Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Wim Mertens

Tema ouvido e constatado ontem, cuja dificuldade técnica para o clarinete (Dirk Descheemaeker) foi elevadíssima. Soberba interpretação e trabalho!
Gostaria apenas de salientar que é extremamente redutor dizer-se que Mertens é um (compositor) minimalista. Não! Isso não corresponde à verdade. 
Conheço Mertens desde 1992, altura em que comprava o seu álbum "After Virtue"...curiosamente dos primeiros CDs que comprei logo após ter adquirido o meu primeiro leitor de CD com o meu próprio dinheiro. 
A verdade é que Mertens possui alguns álbuns que são casuísticamente minimalistas, mas em sentido lato é um compositor enormemente versátil, devendo essa conclusão ser, obrigatoriamente, resultado da sua obra e não de um trabalho ou outro.
Ontem fiquei com a clara impressão que Wim Mertens era uma pessoa altruísta. De uma simpatia invulgar, atendendo ao vulto da música que é à escala do mundo.
Além disso, fiquei com a forte convicção que gostou da sua passagem por S. Miguel, pois, além da empatia com os micaelenses, foi a primeira vez que assisti, na vida, a um autor aceder a encores do público num total de 6 temas (número idêntico à totalidade da 2.ª parte do concerto). Julgo que foi generalizadamente notório.

Share |

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!