Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Aglutinador amante do seu povo



Mandela foi mais um Rei que um Presidente, e não é pelo facto de ter nascido numa família de nobreza tribal cujo líder era seu pai.

Curiosamente, através de Mandela, percebe-se, com clareza cristalina, as vantagens de se ter um Rei (na relação com um povo).

Colocar tudo em plano secundário, agregar lados opostos e renunciar ao orgulho tudo em prol do seu povo e do progresso da sua Nação...só está mesmo ao alcance de um Rei.

Contudo há sempre alguns, situados nalgum extremo, que questionam toda a legitimidade de acção de Madiba por supostos factos do seu passado revolucionário. A esses eu pergunto:
1.º) Ele não pagou na cadeia, de acordo com a Justiça dos homens?
2.º) As pessoas não têm direito de mudar e ser perdoados? 

3.º) De se reconciliarem e seguirem um melhor caminho?
4.º) Naquela altura, ele era pior que os do Afrikaner?

5.º) A Igreja Católica não se apresentou, por via Desmond Tutu, do seu lado?
6.º) Ele apesar de ser "comuna" (que julgo que após sair da prisão...já não estaria para aí tão virado), alguma vez deixou de reconhecer o apoio da Igreja Católica e de outros credos...?!

Notas finais:
1) "O rei Jongintaba, era tio e tutor de Mandela."
2) "O rei Bambata, que chefiou uma rebelião em 1906, foi um dos heróis que povoaram a infância de Mandela".
in Wikip.
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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

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