Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Notre-Dame | Jean-Marc Fournier

Independentemente de termos alguma religião ou sequer acreditarmos em algo superior, julgo ser consentâneo que todos têm, de uma forma generalizada, um objetivo ou foco que promove ou potencia o caminho que queremos seguir e que motiva a nossa vida, seja ele espiritual, ambiental, profissional, político, ideológico, ou outro.

Muitas vezes, esse caminho é alicerçado em materializações que nos ajudam a não desfocar do essencial, daquele caminho que entendemos ser o motor da nossa existência, de tal modo que, por vezes, se tornam fundamentais e mesmo essenciais, subjetivamente, a cada um.

Ora, Jean-Marc Fournier, capelão da Corporação de Bombeiros de Paris, entendeu que existiam determinados valores traduzidos em objetos que, sagrados para ele, importavam, no contexto que aludi, como sendo tão importantes enquanto referências, que a sua vida valia menos que aquelas expressões sagradas.

Pelo que, Jean-Marc Fournier, não hesitou, no meio das chamas, zeloso, procurar, com a sua própria vida, defender aquele património e, assim, salvá-lo.

Acima de tudo o que este Capelão nos deixa como exemplo, além da extraordinária coragem, é que, quando determinados valores de consciência imperam, a vida, em situações específicas, poderá vir em segundo lugar e as motivações (o predito caminho) ganham lugar primordial.

Foto - La Libre.be.

Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!