Posto o intróito, e para que se saiba, Portugal é muito mais antigo que Espanha. Logo a nossa cultura, enquanto Nação constituída, é mais antiga do que a espanhola. Portugal, embora pequeno em território, nunca foi tomado pela força por aquele manto de retalhos que mais tarde veio a designar-se por Espanha. Este país vizinho nasce por obra da conjugação de uma quase infinidade de elementos que, por sorte divina, estavam à data alinhados levando o Imperador Carlos V a conseguir criar, no séc. XVI, aquilo que hoje se chama Espanha.
Por isto tudo, é difícil entender o porquê de uns senhores, mui "lusitanos", como são José Saramago, Ricardo Espírito Santo e o nosso (in)dependente Governo da república "zapateriano"…perdão…"socrático", estarem a açambarcar, de forma preocupante e repetitiva, mais explicita ou não, mais contributiva ou não, uma profunda idiotice conceptual designada por "Iberismo", comummente designada por união ibérica entre Portugal e Espanha. De maior consciência, nos valeu a determinação da Dra. Manuel Ferreira Leite que pôs o dedo na ferida e, a bom tempo, colocou alguma ordem nestas trocas e baldrocas que vêm sido seguidas por Portugal em relação a Espanha. Menos bem tem estado, em tão grave matéria, o seu anterior líder de partido, agora presidente da república, o Prof. Aníbal Cavaco Silva. Pelo que espera ele para se manifestar em relação a estes claríssimos atentados à autodeterminação de Portugal em relação a nuestros hermanos ? O que falta para que seja feito um ponto de ordem, pela presidência da república, neste já insistente assunto? Não nos esqueçamos que já não estamos em Monarquia, e que não temos mais um D. João IV para nos salvar…
Diário de Notícias (José Saramago)
Público (Ricardo Espírito Santo)
http://economia.publico.pt/noticia.aspx?id=1393685&showComment=1&p=4
El País (Candidatos às legislativas 09)
«La líder de la oposición ha señalado que no le gusta "que los españoles se metan en la política portuguesa" y ha justificado el interés de España por que el tren de alta velocidad llegue a Portugal a que, de ser así, recibirá más fondos de la Unión Europea. Sócrates defiende en cambio las "inversiones en las redes de alta velocidad" para ayudar a superar la crisis y ha criticado que la candidata de la oposición que esté dispuesta a faltar a su palabra con España y a echarse atrás en un proyecto que respaldó cuando era ministra en 2003»
Fonte - http://www.elpais.com/articulo/internacional/AVE/enfrenta/principales/candidatos/legislativas/Portugal/elpepuint/20090913elpepuint_1/Tes