Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Não se iludam: Soares foi hoje o grande amigalhaço de Cavaco!

Muitos podem pensar que, no fundo no fundo, Cavaco só pode ser monárquico pois com esses desvarios todos o presidente tem deixado a cru, de facto, o que é esse regime que nos foi imposto à força em 5-10-1910. Isso devem pensar, sobretudo, preocupados, os verdadeiros republicanos, jacobinos, maçons e afastados, por elitismo, do povo e que ainda vão abundando por aí. Ou seja, aqueles que ainda vão efectivamente mandando no País.

Porém, e para que fique claro, Cavaco não é monárquico. É republicano, católico e filho de um gasolineiro.

Ora é esse estatuto que irrita os republicanos elitistas! Os verdeiros republicanos, a mesma turma (aquela que obriga Seguro a prometer o regresso do feriado) que derrubou uma democracia progressista em 1910 e implantou a república pelas armas para alguns se governarem e deixar o povo na miséria (I e III repúblicas).

Porém, quando se fala de filhos de gasolineiros ou de elitistas republicanos, a malha é toda a mesma…e puxam todos para o mesmo lado.

Por isso é que Soares ao dizer o que disse hoje sobre Cavaco, não foi mais que o seu maior protector. Não podia ser mais evasivo pelo regime. Cavaco, ficas-lhe a dever essa!

Cobardolas (como supostamente também terá sido na Escola Artística António Arroio) é a melhor forma de disfarçar o óbvio. Fugir para o Pátio da Galé, longe da "ralé", não foi aquilo que a maioria se calhar pensou e bradou.

Estou perfeitamente convencido que o regime, sobretudo no Continente, está efectivamente a tremer, exactamente como em 1908. A crise, o desemprego o desespero começa a gerar, mais do que as manifestações diluídas do PC e da CGTP-IN, pessoas que já nada têm a perder. D. Carlos e o Príncipe Real foram mortos pela Carbonária, hoje pode ser o povo a retribuir a factura, na mesma moeda, à república que se governa.

Não tenho a mínima dúvida que os festejos da república foram para onde foram, ainda por cima quando era preciso dar alguma injecção de entusiasmo, porque haviam fortes suspeitas de algo mais grave a pairar no ar…não há outra explicação objectiva.
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«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

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