Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Liderança

«O homem que deseja dirigir uma orquestra, deve voltar as costas para a multidão.»

Ralph Waldo Emerson


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Humanidade

«Lembra-te da tua humanidade e esquece o resto.»

Bertrand Russel

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Desilusões

«Todas as desilusões são necessárias até que todas as ilusões acabem!»

O Imperador Romano, Marco Aurélio.


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Uma casa dividida


 Expresso.

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Educação

«O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.»

Emmanuel Kant.

«A cultura forma sábios; a educação, homens.»

Louis Bonald.

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Medo

«Mantenha os medos para si mesmo, mas partilhe a sua coragem com os outros.»

Robert Louis Stevenson.

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Debilidades

Contrariamente a quem marca posições e assume responsabilidades, quem se vai governando são os caladinhos.

Daí sermos uma república governamentalmente débil, estruturalmente sem líderes e sem lideranças marcantes.


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Cartas

«Se tivesse tido mais tempo, teria escrito uma carta mais curta.»

Pascal.

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Compromisso

«Um compromisso é uma ação e não uma palavra.»

Abraham Lincoln

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Daí vivermos nesta república de interesses de grupos

«Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado.»

George Orwell ORWELL, G, 1984, Companhia das Letras, 2009.

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Carnaval e mascarados

O Carnaval é a festividade que menos posso ouvir falar em 2021, pois há quase um ano que só vejo gente de máscaras.

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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part VII


Made in Portugal



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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part VI

 

Made in Portugal



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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part V


Made in Portugal


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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part IV

 

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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part III



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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part II

 


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SELECTION SOUNDZZZzzz! Part I


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Credos e Ideologia ≠ Arte e Cultura

A arte, independentemente das suas expressões, seja ela tradicional, clássica ou pós moderna, serve, primordialmente, para nos preencher o espírito e, inerentemente, motivar-nos, internamente, da forma subjetiva que nos caracteriza casuisticamente.

Superior é o artista que não a confunde com ideologias, potencia-a para o maior patamar.

Mais superior é aquele que enquadra o seu amor pela arte, independentemente de ideologias.

Quem não souber destrinçar isso, estará a cometer um sério erro contra o progresso civilizacional.

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Chega!: Não é o Lobo, é o Pedro

Tal qual como analisei e escrevi (e previ) a 10 de janeiro p.p. o futuro está à porta.

No rescaldo do dia das eleições, Ana Gomes proferiu uma frase muito peculiar, talvez que tenha passado despercebida aos mais desatentos, e que traduzia isto: reúno um grupo de liberais, progressistas, ambientalistas e europeístas.

Antes daquela frase, no aludido artigo do dia 10 foquei para isso mesmo - “Muitos liberais vão se reconfigurar ao próximo contexto, deixando os seus anteriores casulos de disfarce, fossem em partidos de esquerda progressista ou nas muitas sociais democracias partidárias que por aí existem, deixando de haver um conceito de esquerda e direita, mas antes mais próximo de conservadores e liberais (...)” - significando que a Iniciativa Liberal poderá ser o elemento agregador e motivador, sobretudo para os jovens. A juventude millennium já não tem a mínima paciência para, como autómatos pré programados, nascidos após o 25/4, que defendiam, ipsis verbis, sem terem sentido ou conhecido, aquilo que seus pais, avós ou bisavós defenderam no tempo do Estado Novo, como foices e martelos, de uma esquerda rural (...longe do liberalismo sofisticado de Nova Iorque...) por mais caviar que possa ter procurado evoluir para disfarçar cosmeticamente a sua génese e, acima de tudo, não estarem comprometidos, por anuência tácita, com uma passada e injustificável mortandade de seres humanos inocentes para que se impusessem tais ideologias. Uma nova juventude, com uma nova irreverência, provavelmente, por um lado, provinda da Direita tradicional e conservadora, mas, paralelamente, versus e mais assustadoramente, também, derivante do Liberalismo, seja ele vindo da Esquerda ou da pseudo direita, poderão configurar o novo cenário político do século XXI.

O Dr. André Ventura, com todos os males e críticas que lhe possam dirigir e daqueles que, hipoteticamente, até tenham efetivamente certa razão no que lhe qualificam, disse algo determinante no debate direto com Mayan na SIC, e que foi: a Iniciativa Liberal não era de Direita, coisíssima nenhuma. De facto, e por mais voltas que os seus cruéis opositores possam dar, esta é uma verdade indesmentível.
O Liberalismo que foi contido até ao século XX no nosso País, está a reaparecer com a força do século XIX em Portugal, e quando esse mal estiver instalado, e fazendo fé no que escrevi, bem como nas palavras de Ana Gomes, e nas do fundador da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, mas também na daqueles que defendem e promovem os valores da “democracia liberal” como “garantes de liberdade” e que criaram o Instituto '+ Liberdade', um think tank dirigido pelo ex-líder da Iniciativa Liberal, contando com mais de 5.000 membros fundadores, incluindo Adolfo Mesquita Nunes, Carlos Moreira da Silva, Ana Rita Bessa, Lídia Pereira e António Nogueira Leite, significa que algo de muito perigoso está em curso...

Com tal cenário a crescer, com o nítido decréscimo do PCP e do Bloco, os próximo serão o PSD e, conforme as baterias já foram apontadas por Ana Gomes (...essa grande amiga do PS...) e por este artigo do Jornal Económico, também o PS, partido o qual, já sem falar de um Sócrates e dos seus múltiplos correligionários, descendentes e afins Liberais que por lá abundam, poderá ser o que resta abater. Devo dizer que esta posição de Carlos Guimarães Pinto em nada me surpreende, aliás, só vem confirmar as minhas mais profundas certezas.

No dia que os liberais se assumirem e se fundirem, poderá ser, como dizem os Clã, “o começo do fim”. Quiçá, muitos ainda vão perceber e implorar, em tempo, por um perfil de André Ventura, mesmo vindos da esquerda, tal como alguns comunistas que já votam nele, porquanto o futuro não me parece nada risonho, onde se matarão todas as tradições. Por isso já dizia António Sardinha, sim à tradição, não ao conservadorismo. Eu acrescentada: não ao Liberalismo!

O Chega não é o Lobo, é o Pedro e o Pedro tem de se unir com o PPD, o mesmo que dizer com a sua ala Sá Carneirista, bem como com os socialistas de bem, ou seja, os não liberais. Se assim não for, estamos a jeito de termos um Rio de retrocessos civilizacionais.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Forças Armadas Portuguesas

«O Estado-Maior-General das Forças Armadas dirige as mais sinceras condolências a todos os familiares e amigos do Tenente-coronel Comando Marcelino da Mata, militar do Exército Português, nascido na Guiné Portuguesa em 1940.

Ficou conhecido pelos seus actos de bravura e heroísmo praticados durante a Guerra do Ultramar, sendo o militar mais condecorado da História do Exército Português.

Descanse em paz senhor Tenente-coronel!»



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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Uns tiraram vidas mas outros fizeram pior: mataram almas

"O Liberalismo é uma utopia".

Ouvi esta marcante frase, na passada semana, por parte de um leal amigo e empresário de Vila Franca, dos verdadeiros que podem ostentar esse título, daqueles que nunca se vergaram ao maior poder político, o governamental, daqueles que caiem violentamente e reerguem-se, um líder verdadeiro (dos poucos que conheci), um comandante de homens, um defensor feroz dos seus colaboradores, um inconformado contra as regras pré estabelecidas, dotado de uma precisa inteligência analítica mas, acima de tudo, a qualidade que mais lhe admiro, um sentido de humor único e brilhante.

Tal como o Comunismo é uma utopia, também, de facto, o Liberalismo é outra. O primeiro, sobretudo na URSS e na China de Mao, não se coibiu de matar seres humanos aos milhares para impor o seu idealismo. O segundo faz algo ainda pior, não gera sequer mártires, ceifa irredutivelmente as suas almas, a dignidade e a verticalidade deles.

Salazar (mas também, sem descurar, por outra via, o específico Integralismo Lusitano de António Sardinha), percebendo, astutamente, o enraizamento desses dois descomunais perigos, combateu pela força o primeiro e suspendeu, por decreto, o segundo. Criou uma Constituição Corporativista (... para informação dos menos sabedores expressamente inversa ao fascismo que propôs um Rolão Preto... naturalmente com aquele salpico esquerdista que só hoje começa a ser possível reconhecer aos fascistas... não tivesse ele se tornado um opositor a Salazar na Oposição Democrática e pela fundação do Nacional-Sindicalismo), a qual através da cooperação económica das instituições podia estabilizar o Capitalismo, deixar as empresas prosperarem e produzirem, fossem as grandes, as médias ou as pequenas. Recordo os Champalimaud, os Mello, a CUF ou os pequenos comerciantes que proliferavam pelos centros das cidades e pelas aldeias de Portugal com os seus diversos produtos. A indústria funcionava em Portugal como nunca. Tivemos a segunda maior fábrica de tecelagem da Península Ibérica, a Baiona, construíamos barcos, tínhamos uma robusta indústria química, etc. .. talvez por isso crescíamos a 7%...

Acresce a isto que o Estado Corporativista do Prof. António de Oliveira Salazar, tinha uma máquina administrativa sólida, assente na transparência e, acima de tudo, na seriedade, sabendo que política era um aspeto e sociedade civil e económica outro.

Tal como Salazar, sempre, e antes dele, houve Administração, desde Afonso Henriques e, em especial, na gestão complexa do Império Ultramarino. Depois o Estado, antes a Coroa. No mundo, em geral, há Administração e o progresso de um País, não haja qualquer ilusão, depende sempre dela, mas sobretudo da sua eficiência, qualidade, celeridade, regulação e transparência (ou seriedade se preferirem). Um país 100% privado ou próximo disso é niilismo e uma blague.

Ora, a utopia do Liberalismo evidencia-se precisamente por isso, porquanto iludem-se os seus defensores e aqueles que são enganados por aqueles, pois a crua realidade é que quando chegam ao poder não têm outro caminho, como revela a História desde do século XIX, que não se acomodarem, refastelarem e terem de acatar o que lhes diz a Administração. Há poucos dogmas sociais, mas este é incontornável.

Por fim, e a título de exemplo, o CDS-PP e o PSD em algumas das suas franjas ultra liberais, quando foram cheios de força "liberal" para o poder, em 2002 e em 2011, rapidamente renderam-se, e ainda bem que assim foi, ao poder ainda maior da Administração.

Não defendo um Estado absoluto, mas uma negação de um Estado é ainda pior. Um Estado não se deve intrometer em tudo, deve dar liberdade, entrar em áreas muito específicas, deve ser mediador, regulador e ser transparente. Não é preciso sacrificar almas para gerar riqueza, não ao Liberalismo... sempre!


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sábado, 12 de dezembro de 2020

"Furibundos"

«Um homem de bom senso saberá criar melhores oportunidades do que aquelas que se lhe depara.»

Francis Bacon

Para bem do futuro da direita nos Açores é bom que, doravante, o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Eng. Bastos e Silva, siga o que foi definido pelo seu Presidente do Governo Regional ("transição governativa tranquila e colaborante"), aconselhe-se previamente bem com o seu atual DROT, que tem a obrigação de conhecer, pelos 28 anos que ocupa o cargo, todas as operações financeiras envolvendo o Tesouro da RAA, o qual é coberto pelos nossos impostos, em especial as suscitadas na acalorada exposição do seu membro do Governo e, já agora, tivesse tido em consideração o alerta abaixo transcrito do Expresso Curto, do dia 9/12/2020, antes de ter acendido o rastilho para uma inflamada discussão que os açorianos tiveram, desnecessariamente, de assistir na passada semana e que em nada prestigiou e dignificou o nível que a ALRAA devia e merecia ter.

“O novo governo vai encontrar nas bancadas da oposição muitos membros do anterior e alguns deputados socialistas deveras furibundos."*

Por outro lado, e diferentemente, justiça seja feita ao Dr. Duarte Nuno Freitas que num discurso mais elevado, racional, pragmático, político e construtivo na ALRAA, surpreendeu todos ao elogiar a máquina administrativa do Emprego, cuja equipa foi altamente reformulada, em 2016, pela independente Dra. Paula Castelo Borges Andrade, ora Diretora Regional cessante, a qual conseguiu um resultado final na Organização como nunca havia sido constatado nos últimos 28 anos.

Mulher empenhada, trabalhadora, arguta e com experiência técnica muito profunda, com mais de 19 anos no setor, há 4 anos, teve a pronta coragem e determinação, com absoluta clareza, sem rodeios e atrapalhos, procurar falar com aqueles que sabia que seriam mais valias para a RAA, alguns inclusive quadros de direita e até mesmo filiados no PSD, de modo a se rodear de chefias que derivassem da experiência, das provas dadas, do mérito, da qualidade (evidenciada pelas suas avaliações) e da entrega pela causa pública. Hoje, certamente, haveriam naturais e importantes ajustamentos a fazer nessa equipa, mas nós saberíamos quais seriam para a potenciar ainda mais. Em suma, Paula Andrade, não recorreu a boys & girls, mas antes a homens e mulheres qualificados, como acontece nos modelos de Administração europeus mais desenvolvidos.

Os resultados do Emprego, esses, que curiosamente até foram o maior trunfo que o Governo cessante apresentou em campanha..., foram traduzidos numa contínua redução do desemprego, mas sem descurar do muito que se fez, transversalmente, de 2016 a 2020, no universo adjacente ao setor, mormente nos financiamentos do FSE e na Qualificação Profissional, até mesmo quando tudo foi abalroado pela Covid-19, nem aí, a equipa desmobilizou e continuou a produzir medidas estratégicas. Num contexto muito difícil e diferente, para suster o embate que se iniciou naquele março 2020, recorrendo a muito trabalho produzido por este grupo motivado, focado que estava em amparar as empresas e os trabalhadores cujas economias foram abruptamente atingidas pela pandemia (ao contrário do Continente que as medidas equacionadas não foram tão eficazes).

Ora, esse contexto já hoje constatado e comprovado pelo Dr. Duarte Freitas, homem que também liderou o PPD Açores na fase do Dr. Pedro Passos Coelho, relativamente à máquina/equipa até agora coordenada de forma produtiva, célere, altamente dinâmica e modernizada, sobretudo, na lógica do Princípio da Administração Eletrónica, veio, por intermédio do seu discurso, dar um passo importante no reconhecimento que muitos outros não tiveram (exceção feita aos que consigo já apreciar, ou seja, ao sempre inteligente Eng. Mário Mota Borges uma excelente escolha deste XIII GRA e, ainda, à Dra. Sofia Ribeiro) por alegada má apreciação daquilo que é um perfil de líderes, amiguismo, inveja, egoísmo ou simples e/ou vulgar desconhecimento, conseguindo aproximar-se de uma ajuda e de uma eventual lealdade para com ele, as quais serão fulcrais para o seu mandato.

Bem haja o Dr. Duarte Nuno d'Ávila Freitas pelas suas públicas palavras, felicidades ao novo Diretor Regional de Qualificação Profissional e Emprego, mas ainda um sentido e reconhecido agradecimento, mais como cidadão, à Dra. Paula Castelo Borges Andrade por tudo o que fez pela nossa Região, uma mulher de exemplo organizacional que provou que é possível fazer diferente e melhor, deixando legado e uma certeza: um ativo precioso demais para ser desperdiçado seja qual for a ideologia governativa.

*Mota Amaral, presidente honorário do PSD Açores, região de que foi presidente entre 1976 e 1995, sobre a discussão e aprovação do programa do novo Executivo açoriano, que decorreu entre segunda e sexta-feira.



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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Fecha-se o circulo

Até ao que consegui alcançar, a engenhosa cilada política montada por Carlos César está a postos.

Resta apenas à Coligação, numa última hipótese de se poder reposicionar com vista a almejar uma chegada a bom porto, fazer algo expedito, determinado e objetivo: reequacionar urgentemente, quando ainda pode, e ainda faltam dias, poucos, mas dias, alguns nomes nevrálgicos dos Diretores Regionais e/ou, também, a restante hipótese, de subdiretores, nos casos que os últimos existirem, sobretudo, nas pastas mais difíceis e complexas. Seria mesmo de lhes questionar, sem demoras, sobretudo naquelas preditas pastas, se os entretanto pré designados, agora que viram o que irão ocupar, se sentem preparados? Perguntem-lhes, em consciência, repito, em consciência, antes que seja tarde demais. Aqui não está em questão as pessoas, a sua honestidade ou integridade, mas a experiência, o conhecimento e os critérios técnicos que o difícil cenário exige em serviço público e em serviço dos açorianos.

Pela experiência entretanto colhida, quer perante cocidadãos, quer, transversalmente, na Administração Pública Regional, e face às evidências factuais que já se vão definindo e ficando determinadas, confesso, como alguém de ideologia de direita, que já me sinto um pouco envergonhado, pois já me começam a escassear os argumentos e a motivação para defender esta Coligação em relação aos entendimentos que aludi, sabendo que ela pode comprometer, por assentar, no Parlamento, em pilaretes muito instáveis, toda a direita açoriana por um período igual ou superior a 12 anos, face ao prestígio, a experiência e a imagem que Vasco Cordeiro ainda possui na Região Autónoma dos Açores, político que está ora de resguardo a esperar a melhor altura para desferir um golpe fatal ao PSD, CDS e PPM.

Ou seja, objetivamente, e sem rodeios, a esta Coligação recai a enorme responsabilidade de governação no difícil e atual cenário epidemiológico em crescente e de economia débil mas, sobretudo, a responsabilidade de não comprometer a direita e aqueles que são de direita por mais um longo período das suas vidas, ficando registada na História deste arquipélago, para todo o sempre, nessa última referência e, pior, com a agravante de ter sido "tomado de assalto pela ânsia de poder" conforme alegam e alegarão sempre as esquerdas.

Lembre-se a Coligação que, estruturalmente, depende mais de alguns que esses alguns dela e do seu corpo governativo. Depende, determinantemente, conforme já referi e repito, daqueles que têm experiência de muitos anos, que conhecem os quadros, os procedimentos, as orgânicas, as leis, as responsabilidades financeiras, que nunca se vergaram ao socialismo (...embora outros que sim já ocupam hoje cargos nevrálgicos, incluindo ex de "confiança política" socialista...) mas, sobretudo, a pode defender daqueles que, dirigentes ou não, dissimuladamente pertencem à ideologia de esquerda e, enquanto sólidos sabedores implantados em 24 anos de governação PS, que podem completa, fácil e habilmente desfazerem um governante como se fosse uma marionete sem sequer ele se aperceber.

Saliento, em suma, e por fim, que estruturalmente estes trabalhadores da administração publica regional conhecidamente não socialistas são mais importantes para a Coligação do que a Coligação para eles.
Fica, pois, o alerta: “quem avisa, amigo é”. O cenário disto correr muito, muito, muito mal é amplamente extenso.



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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

2020 NÃO É 1996

O Presidente do Governo Regional indigitado disse, e muito bem, querer uma transição tranquila e colaborante.

Ora, 2020 não é 1996. Com a presente realidade pandémica a crescer, uma economia açoriana para assegurar/recuperar, na qual, por exemplo, a política de emprego, sempre muito específica e técnica, é fulcral e, ainda, os dossiers da Saúde e da SATA, bem como sem descurar que o ritmo de trabalho hoje na Administração Pública Regional (AP Regional) é muito mais elevado, mas também mais técnico, tecnológico e complexo que há 24 anos atrás, a tarefa governativa em 2020 é absolutamente diferente e mais exigente que em 1996 quando tudo era tranquilo e simplificado.

Ou seja, a posição assumida por José Manuel Bolieiro de uma transição tranquila e colaborante não só é de bom senso, como é objetiva e, sobretudo, a única hipótese desta Coligação sobreviver.

A grande realidade é que esta Coligação não tem sequer tempo para arrancar, não tem estado de graça como teve o Partido Socialista em 1996, porquanto um arranque tardio pode significar um enorme prejuízo político para ela e, consequentemente, para os açorianos.

Esta Coligação, para sobreviver, não pode generalizadamente politizar a sua gestão, mas também não deve procurar manter socialistas só por manter. Deve, acima de tudo, e muito importante, procurar quadros especializados, com vasta experiência, conhecedores dos meandros e das múltiplas leis que organizam a AP Regional e até revelem traquejo nas responsabilidades dos compromissos financeiros e, principalmente, que nunca se tenham vincado ou vergado à ideologia socialista, homens ou mulheres de confiança que podem conduzir a Coligação para bom porto. Eles estão aí, são conhecidos, conhecem-se, basta se articularem para que possam assessorar, dar suporte aos gabinetes, inclusive ao Presidente em matérias de específicas governativas, etc, só assim os novos membros governativos, mesmo que politizados, podem sobreviver nesta XIII legislatura.

Se não for por esta via, conforme referido no parágrafo precedente, os novos nomes que quase ou nenhuma experiência tiverem, sejam secretários ou especialmente diretores regionais, serão como carneiros enviados para o matadouro, face a uma Administração que sai de mais de duas décadas de governação socialista. Isto é, estarão numa situação frágil, muito frágil, e durarão pouco, perante uma oposição muito forte, preparada e que conhece profundamente os dossiers e, assim, colocando Vasco Cordeiro à espreita, já com o “reset” concluído para fazer 3 novos mandatos, para regressar rápido ao poder dado ser um experiente e incisivo parlamentar.

Para finalizar, importa focar as palavras do candidato da Iniciativa Liberal que foi o único que entendeu, politicamente, o problema e tocou na ferida, a 2/11/2020:
“(…) há na Administração Pública Regional gente muito válida, gente que tem lugares de chefia que não é do Partido Socialista e com essa gente não se pode mexer para por lá outros que não sejam competentes e que tenham um cartão partidário de cor diferente (…)”*.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Direita, Hip, hip, Úria!

Hoje fiquei, altamente, surpreendido ao saber que o Samuel Úria é de Direita.

Pensei que nesta república proto PREC isso não fosse já possível.

Contudo, sempre há em Portugal, como na Inglaterra existem aos pontapés, artistas de ideias anti comunistas, sendo estes hoje a verdadeira rebeldia e irreverência fora do rebanho esquerdista, já chato, bolorento e comercialmente infindável.

Bravo Úria.



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domingo, 13 de setembro de 2020

"Irresponsáveis" e "paranóicos"!

Estou absolutamente preocupado com o estado do meu País como nunca antes...nem mesmo nos tempos de José Sócrates.

Precisamente porque a situação é muito grave, onde já estamos factualmente num regime que está impondo sanções a pessoas e estas segregadas da sua plena liberdade como é o caso da família Mesquita Guimarães (...e já nem falo da péssima e castradora gestão que somos sujeitos quanto à Covid-19), que recorro a todos aqueles que têm formação democrática para derrubar este esquema que se apoderou de Portugal, encabeçado e personalizado por António Costa.

António Costa ao fazer a Geringonça, abriu uma Caixa de Pandora que Soares, por ter sido ex-comunista, sabia bem o quanto não podia ser aberta. Além disso, Costa, ao associar-se aos comunistas Estalinistas, bem como a forças trotskistas, igualmente extremistas e perigosas para a auto determinação de cada um, abriu um gravíssimo precedente que descontrolou-se.

Não sou de esquerda, mas recorro a Mário Soares, precisamente porque sou de direita. Ou seja, porque julgo que, neste momento, dada a gravidade e perigosidade dos tempos que vivemos, a falta de ânimo e de alegria que emana sob os portugueses, de uma direita que sequer tem existência e equilíbrio suficientes para poder fazer a diferença, daí ser fulcral apelar a todos os democratas, onde se incluem soaristas, porquanto o falecido ex-Primeiro Ministro e ex-Presidente da República foi claro e decisivo, temos de reconhecer, na Fonte Luminosa.

É com este pensamento na Fonte Luminosa, e que deixo abaixo o discurso, cuja coragem foi fundamental e que, com as devidas adaptações, é de novo aplicável e necessário aos momentos que vivemos, cujas palavras ajudaram a manter a democracia e a fazer recuar as forças da extrema esquerda que queriam se apoderar do País.

Ora, António Costa, como político de carreira, que põe as suas prioridades pessoais em frente às do País, que está disposto ao que for preciso para isso (como se viu na recente junção ao quadro de honra de um Presidente do Benfica sob investigação) sendo uma figura política muito fraca comparada a Soares, sem qualidade como Primeiro Ministro, que não tem sequer já o controlo de Portugal, urge o apelo, sobretudo aos atuais socialistas de boa fé e verdadeiros democratas, que nos ajudem a acabar com o atual cenário muito triste e mau, profundamente depressivo, sem sonho de idealismo, que se vive nesta Nação de mais de oito séculos.

Estamos a 13 de setembro, relembro que faltam alguns dias para o 25 de novembro...

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domingo, 26 de julho de 2020

Once Upon a Time in...Hollywood

Estou mais tranquilo quando o Jack (Nicholson) partir, o que espero que não seja para breve e que ele tenha muita saúde. Contudo, quando esse dia chegar, ele tem, no Leonardo, sucessor à altura, embora num estilo também muito próprio.

O Pitt mereceu o Oscar, com uma brilhante interpretação e condução pelo realizador.

Argumento e realização, pouco a dizer... com Tarantino o zero ou mesmo partir do negativo, do prisma de contar/criar uma história, é um caminho que, normalmente, termina em obra prima, processo ao alcance de quase nenhum presentemente.

A atitude, o impensável, a inovação e a simplicidade de Tarantino suplantam ideologias bolorentas e bacocas, sobretudo, aquelas que imperam incoerentemente em Hollywood.


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terça-feira, 21 de julho de 2020

MONARQUIA = SUPRA-PARTIDÁRIA

Felipe González e Olof Palme eram convictos monárquicos e socialistas.

Só num País que se atrasou como o nosso é que as elites brojessas dominantes, para se governarem e para enganarem o povo, fizeram querer que a Monarquia só existe à direita. Falso. Vamos acordar!

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domingo, 19 de julho de 2020

MÁSCARAS

«Ah. The direct approach. I admire that in a man with a mask.»

Extraído do filme do mestre do cinema, Tim Burton, na sua obra prima de graphic novel, 'Batman Returns', 1992, em que Danny DeVito, na personagem Pinguim, se dirige a Michael Keaton, o Batman.

Mesmo no atual cenário, o uso de máscaras, qualquer que seja a sua tipologia, fora do contexto de áreas pequenas e fechadas, sem arejamento natural e com pequenos aglomerados de pessoas, bem como transportes públicos, é uma perfeita estupidez. Colocando de outra forma, é dar ganho a quem quer lucrar às custas de terceiros. Usar uma máscara em plena rua, com ar (sem descurar do precioso vento) em substantiva quantidade, num ambiente azórico que, felizmente, ainda vai existindo muita arborização, roça o ridículo.

Hoje, ao fim do dia, tendo ido fazer algumas compras necessárias à vida quotidiana, rapidamente apercebi-me, tal modo era vasta a conversa por onde passava, por vários testemunhos, que o uso de máscaras pode ser, inclusive, fora do domínio da COVID-19, mais perigoso em termos propagadores de outras doenças, atendendo, por exemplo, a um cenário, facilmente, originado pela criação bacteriológica numa máscara, usada por longos períodos de tempo, até mesmo esterilizada e assim também colocada, por melhor que ela seja. Importa, igualmente, nunca esquecer que uma máscara, por regra, é fabricada em materiais sintéticos...(feltros, fibras, tecidos, etc). Ver a título de exemplo este vídeo a partir do minuto 19'.

No estrito contexto da COVID-19, é como também diziam os aludidos testemunhos dos vários cidadãos que pude auscultar hoje: "é tira máscara, é põe máscara, mãos inevitavelmente sujas nas idas aos supermercados, pega nos produtos, paga com o dinheiro, faz o ajuste na máscara que ficou desajustada do nariz ficando, assim, perto daquele órgão e dos olhos, etc, etc."

Face ao exposto, entendo que o melhor a fazer neste âmbito, e usando a expressão anglo saxónica de 'back to basics', ou seja, será usar máscaras em zonas confinadas e sem arejamento natural (ver a propósito este objetivo estudo japonês sobre a densidade das micro-gotículas e como elas podem ser contornadas, por períodos de tempo curtos e bem intervalados, especialmente no caso dos heróis que atendem, alguns ainda com um sorriso, ao público, caixas, etc, eventualmente, usando rotatividade, e nos demais casos, naqueles que trabalhem em open space/plan ou gabinetes arejados, aplicarem-se-lhes apenas as medidas de distanciamento aconselhadas pelas autoridades de saúde e não usarem, de todo, máscaras. Rotatividade em teletrabalho ou mesmo em absoluto, conforme referia ontem a respetiva Ministra.

Máscaras em crianças, digo apenas isto...PODE SER FATAL!


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sábado, 18 de julho de 2020

«Achei que se alguém tinha de morrer seria eu»

Stan Lee, grato pelo teu legado e pela tua incessante tentativa de procurar enriquecer a nossa imaginação e de desafiar a fronteira dela com a realidade, bem como de regar a nossa coragem e, acima de tudo, de que é possível haver heróis nos nossos dias.

Este herói de 6 anos percebeu o teu legado pelos filmes da Marvel, eu, aos 9, pelas revistas que comprava, da mesma entidade e editada pela Abril em Portugal, no quiosque do Sr. David, um inimitável e imortal brasileiro judeu, todas as semanas, ao lado da Escola Roberto Ivens. A minha mãe ficava fula comigo... mas julgo que hoje o investimento valeu a pena.

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sexta-feira, 10 de julho de 2020

O N.º 9 - AS IMAGENS NÃO ENGANAM: NÃO HÁ CORES DE PELES, HÁ SENTIMENTOS.

Hoje fazem quatro anos que isto aconteceu.

Em 1966, ‘Os Magriços’ alcançaram, na época do “terror” salazarista, o terceiro lugar no respetivo Mundial na Inglaterra, formando uma das poucas equipas, se não mesmo a única europeia, que tinha vários pretos (…sim porque se sou branco, negro é discriminatório na minha opinião*). A Inglaterra, por exemplo, essa muito antiga democracia, apenas tinha brancos no plantel, mas aquele terrível regime salazarista, tão negativamente adjetivado, que tudo, mas tudo fez de mal, tinha vários portugueses de cor de pele escura, dita preta, na equipa, como hoje continuam, e muito bem, a existir como exemplos vivos de sã igualdade.

A amizade entre eles, aqueles jogadores de diferentes raças e etnias que venceram, em 2016, o Europeu de Futebol, devia servir de exemplo para muito preconceituosos e verdadeiros racistas, porquanto são exemplos práticos e vivos de que esse aspeto fulcral suplanta a cor da pele, sendo um enorme orgulho que em Portugal assim seja e tenha sido.

A forma como a MAIORIA dos portugueses receberam a Seleção Nacional em 1966 e em 2016, em especial o Eusébio e o Éder, demonstra bem o racismo estrutural que temos há muitos anos por cá em Portugal, fazendo de nós, perante uns EUA, uns horrendos monstros…

Obrigado Éder, Eusébio, Mário Coluna, Eliseu, Danilo, João Mário, William Carvalho, Renato Sanches, Nani, Quaresma e muitos e muitos outros que defenderam, durante anos, a essência do nosso especial Portugal, sendo eles seres humanos com exata e igual dignidade à minha, apenas de raça, cor ou etnia diferentes.

Por fim, e para aqueles que, em particular, criticaram o Éder à data por ser o “patinho feio” do grupo, porquanto não tinha a “qualidade” dos seus restantes colegas convocados em 2016, o Homem Lá De Cima, respondeu-lhes dando-lhe, merecidamente, a eternidade terrena na consciência dos portugueses de hoje e do futuro…e se repararem na forma milimétrica como foi decidido o encontro não andarei muito longe da alegada frase metafísica que aludi.

Há uma diferença entre nós portugueses em geral para o #blacklivesmatter, é que o segundo quer fazer à força, mesmo que seja um criminoso (…embora ilegítima e barbaramente morto por um assassino), uma pessoa fulcral e exemplar; enquanto em Portugal um rapaz que foi viver para o orfanato porque o pai matou a mãe (…como também acontece com muitos brancos no nosso País há anos) não precisou de ser criminoso, nem tão pouco de ajudas para se impor na vida. Fez por si. Hoje esse rapaz do orfanato, que certamente fez amigos brancos na mesma instituição que o formou e o formou bem, através de técnicos competentes e esmerados, sem pai nem mãe de sexos diferentes... ou de sexos iguais, é reconhecido por todos, é um símbolo de Portugal um pouco como o Eusébio também fora antes dele e nós gostamos muito deste rapaz e o prestigiamos. Essa é, essencialmente, a diferença.

* No inglês preto significa “black” e «“nigger” é um insulto racial, geralmente direcionado a pessoas negras. O insulto provavelmente surgiu no século XVIII como uma derivação da palavra negro da língua espanhola e da língua portuguesa, descendendo do adjetivo em latim niger, que significa negro».

In Pilgrim, David (setembro de 2001). «Nigger and Caricatures». Ferris State University. Consultado em 15 de janeiro de 2019.


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Humanidade, sempre!

«Lembra-te da tua humanidade e esquece o resto.»

Bertrand Russel
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terça-feira, 7 de julho de 2020

Becker Forever!

Fazem hoje, precisamente, 35 anos que o ténis mudava para sempre.

Becker, na ‘Catedral’ do ténis, tornava-se, então, com apenas 17 anos, o mais jovem vencedor de sempre de Wimbledon e de um Torneio do Grand Slam.

Com essa vitória nascia uma das maiores estrelas do ténis mundial e um dos melhores tenistas de sempre, mas, sobretudo, nascia um novo tipo de ténis, um ténis completo e moderno.


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segunda-feira, 6 de julho de 2020

sábado, 4 de julho de 2020

A VOZ DA VERDADE

«Vives num mundo de unicórnios».

Diz quem vive nele e num mundo cor de rosa, a quem vive na realidade. 

Esta grande mulher preta, como ela própria se descreve quanto à cor da sua pele, que disse a verdade, nua e crua, tal e qual como ela é e a quem presto o meu respeito e faço-lhe uma merecida vénia.

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

O local por onde São Miguel começou

Quando as coisas eram justas e bem feitas, num regime em condições.


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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Não gosto do personagem, mas isto é bonito

«Quando ouço Amália duvido do meu ateísmo.»

Pedro Marques Lopes, há pouco no 'Eixo do Mal'.

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Democracia: maiorias e liberdade

A Democracia é um conceito que envolve dois pilares: maiorias e liberdade.

Através do segundo pilar é necessário o primeiro não desrespeitar as minorias.

Porém, será desvirtuar a Democracia quando o inverso acontece, ou seja, as minorias imporem-se às maiorias, controlarem-nas e subjugarem-nas. Aí, quando chegamos a esse ponto, já não estamos em Democracia.

No ocidente todas as Monarquias são Democracias, as segundas nasceram nas primeiras e hoje estão no seu estado mais puro e evoluído nos regimes monárquicos.


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domingo, 21 de junho de 2020

Monarquia = Liberdade Pura

Uma Monarquia, sobretudo seguida ao início do século XX, só subsiste num sistema puro de Democracia. Quando uma Monarquia é contaminada por um governo ditadorial, normalmente, cai tempos depois para o republicanismo.

Contrariamente, as repúblicas conseguem subsistir muito tempo enquanto ditaduras.
No primeiro caso temos, por exemplo, a Itália pós queda de Mussolini; no segundo caso temos, nomeadamente, a Alemanha Nacional Socialista - Nazi, a ex URSS, a China a Venezuela, Cuba e...afins.

Em suma, e talvez pelo exposto, os regimes mais desenvolvidos do prisma Humano, e apesar de serem mais raros hoje, são ainda as Monarquias existentes.


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MONARQUIA EM PORTUGAL: PASSADO, PRESENTE E FUTURO | VANTAGENS


Conferencista: Prof. Doutor António Rui Braga Lemos Soares, docente universitário de Direito.

O subtítulo não se trata de um lapso ou mero jogo de palavras (veja-se “videoconferência”), é de facto assim pretendido que seja uma Conferência através de vídeo, porquanto não estando restringida ao limite de um espaço físico, está ilimitadamente aberta a todos que queiram assistir à mesma. 

Assim, sem descurar do actual contexto, sensivelmente afastado de um terrível cenário pandémico recente, onde as relações interpessoais estão inerentemente mais restritas, sobretudo, reflectindo-se no domínio dos transportes aéreos e marítimos, esta foi uma iniciativa da Direcção da Real Associação da Ilha de São Miguel (RAISM) que, por via electrónica, visa procurar, acima de tudo e mais um pouco, uma maior clarificação e explicação sobre o que é o Regime Monárquico, de modo a desmistificar muita desinformação e, consequentemente, muito preconceito que ainda existe em relação à Monarquia e aos monárquicos.

Para o efeito, foi dirigido um convite ao Prof. Doutor António Rui Braga Lemos Soares, professor auxiliar, licenciado e Doutor em Direito pela Escola de Direito da Universidade do Minho, onde também prestou provas de aptidão pedagógica e cujas áreas científicas de interesse passam por: História do Direito; História de Portugal; História do Pensamento.

Entre vários trabalhos científicos, destacamos obras como "História do Direito" (em co-autoria e editada pela Almedina) e "Direito: Evolução e Continuidade. Um Ensaio em torno do Sentido e do Espírito do Direito Português no Século das Luzes". 

Pelo que a Direcção da RAISM gostaria de, respeitosamente, agradecer a generosidade em ter sido atendido o seu pedido, o qual foi pronta e desinteressadamente aceite e, igualmente, manifestar a honra em ter tido sido possível a realização desta Conferência/Prelecção, enquanto meio de partilha de saber por parte do Doutor António Lemos Soares, grande português e distinto monárquico, iniciativa da qual se espera ser a primeira de outras intervenções e parcerias futuras.

Bem haja!

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sábado, 20 de junho de 2020

Irmãos, cores diferentes


«A História não existe para ser apreciada, detestada, limpa ou reescrita.
A História existe para ser aprendida.»

Filipe Cardoso Pereira

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Ética

«A ética determina as escolhas e as acções e sugere as mais complexas dificuldades»

John Berger

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Antifascistas...

«Os Fascistas do futuro chamarão a si mesmos Antifascistas».

Sir Winston S. Churchill.

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sábado, 13 de junho de 2020

Civilização hodierna

O progresso material, técnico e tecnológico da humanidade é inequívoco.

O retrocesso civilizacional da humanidade é, paradoxal e igualmente, inequívoco.

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Respect for this man

Dá-nos o cerne do assunto: como combater o racismo, sendo igual com responsabilidade, sem complexos de inferioridade ou superioridade, sabendo de dentro de si que somos diferentes na aparência, nas ditas raças humanas, mas imaculadamente iguais na nossa humanidade. A riqueza de não sermos racistas é precisamente admirar e gostar do outro por ser diferente, por aprender com a sua cultura e enriquecer-nos com isso, faz-nos maiores e extermina a semente do racismo.

A inteligência é a chave, não os chavões de hoje da extrema esquerda, e noutros casos os dos skins neo nacionais socialistas ou, ainda, os do KKK, promovidos por brancos estúpidos que criam a desordem (ou a [sua] ORDEM) a seu belo prazer para imporem os seus ideais manipulando ALGUNS dos nossos irmãos pretos, afro descendentes e, assim, atingirem os seus objetivos conforme podemos recentemente observar e que vão ter duros custos, certamente, para a esquerda, a prazo.

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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Um Estado que não defende os agentes de autoridade

Sou essencialmente de direita do prisma ideológico, católico, monárquico regimentalmente, conservador nos costumes, defensor e aplicador do avanço tecnológico, moderadamente liberal e capitalista para a Economia, defensor convicto de um Estado sério, justo e mais regulador do que interventor, ambientalista e, sem descurar do refinamento e da criatividade do passado, sou progressista culturalmente.

Posto o intróito, devo afirmar, sem qualquer ironia, que tenho aprendido muito com os recentes acontecimentos, uma enorme lição de democracia com a agenda anárquica dos grupos estruturados da extrema esquerda, porquanto é visível o que pretendem e que se trata de subverter, e não de agora, a lógica da democracia, ou seja, sobrepor uma minoria à maioria, por outras palavras, e se estivermos atentos, tratar-se de uma fórmula muito próxima da ditadura, porquanto é também um grupo menor que exerce supremacia sobre outro maior. Em suma, é antítese da "demokratia", na sua importante origem grega.

Assim, e para que se reflita, uma vez que estamos no domínio da etimologia das palavras, "direito", derivante do latim 'directus', ou seja, aquilo que é "recto, sem curvas nem irregularidades, que é diferente de sinuoso e torto, justo e acertado, que está bem e que está como é devido, o que pode ser exigido em conformidade com as leis ou com a Justiça"; versus "esquerdo" que também deriva do latim da palavra "sestro", no feminino "sinistra", que significa, em contraste com o direito/direita, "está do lado do coração" (... e não da razão), "que é torto, torcido, esquivo ou enviesado, sem habilidade ou agilidade que é igual a desajeitado, não muito merecedor de confiança". 

Em suma, e face ao exposto e a estas imagens, sabendo que as entidades policiais, quanto julgo saber, também são seres humanos, independentemente das raças que igualmente as incorporam, tirem as V. ilações, e concluam se o regime que controla o nosso País, seja república ou fosse Monarquia, se está saudável?

Nota - Consulta do dicionário Priberam 2020

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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Dia de Portugal

«Não queremos outra liberdade senão a liberdade portuguesa. Mas também não queremos outro Portugal senão o Portugal dos homens livres. E é ao procurar a práxis desta teoria que aclamamos o Rei.»

Henrique Barrilaro Ruas

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domingo, 7 de junho de 2020

Sir Tom

Parabéns pelos seus 80 anos e pela sua voz sem fim, Sir Tom. Grato.


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sábado, 6 de junho de 2020

Capitalismo vs Comunismo

Para mim o Comunismo tem a mesma indignidade do que o Capitalismo desenfreado.

Contudo, o Capitalismo sério, justo e controlado deverá ser sempre a máxima que rege a humanidade.

O Comunismo existe desde do século XIX; o Capitalismo desde que um australopiteco entregou um pau a outro e esse outro deu-lhe, em troca, uma peça de fruta.


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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Destinos

«A Humanidade assistirá ao seu fim caso fracasse na adaptação pós-pandemia»

Jane Goodall

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70 Anos

Jorge Palma . "Estrela do Mar" (1991)

70 anos. Trocou uma carreira de pianista clássico, eventualmente, brilhante e acima da média, para, livremente, compor música como só ele consegue.

Ah...a propósito, há muito que o "Portugal, Portugal" dele já devia ter substituído a "Grândola" do Afonso...apenas por pura objetividade de atualização à contemporaneidade. Só isso.


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quinta-feira, 4 de junho de 2020

A arrogância inteligente

A pior arrogância não é a racista, a cultural, a classista ou a económica. É sim a da inteligência.

Todas as outras conseguem-se, de uma forma ou de outra, refutar, mas nunca se consegue refutar que uma pessoa não é inteligente...

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E o Primado do Direito Europeu?

Sem prejuízo do Princípio do Primado do Direito Comunitário e, inerentemente, desta Resolução da UE se o nosso Estado é tão europeísta e pró democracia e liberdade, porque ainda não proibiu, constitucionalmente, já em 2019, o Comunismo em Portugal, como fez com o fascismo?


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segunda-feira, 1 de junho de 2020

DIA DOS AÇORES

Neste dia sempre especial para os açorianos, que serve para nos unir e pensarmos na nossa Autonomia, Autonomia que nos foi concedida por quem nos criou como povo a Monarquia, concretamente, pelo punho real de El-Rei D. Carlos I, decido evocar um dos nomes que sempre emerge na minha mente quando relaciono com a palavra Açores: Jorge do Nascimento Cabral.

Um homem livre, que expressava e colocava os Açores acima de tudo o que era institucional, mesmo, se fosse necessário, contra o seu próprio partido.

Relembro um Congresso que assistia na televisão, em 2009, em que Jorge do Nascimento Cabral, comentando em direto, na RTP-Açores, criticava duramente a Presidente do PSD da altura, a Dra. Manuela Ferreira Leite, uma centralista, e que falava no preciso momento do dito evento, sem qualquer medo ou impedimento. Foi de facto notável ver o desprendimento daquele homem naquele dia e sempre a defender os Açores e os seus mais altos desígnios. 

Hoje são raras as vozes semelhantes à de Jorge do Nascimento Cabral, ele faz-nos falta, muita falta, falar em plena liberdade só está ao alcance daqueles que têm coragem e que põem interesses de um povo, de uma coletividade, independentemente da cor ideológica e dos rebanhos partidários, à frente de si e dos seus interesses.

Bem haja Sr. Jorge do Nascimento Cabral, sei que onde está, está em paz e que olha pelos seus e, já agora, que olhe por todos nós açorianos igualmente.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)