Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A tábua rasa...

Não foi por acaso que também se fez tábua rasa dos dois reinos (ou seja de duas nações): Portugal e Algarve. A partir de 1910 sempre foi da máxima "conveniência" republicana não se falar da forma como se tratou (ou não tratou) o assunto: Algarve. 
Muitas vezes os "republicanos moderados" (a maioria...) dizem, por um lado, que: "não vêem hoje uma Monarquia em Portugal". Isso sucede infelizmente porque a informação não é suficiente. Mas como sabemos, tal facto não é culpa do português comum, que vive em sua casa, que tem de sustentar uma família e que tem mais com que se preocupar. Aqui é que ressalta a crueldade histórica dos carbonários republicanos nos dias 01/02/1908 e 05/10/1910...pois sabiam que estas eram questões que o tempo e as condições humanas se encarregariam de apagar.
Por outro lado, os mesmos portugueses dizem também: "em Espanha se não existisse um Rei, aquele país não subsistia". Pura incoerência!
Ou seja, o assunto lá para os espanhóis é bom, pois unifica as fortes facções historicamente divergentes. Porém, para nós, já "não serve"...pois não precisamos de "união"! Mas os resultados estão à vista de todos... O Portugal republicano dilui, de dia para dia, a sua identidade e as bandeiras espanholas já começam a dar ao vento no Minho... 
 
Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!