-Leste; defende um estatuto de Reino Unido para o Continente e Regiões Atlânticas), analisar e tratar, como entender, o que lhe foi exposto, numa reunião, por um dirigente de um partido, como qualquer outro em democracia, que o procurou com interesse e como uma mais valia efetiva, que já começa a tornar-se difícil não ver, para revitalizar o nosso País, face ao estado cadavérico e, assim, apenas continuado por uma já notória necrofilia de interesses da III república.

Por fim, e em suma, contrariamente àquilo que diz o título do artigo do Expresso, concluir que Ventura foi pedir "ajuda no Brasil", apenas porque está um deputado do Senado brasileiro na reunião, é no mínimo um erro de palmatória jornalístico, porquanto o jornal não sabe do que se falou em Sintra. Até podem ter falado em um jogo entre o Flamengo e o Benfica para angariar fundos para ajudar o Olavo Bilac que, pelos vistos, e segundo aquilo que terá afirmado, tem tido dificuldades para comer desde março…

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Onde tudo começou

O local por onde São Miguel começou.

Quando as coisas eram justas e bem feitas, num regime em condições.


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Democracia plena

A Democracia é um conceito que envolve dois pilares: maiorias e liberdade.

Através do segundo pilar é necessário o primeiro não desrespeitar as minorias.

Porém, será desvirtuar a Democracia quando o inverso acontece, ou seja, as minorias imporem-se às maiorias, controlarem-nas e subjugarem-nas. Aí, quando chegamos a esse ponto, já não estamos em Democracia.

No ocidente todas as Monarquias são Democracias, as segundas nasceram nas primeiras e hoje estão no seu estado mais puro e evoluído nos regimes monárquicos.


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Agora mais a sério

Sem falar do Japão, da Noruega, Dinamarca, Suécia, Espanha, Reino Unido, etc, etc, não vos faz impressão ver uma campanha, candidatos e comentadores falarem num "Presidente de Direita" ou "Presidente de Esquerda", quando o Chefe de Estado deveria ser, efetivamente, e não eufemisticamente, de todos os portugueses?


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Pela verdade

Covid, isolamento, distanciamento uns dos outros, tal e tal...De outro prisma comparativo, enquanto todos fugiam por motivo da febre amarela, Lisboa ficava deserta e muitos morriam, todavia, o Rei, D. Pedro V, secundarizando a sua segurança pessoal, recusava abandonar os portugueses doentes e, sempre presente, sem precisar de 'fichas' nas urnas de voto, dava-lhes o apoio e o conforto com a sua presença irredutível.


Pintura: Thomas Jones Barker.

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Sobre liderança

«As batalhas são ganhas ou perdidas por generais, não por oficiais ou soldados»

Ferdinand Foch, General francês (‪1851-1929‬)

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Crise e mudança

«Nunca se assiste a uma verdadeira mudança, a não ser que haja uma crise.»

Milton Friedman

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A vida vai ensinando

Quanto mais livre for um homem, quanto mais ele pensar e for diferente, de mais exclusão e pressão ele irá ser alvo.

Normalmente são os (verdadeiros e natos) líderes, aqueles que querem genuinamente mudar tudo para melhor.

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Liderança

«O homem que deseja dirigir uma orquestra, deve voltar as costas para a multidão.»

Ralph Waldo Emerson


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Humanidade

«Lembra-te da tua humanidade e esquece o resto.»

Bertrand Russel

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Desilusões

«Todas as desilusões são necessárias até que todas as ilusões acabem!»

O Imperador Romano, Marco Aurélio.


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Uma casa dividida


 Expresso.

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Educação

«O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.»

Emmanuel Kant.

«A cultura forma sábios; a educação, homens.»

Louis Bonald.

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Medo

«Mantenha os medos para si mesmo, mas partilhe a sua coragem com os outros.»

Robert Louis Stevenson.

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Debilidades

Contrariamente a quem marca posições e assume responsabilidades, quem se vai governando são os caladinhos.

Daí sermos uma república governamentalmente débil, estruturalmente sem líderes e sem lideranças marcantes.


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Cartas

«Se tivesse tido mais tempo, teria escrito uma carta mais curta.»

Pascal.

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Compromisso

«Um compromisso é uma ação e não uma palavra.»

Abraham Lincoln

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Daí vivermos nesta república de interesses de grupos

«Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado.»

George Orwell ORWELL, G, 1984, Companhia das Letras, 2009.

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Carnaval e mascarados

O Carnaval é a festividade que menos posso ouvir falar em 2021, pois há quase um ano que só vejo gente de máscaras.

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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part VII


Made in Portugal



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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part VI

 

Made in Portugal



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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part V


Made in Portugal


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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part IV

 

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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part III



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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part II

 


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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part I


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Credos e Ideologia ≠ Arte e Cultura

A arte, independentemente das suas expressões, seja ela tradicional, clássica ou pós moderna, serve, primordialmente, para nos preencher o espírito e, inerentemente, motivar-nos, internamente, da forma subjetiva que nos caracteriza casuisticamente.

Superior é o artista que não a confunde com ideologias, potencia-a para o maior patamar.

Mais superior é aquele que enquadra o seu amor pela arte, independentemente de ideologias.

Quem não souber destrinçar isso, estará a cometer um sério erro contra o progresso civilizacional.

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Chega!: Não é o Lobo, é o Pedro

Tal qual como analisei e escrevi (e previ) a 10 de janeiro p.p. o futuro está à porta.

No rescaldo do dia das eleições, Ana Gomes proferiu uma frase muito peculiar, talvez que tenha passado despercebida aos mais desatentos, e que traduzia isto: reúno um grupo de liberais, progressistas, ambientalistas e europeístas.

Antes daquela frase, no aludido artigo do dia 10 foquei para isso mesmo - “Muitos liberais vão se reconfigurar ao próximo contexto, deixando os seus anteriores casulos de disfarce, fossem em partidos de esquerda progressista ou nas muitas sociais democracias partidárias que por aí existem, deixando de haver um conceito de esquerda e direita, mas antes mais próximo de conservadores e liberais (...)” - significando que a Iniciativa Liberal poderá ser o elemento agregador e motivador, sobretudo para os jovens. A juventude millennium já não tem a mínima paciência para, como autómatos pré programados, nascidos após o 25/4, que defendiam, ipsis verbis, sem terem sentido ou conhecido, aquilo que seus pais, avós ou bisavós defenderam no tempo do Estado Novo, como foices e martelos, de uma esquerda rural (...longe do liberalismo sofisticado de Nova Iorque...) por mais caviar que possa ter procurado evoluir para disfarçar cosmeticamente a sua génese e, acima de tudo, não estarem comprometidos, por anuência tácita, com uma passada e injustificável mortandade de seres humanos inocentes para que se impusessem tais ideologias. Uma nova juventude, com uma nova irreverência, provavelmente, por um lado, provinda da Direita tradicional e conservadora, mas, paralelamente, versus e mais assustadoramente, também, derivante do Liberalismo, seja ele vindo da Esquerda ou da pseudo direita, poderão configurar o novo cenário político do século XXI.

O Dr. André Ventura, com todos os males e críticas que lhe possam dirigir e daqueles que, hipoteticamente, até tenham efetivamente certa razão no que lhe qualificam, disse algo determinante no debate direto com Mayan na SIC, e que foi: a Iniciativa Liberal não era de Direita, coisíssima nenhuma. De facto, e por mais voltas que os seus cruéis opositores possam dar, esta é uma verdade indesmentível.
O Liberalismo que foi contido até ao século XX no nosso País, está a reaparecer com a força do século XIX em Portugal, e quando esse mal estiver instalado, e fazendo fé no que escrevi, bem como nas palavras de Ana Gomes, e nas do fundador da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, mas também na daqueles que defendem e promovem os valores da “democracia liberal” como “garantes de liberdade” e que criaram o Instituto '+ Liberdade', um think tank dirigido pelo ex-líder da Iniciativa Liberal, contando com mais de 5.000 membros fundadores, incluindo Adolfo Mesquita Nunes, Carlos Moreira da Silva, Ana Rita Bessa, Lídia Pereira e António Nogueira Leite, significa que algo de muito perigoso está em curso...

Com tal cenário a crescer, com o nítido decréscimo do PCP e do Bloco, os próximo serão o PSD e, conforme as baterias já foram apontadas por Ana Gomes (...essa grande amiga do PS...) e por este artigo do Jornal Económico, também o PS, partido o qual, já sem falar de um Sócrates e dos seus múltiplos correligionários, descendentes e afins Liberais que por lá abundam, poderá ser o que resta abater. Devo dizer que esta posição de Carlos Guimarães Pinto em nada me surpreende, aliás, só vem confirmar as minhas mais profundas certezas.

No dia que os liberais se assumirem e se fundirem, poderá ser, como dizem os Clã, “o começo do fim”. Quiçá, muitos ainda vão perceber e implorar, em tempo, por um perfil de André Ventura, mesmo vindos da esquerda, tal como alguns comunistas que já votam nele, porquanto o futuro não me parece nada risonho, onde se matarão todas as tradições. Por isso já dizia António Sardinha, sim à tradição, não ao conservadorismo. Eu acrescentada: não ao Liberalismo!

O Chega não é o Lobo, é o Pedro e o Pedro tem de se unir com o PPD, o mesmo que dizer com a sua ala Sá Carneirista, bem como com os socialistas de bem, ou seja, os não liberais. Se assim não for, estamos a jeito de termos um Rio de retrocessos civilizacionais.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Forças Armadas Portuguesas

«O Estado-Maior-General das Forças Armadas dirige as mais sinceras condolências a todos os familiares e amigos do Tenente-coronel Comando Marcelino da Mata, militar do Exército Português, nascido na Guiné Portuguesa em 1940.

Ficou conhecido pelos seus actos de bravura e heroísmo praticados durante a Guerra do Ultramar, sendo o militar mais condecorado da História do Exército Português.

Descanse em paz senhor Tenente-coronel!»



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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Uns tiraram vidas mas outros fizeram pior: mataram almas

"O Liberalismo é uma utopia".

Ouvi esta marcante frase, na passada semana, por parte de um leal amigo e empresário de Vila Franca, dos verdadeiros que podem ostentar esse título, daqueles que nunca se vergaram ao maior poder político, o governamental, daqueles que caiem violentamente e reerguem-se, um líder verdadeiro (dos poucos que conheci), um comandante de homens, um defensor feroz dos seus colaboradores, um inconformado contra as regras pré estabelecidas, dotado de uma precisa inteligência analítica mas, acima de tudo, a qualidade que mais lhe admiro, um sentido de humor único e brilhante.

Tal como o Comunismo é uma utopia, também, de facto, o Liberalismo é outra. O primeiro, sobretudo na URSS e na China de Mao, não se coibiu de matar seres humanos aos milhares para impor o seu idealismo. O segundo faz algo ainda pior, não gera sequer mártires, ceifa irredutivelmente as suas almas, a dignidade e a verticalidade deles.

Salazar (mas também, sem descurar, por outra via, o específico Integralismo Lusitano de António Sardinha), percebendo, astutamente, o enraizamento desses dois descomunais perigos, combateu pela força o primeiro e suspendeu, por decreto, o segundo. Criou uma Constituição Corporativista (... para informação dos menos sabedores expressamente inversa ao fascismo que propôs um Rolão Preto... naturalmente com aquele salpico esquerdista que só hoje começa a ser possível reconhecer aos fascistas... não tivesse ele se tornado um opositor a Salazar na Oposição Democrática e pela fundação do Nacional-Sindicalismo), a qual através da cooperação económica das instituições podia estabilizar o Capitalismo, deixar as empresas prosperarem e produzirem, fossem as grandes, as médias ou as pequenas. Recordo os Champalimaud, os Mello, a CUF ou os pequenos comerciantes que proliferavam pelos centros das cidades e pelas aldeias de Portugal com os seus diversos produtos. A indústria funcionava em Portugal como nunca. Tivemos a segunda maior fábrica de tecelagem da Península Ibérica, a Baiona, construíamos barcos, tínhamos uma robusta indústria química, etc. .. talvez por isso crescíamos a 7%...

Acresce a isto que o Estado Corporativista do Prof. António de Oliveira Salazar, tinha uma máquina administrativa sólida, assente na transparência e, acima de tudo, na seriedade, sabendo que política era um aspeto e sociedade civil e económica outro.

Tal como Salazar, sempre, e antes dele, houve Administração, desde Afonso Henriques e, em especial, na gestão complexa do Império Ultramarino. Depois o Estado, antes a Coroa. No mundo, em geral, há Administração e o progresso de um País, não haja qualquer ilusão, depende sempre dela, mas sobretudo da sua eficiência, qualidade, celeridade, regulação e transparência (ou seriedade se preferirem). Um país 100% privado ou próximo disso é niilismo e uma blague.

Ora, a utopia do Liberalismo evidencia-se precisamente por isso, porquanto iludem-se os seus defensores e aqueles que são enganados por aqueles, pois a crua realidade é que quando chegam ao poder não têm outro caminho, como revela a História desde do século XIX, que não se acomodarem, refastelarem e terem de acatar o que lhes diz a Administração. Há poucos dogmas sociais, mas este é incontornável.

Por fim, e a título de exemplo, o CDS-PP e o PSD em algumas das suas franjas ultra liberais, quando foram cheios de força "liberal" para o poder, em 2002 e em 2011, rapidamente renderam-se, e ainda bem que assim foi, ao poder ainda maior da Administração.

Não defendo um Estado absoluto, mas uma negação de um Estado é ainda pior. Um Estado não se deve intrometer em tudo, deve dar liberdade, entrar em áreas muito específicas, deve ser mediador, regulador e ser transparente. Não é preciso sacrificar almas para gerar riqueza, não ao Liberalismo... sempre!


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sábado, 12 de dezembro de 2020

"Furibundos"

«Um homem de bom senso saberá criar melhores oportunidades do que aquelas que se lhe depara.»

Francis Bacon

Para bem do futuro da direita nos Açores é bom que, doravante, o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Eng. Bastos e Silva, siga o que foi definido pelo seu Presidente do Governo Regional ("transição governativa tranquila e colaborante"), aconselhe-se previamente bem com o seu atual DROT, que tem a obrigação de conhecer, pelos 28 anos que ocupa o cargo, todas as operações financeiras envolvendo o Tesouro da RAA, o qual é coberto pelos nossos impostos, em especial as suscitadas na acalorada exposição do seu membro do Governo e, já agora, tivesse tido em consideração o alerta abaixo transcrito do Expresso Curto, do dia 9/12/2020, antes de ter acendido o rastilho para uma inflamada discussão que os açorianos tiveram, desnecessariamente, de assistir na passada semana e que em nada prestigiou e dignificou o nível que a ALRAA devia e merecia ter.

“O novo governo vai encontrar nas bancadas da oposição muitos membros do anterior e alguns deputados socialistas deveras furibundos."*

Por outro lado, e diferentemente, justiça seja feita ao Dr. Duarte Nuno Freitas que num discurso mais elevado, racional, pragmático, político e construtivo na ALRAA, surpreendeu todos ao elogiar a máquina administrativa do Emprego, cuja equipa foi altamente reformulada, em 2016, pela independente Dra. Paula Castelo Borges Andrade, ora Diretora Regional cessante, a qual conseguiu um resultado final na Organização como nunca havia sido constatado nos últimos 28 anos.

Mulher empenhada, trabalhadora, arguta e com experiência técnica muito profunda, com mais de 19 anos no setor, há 4 anos, teve a pronta coragem e determinação, com absoluta clareza, sem rodeios e atrapalhos, procurar falar com aqueles que sabia que seriam mais valias para a RAA, alguns inclusive quadros de direita e até mesmo filiados no PSD, de modo a se rodear de chefias que derivassem da experiência, das provas dadas, do mérito, da qualidade (evidenciada pelas suas avaliações) e da entrega pela causa pública. Hoje, certamente, haveriam naturais e importantes ajustamentos a fazer nessa equipa, mas nós saberíamos quais seriam para a potenciar ainda mais. Em suma, Paula Andrade, não recorreu a boys & girls, mas antes a homens e mulheres qualificados, como acontece nos modelos de Administração europeus mais desenvolvidos.

Os resultados do Emprego, esses, que curiosamente até foram o maior trunfo que o Governo cessante apresentou em campanha..., foram traduzidos numa contínua redução do desemprego, mas sem descurar do muito que se fez, transversalmente, de 2016 a 2020, no universo adjacente ao setor, mormente nos financiamentos do FSE e na Qualificação Profissional, até mesmo quando tudo foi abalroado pela Covid-19, nem aí, a equipa desmobilizou e continuou a produzir medidas estratégicas. Num contexto muito difícil e diferente, para suster o embate que se iniciou naquele março 2020, recorrendo a muito trabalho produzido por este grupo motivado, focado que estava em amparar as empresas e os trabalhadores cujas economias foram abruptamente atingidas pela pandemia (ao contrário do Continente que as medidas equacionadas não foram tão eficazes).

Ora, esse contexto já hoje constatado e comprovado pelo Dr. Duarte Freitas, homem que também liderou o PPD Açores na fase do Dr. Pedro Passos Coelho, relativamente à máquina/equipa até agora coordenada de forma produtiva, célere, altamente dinâmica e modernizada, sobretudo, na lógica do Princípio da Administração Eletrónica, veio, por intermédio do seu discurso, dar um passo importante no reconhecimento que muitos outros não tiveram (exceção feita aos que consigo já apreciar, ou seja, ao sempre inteligente Eng. Mário Mota Borges uma excelente escolha deste XIII GRA e, ainda, à Dra. Sofia Ribeiro) por alegada má apreciação daquilo que é um perfil de líderes, amiguismo, inveja, egoísmo ou simples e/ou vulgar desconhecimento, conseguindo aproximar-se de uma ajuda e de uma eventual lealdade para com ele, as quais serão fulcrais para o seu mandato.

Bem haja o Dr. Duarte Nuno d'Ávila Freitas pelas suas públicas palavras, felicidades ao novo Diretor Regional de Qualificação Profissional e Emprego, mas ainda um sentido e reconhecido agradecimento, mais como cidadão, à Dra. Paula Castelo Borges Andrade por tudo o que fez pela nossa Região, uma mulher de exemplo organizacional que provou que é possível fazer diferente e melhor, deixando legado e uma certeza: um ativo precioso demais para ser desperdiçado seja qual for a ideologia governativa.

*Mota Amaral, presidente honorário do PSD Açores, região de que foi presidente entre 1976 e 1995, sobre a discussão e aprovação do programa do novo Executivo açoriano, que decorreu entre segunda e sexta-feira.



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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)