Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

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sábado, 25 de julho de 2026

"Hail Mary"

Confesso que quando vi este título no topo dos filmes da Netflix, especialmente com o papel principal na posse do ator Ryan Gosling, praticamente concluí que se tratava, quase obviamente, de atingir de forma jocosa Quem não merecia (..."Hail Mary" traduz-se em Ave Maria...), eventualmente com os habituais contornos da atual superioridade moral ocidental alicerçada nos seus dogmas hodiernos prevalecentes como o wokismo, o animalismo, o individualismo, a supremacia imposta e artificial das minorias sobre as maiorias e sobre os factos históricos, contrariando, 'as usual', o princípio da igualdade e outros demais.

Desta vez enganei-me.

Mergulhando no filme e percebendo o seu busílis, sobretudo a gravidade do problema, cuja a única possibilidade de resolução se resumia a uma esperança, desde logo, o respetivo título desta longa metragem ganha, na minha ótica, consistência. No contexto do argumento, o projeto de salvação da humanidade recebe a designação de "Hail Mary", e ao que tudo dá a entender, isso acontece porque a Chefe da Missão, a germânica Eva Stratt, superiormente interpretada pela atriz Sandra Hüller, cantava num coro cristão na sua terra natal quando era jovem. Apesar do título, quer para o filme, quer no seu próprio contexto, ser muitíssimo adequado, quem sente o desenrolar da história rapidamente compreende que, em bom português, o título deste trabalho podia ser ainda mais incisivo se fosse "Seja o que Deus quiser", dada a falência de todas as soluções técnicas, tecnológicas ou científicas para poder ter uma certeza de como resolver o problema, e o problema era tão somente procurar evitar que a humanidade desaparecesse.

Em suma, "Hail Mary" foi uma agradável supresa de qualidade entre tanta irrelevância e lixo cinematográfico nos nossos dias, conseguindo a dupla de realizadores formada por Phil Lord e Christopher Miller, com nuances, nomeadamente, de drama, alguma comédia, suspense, sofisticação, mas, sobretudo, de revelação de valores humanistas, os verdadeiros, os estanques ao tempo e às modas, conseguiram atingir um patamar de altura qualitativa assinalável como há muito não assistia naquele predito canal de streaming.

Este é um filme de detalhes, e muitas vezes é nos detalhes que está a mestria (para não referir a perfeição) e a elevação do ser humano, quiçá não foi à toa que a personagem de Goslin tem o sobrenome de GRACE.

Tema (da banda sonora).


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domingo, 10 de novembro de 2024

Quem é James David Vance?

Um filme biográfico sobre James David Vance, vulgo J. D. Vance, nascido como James Donald Bowman. Este trabalho mergulha no início de vida do recém eleito Vice-presidente dos Estados Unidos da América, início aquele muito difícil e que revela a correção, o grande caráter, a determinação, o valor e, sobretudo, o amor e a dedicação que Vance canaliza para a família. O papel e a influência da sua avó na formação do jovem James foi fulcral para forjar o futuro homem. O respeito dele por ela, como o próprio revelou, é eterno.

Na esfera académica e profissional, e como é sabido, Vance é uma figura de excelência.

A Netflix fez este filme num período que deve ter julgado, erroneamente, que J.D. poderia ser seduzido para o sistema instalado, o liberal. Não houve erro maior. Hoje o canal deve estar amargamente arrependido de ter produzido esta boa película.

Vance é o homem que se segue, e ainda bem.

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sábado, 20 de janeiro de 2024

"Perderam fiéis"

Até a Cherie Blair, mulher de Tony Blair, católica, percebeu (nem que seja pela personagem). A finalidade dela está obviamente errada, mas a parte objetiva e conclusiva está toda lá, absolutamente certa.

Eu, por outro lado, sou, como não poderia deixar de ser, lealmente da "velha guarda" como ela própria define. Como era dantes e sempre foi, existia maior proximidade à Semente do Bem, estavamos conectados a Ela. Agora, e desde 1958, está tudo entregue (https://expresso.pt/.../2023-12-18-Papa-Francisco...).


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sábado, 5 de março de 2022

Indesculpável


Este drama de 2021, realizado pela alemã Nora Fingscheidt, é um surpreendente filme produzido pela Netflix.

A película demonstra que, nos piores cenários, o amor prevalece.

Este filme tem também a particularidade de fugir aos clichés já aborrecidos mas promotores do liberalismo, tais como o feminismo descontextualizado, o (novo) racismo, a horda LGTB e demais outros e, proativamente, focar-se no essencial, na realidade quotidiana, nos vastos problemas sociais e reais de muitos ainda por resolver em muitas sociedades, sejam cosmopolitas ou não.

Parabéns à equipa interveniente, prezou pelo fulcral em detrimento de frivolidades. Está na corrida aos prémios.


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domingo, 2 de janeiro de 2022

Don't Look Up

Nicholas Britell . "The Launch" (2021)

Extraído da Banda Sonora do filme "Don't Look Up", de Adam McKay, uma trágico-comédia apocalíptica que, apesar das ideologias suspeitas de alguns dos atores integrantes, resultou numa sátira muito bem feita sobre a realidade da nossa sociedade hodierna e um dos melhores filmes do ano pela Netflix.


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domingo, 12 de dezembro de 2021

Glória

A primeira série portuguesa na Netflix.

Devem ver, assim perceberão o (verdadeiro) porquê da existência da PIDE e, com ela, mais a CIA, as quais juntas, por vezes, não eram suficientes para travar os comunistas e o seu KGB.

A propósito..."fascismo nunca mais" (...pobres idiotas ignorantes que nunca souberam que não existiu em Portugal), mas ...ao que parece...comunistas (...pro leninistas e estalinistas) ainda existem ...inclusive... na AR.

Avante Portugal!


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Tiago Guedes

Um realizador out of the box.

É um não alinhado àquelas filinhas pseudo intelectuais, com a alegada qualidade típica de um cerco de esquerdistas que se julgam detentores da Cultura, contando as histórias que lhes são convenientes contar para deturpar a realidade e poder, assim, manter o sustento e o status quo.

Talvez por isso o reconhecimento a Tiago Guedes, que coloca o que tem para nos dizer de uma forma séria e com o rigor merecido, seja apenas ao mais alto nível: provindo do estrangeiro.

Um sucessor de Manoel.


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

«Depois de Vós, Nós» (El-Rei D. Manuel II de Portugal, 1909)

«Go on, palavras D'El-Rey!» (El-Rei D. Manuel II de Portugal)