Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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domingo, 2 de maio de 2021

O tuning jurídico

Imaculadamente sem incluir o Dr. Pedro Passos Coelho, único Primeiro Ministro que reconheci estatuto e nível de Estado para esse cargo que desempenhou, de certo modo é compreensível o despacho instrutório de ontem, porquanto o bloco da governança entre 74 e 21 começa a estar, verdadeiramente, encurralado e a entrar num beco sem saída: é defender Salgado e Sócrates que muito sabem...ou a queda do regime por partidos novos, com linguagem concisa e objetiva e, consequentemente, nova Constituição, bastando de remendos, pois a CRP da III república já parece um tuning jurídico.


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sábado, 13 de fevereiro de 2021

REGIME = III REPÚBLICA PORTUGUESA

GOVERNOS = Por partido do PM empossado (só ou em coligação) e, ainda, de iniciativa presidencial

PS

- Só

- -» I Governo Constitucional - ‪1976-1978‬
--» XIII Governo Constitucional - ‪1995-1999‬
--» XIV Governo Constitucional - ‪1999-2002‬
--» XVII Governo Constitucional - ‪2005-2009‬
--» XVIII Governo Constitucional - ‪2009-2011‬
--» XXI Governo Constitucional - ‪2015-2019‬
--» XXII Governo Constitucional - 2019-a decorrer

- Em coligação

--» II Governo Constitucional - 1978
--» IX Governo Constitucional - ‪1983-1985‬

PSD

- Só

--» X Governo Constitucional - ‪1985-1987‬
--» XI Governo Constitucional - ‪1987-1991‬
--» XII Governo Constitucional - ‪1991-1995‬

- Em coligação

--» VI Governo Constitucional - ‪1980-1981‬
--» VII Governo Constitucional - 1981
--» VIII Governo Constitucional - ‪1981-1983‬
--» XV Governo Constitucional - ‪2002-2004‬
--» XVI Governo Constitucional - ‪2004-2005‬
--» XIX Governo Constitucional - ‪2011-2015‬
--» XX Governo Constitucional - 2015

GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL

--» III Governo Constitucional - 1978
--» IV Governo Constitucional - ‪1978-1979‬
--» V Governo Constitucional - ‪1979-1980‬

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domingo, 19 de abril de 2020

10%

«Os políticos corruptos fazem que os outros 10% pareçam maus»

Henry Kissinger (1923)

Imagem - The Economic Times ©️

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Envelopes pequenos

Se algum dia viajar para a Grécia, já sei: 

--» Tenho de levar na bagagem muitos envelopes!

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domingo, 18 de janeiro de 2015

Sobre a corrupção

Concordo em quase tudo que defende Paulo Morais. 
A sua tese foca, sobretudo, os malefícios do actual sistema partidário ...o que está absolutamente certo.
Ele assume-se, contudo, como republicano. Entendo que este é o calcanhar de Aquiles daquilo que tanto defende. Digo isto por uma razão simples...o PR é generalizadamente o líder mor de um partido e cujo carreirismo atingiu o último patamar.
Se confrontasse Morais, dir-lhe-ia que tem de fazer um ajustamento para a sua teoria ficar completa...e esse chama-se Monarquia. As Monarquias estão também objectivamente à frente nesse domínio...são os índices que o revelam.
Em jeito prévio de Morais me dar razão ....deverá ser por isso que cita um Rei no assunto corrupção.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Índice de Percepção de Corrupção 2014

São os dados objectivos do costume, nestes índices distintivos de civilidade e progresso a que Portugal teima em aderir mantendo o actual regime. Ou seja, para 2014, 11 (incluindo os 2 primeiros países), nos 15 primeiros, são monarquias.

Sempre coincidência…!? Não acredito em coincidências. São mesmo factos concretos derivantes dos grandes benefícios do regime monárquico e que assentam na grande instituição, de exemplo, referencia e idoneidade, que é o Rei.

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A ver

Mais uma excelente conversa conduzida por Luís Osório.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ruinoso

Finalmente o que sempre foi óbvio para mim, começa a ser óbvio para todos:

- O Regime está a ruir!

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A mentira dos homens | A verdade das máquinas

Não vi, na passada 3.ª feira, um único argumento para a vitória do Schalke 04...a não ser o do árbitro de baliza.

O Sporting marcou 2 golos em inferioridade numérica e bateu-se sempre destemidamente e com categoria.

É lastimável como se perde um jogo daquela maneira. É repudiável não existirem garantias electrónicas ou mesmos pós desafio (jurídicas eventualmente), que reponham a verdade do jogo. É uma tremenda injustiça que a melhor equipa tenha saído com uma derrota imerecida!

Lamento dizê-lo, mas: saiam os homens e entrem as máquinas!

É preciso denunciar a corrupção. «Foi a máfia russa no seu melhor». Há que acabar com a impunidade ...mesmo que os resultados sejam inexpressivos.

Contudo, e apesar das trevas, estas são as maiores vitórias, pois nós sabemos quem é justamente merecedor.

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Temos o que merecemos

Faria um Rei sentido com a classe política republicana que se gerou a partir do séc. XIX? Fará sentido um Rei constitucional, neutral, impoluto, preparado, independente de partidos, que coloque o País e os portugueses acima de tudo, perante um tecido político como aquele que gerou a república? Fará sentido um Rei num País que, ao contrário dos países mais desenvolvidos do mundo, ou seja monarquias, esteja imaculado no meio de uma massa de grupos de decisão preocupados com os seus amiguismos e lóbis? Fará sentido um Rei quando o circuito e a linguagem político-financeira que, supostamente gere-nos mas gere-se, nem tempo dá para reflectir sobre o nosso melhor caminho e destino? 

Para mim um Rei faz hoje todo e mais sentido, mas isso sou eu que me encaixo honrosamente neste povo debilitado.
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domingo, 18 de março de 2012

A insana utopia da república

Aquilo que a república apregoava fazer, falhou. Continua a falhar. Pior, estamos muito mais fracos hoje do que estávamos em 1910.
Temos hoje uma Cultura fraca e o progressismo, bom o progressismo, não existe. Limitámo-nos a copiar os outros…e mal.

Presentemente é factual a nossa necessidade de mudança. À luz dos índices do presente e da realidade republicana de 101 anos, esta insanidade regimental masoquista já traduz uma maior utopia em manter a república do que regressarmos a Monarquia. Esta realidade já assume contornos responsabilizadores até dos próprios cidadãos que deviam estar mais atentos aos novos ventos vindos da Europa e até do mundo árabe…

Quando digo que Portugal não foi edificado para funcionar neste actual modelo (e por isso nunca funcionará) não se trata de mera retórica. Durante 767 anos Portugal assentou sobre a égide de um árbitro. A partir de 5-10-1910 substituímo-lo por um jogador. Esse jogador nunca terá a necessária preparação de árbitro. Um jogador como os demais…

Já em época de “jogadores”, são os indicadores que nos vêm dizer que nunca tivemos tanta corrupção como hoje. Ela estende-se desde da sociedade civil, a passar pela política, pelos agentes do Estado indo até ao tecido empresarial. Mas afinal qual é o problema? O problema desse aumento desmesurado que nos leva ao fundo e à improdutividade, relaciona-se com o facto das nossas instituições já não terem uma referência séria e sólida, estruturada na neutralidade do topo. Exemplificando com a ficção: Os do 1.º grau dizem que podem acumular funções com as que exercem a título principal para o povo, pois os acima têm empresas. Os do 2.º grau estão a marimbar-se para tudo, pois os que ocupam o topo da hierarquia já foram um deles e por isso ou: vendem coisas antes dos outros por dica estreita; colocam filhos em multinacionais ou em lugares públicos; compram e vendem diamantes no estrangeiro.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)